segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A ‘plantar arroz’… em Troia!

Nove e meia de uma manhã de Julho de 2007. Saímos de Santo André em direcção a Troia: o ‘SW307’, o ‘dêdê’ e o ‘intruso’. Pelo caminho, e conforme o combinado no dia anterior, apanhámos o ‘belgo’ na zona da Galé.

Chegámos ao clube de golfe de Troia, às dez para as onze [no Grande Porto, dir-se-ia onze menos dez]. Depois de estacionada a viatura, dois sacos de tacos de golfe são descarregados da bagageira e colocados nos respectivos carrinhos, pelos seus proprietários. Num dos casos nota-se um à vontade de operação repetida imensas vezes, no outro há ainda um certo embaraço de iniciado. Quatro ‘golfistas’ [convem não confundir com jogadores de golfe…] e apenas dois sacos?... Sim, um dos sacos, com indícios de já ter sido utilizado muitas vezes, é do golfista ‘pro’ [o ‘dêdê] e o outro, que se nota ter saído há pouco tempo da loja de desporto, é do golfista ‘quase pro’ [o ‘SW307’]. E não há mais sacos de golfe porque o ‘belgo’ e o ‘intruso’ são ‘pré-amadores’, ou seja, ainda não têm ‘estatuto’ para isso…

Depois de paga a inscrição na recepção do clube, dirigimo-nos para o local onde se podem ensaiar as ‘saídas’. Cada um munido de um cesto com 40 bolas de golfe. Antes das tacadas, é ocasião para o ‘dêdê’ dar umas dicas aos novatos, o ‘belgo’ e o ‘intruso’, acerca da técnica de agarrar o taco de golfe e de desenvolver o movimento do ‘swing’. E depois, alinhados lateralmente ao longo da linha marcada no chão, uns com tacos prórios e outros com tacos emprestados, lá começámos a ‘maltratar’ as bolas, suspensas nos ’tee’. E às tantas…

E às tantas, o ‘intruso’, concentrado na forma correcta de empunhar o taco, movimentou-se num ‘swing’ quase perfeito e… tchuuumm! A bola quase não saiu do sítio e o taco foi arrancar um ‘bocadão’ de terra que voou feita nuvem negra… E lá ficou no terreno mais um talhão apropriado para se ‘plantar arroz´… em Troia!

Passadas duas horas e tal de golfe ‘intenso’, em que ainda houve tempo para ensaiarmos uns ‘buracos’ no ‘green’, demos por terminada a nossa jornada ‘golfista’, até porque já havia algum cansaço e…

E… também porque nos esperava um almoço na Galé. É que estas coisas do desporto são boas para o físico, mas dão cá uma fome!…




Notas:
- O ‘intruso’ assinalado neste texto refere-se ao autor deste blogue [para bem e para o mal…].
- Foto obtida no 'site' da Wikipédia.

Até quando?...


Não sei bem porque estou a contar-te estas histórias, talvez nunca tenhas hipóteses de as ler, a atitude de passar ao papel, ou melhor, para já ao computador, estas e outras histórias ou outros desabafos talvez seja um pouco estúpida ou despropositada, talvez esteja convencido que tenho algum jeito para escrever um género de escrita tipo Saramago, o Saramago que me desculpe, às tantas a razão de estar aqui agarrado ao teclado, a tentar escrever alguma coisa, talvez tenha a ver com uma tentativa de escape ou de me fazer esquecer o motivo por que estou agora aqui, de facto, se as coisas tivessem acontecido como estava planeado há mais um mês, tinha partido para Santo André para passar lá uns dias de férias após o Natal, mas o previsto foi furado nem sei muito bem porquê, ou se calhar até sei mas não quero dizer, é muito chato quando as situações passam ao meu lado e não posso ou não tenho forças para as modificar, mas não há dúvida que sofro pelo menos alguns dos efeitos, trata-se de uma vivência de coisas que se vão tornando hábitos, rotinas do quase dia-a-dia, por isso já desisti de reagir, de esbracejar, de virar tudo do avesso, de tentar encontrar o rumo certo das coisas, e aí! assim como quem não quer a coisa... vou ficando, vou ficando... Até quando?...


Nota: Texto escrito em Dezembro/1996

domingo, 18 de novembro de 2007

Paula, parabéns!

São quase cinco horas da tarde. Estou a ver, através da Eurosport, a parte final da maratona de Nova Iorque, do grupo feminino.

A prova foi comandada desde o início pela inglesa Paula Radcliffe, seguida pela etíope Gete Wami. Mas as três milhas finais (cerca de 5 kms) foram extraordinárias de emoção. A certa altura, a britânica consegue ganhar alguma distância à adversária. E esta, de seguida, volta a ‘colar-se’ à líder da corrida. E à entrada da última milha (cerca de 1,6 km) a africana ataca e passa para a frente da corrida. É nesse momento que Radcliffe reúne as forças e arranca com determinação, deixando Wami para trás. E de forma definitiva.

E para a memória fica o resultado: Paula Radcliffe ganhou a Maratona de Nova Iorque 2007 com 2h23:09, aos 34 anos e após ter sido mãe pela primeira vez há menos de um ano.

Gostei… e vibrei com a parte final da corrida.

E, depois da vitória, foi ‘giro’ ver a britânica a agradecer os aplausos da assistência com a bandeira da Union Jack numa mão e a filha de menos de um ano no outro braço.




Notas:
- Texto escrito em 04/11/2007 (domingo).
- Foto do site da "ING New Iork City Marathon"

sábado, 3 de novembro de 2007

E lá foram dois pontos…

É evidente que o futebol não são apenas vitórias. É ainda evidente que as outras equipas também querem ganhar pontos. E, por isso, mais cedo ou mais tarde, teria de acontecer o que se passou ontem à noite no Estádio do Dragão: o ‘meu’ FCP desperdiçou dois pontos.

Mas não há drama. Ainda continuamos a olhar para trás. E é também nestas alturas que os portistas devem dar o seu apoio à equipa.

Bibó o Porto, carago!


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dia Mundial da Poupança

31 de Outubro.

Hoje não gastei um tostão [ou melhor, um euro]. Para poupar?... Não, apenas porque não necessitei de comprar fosse o que fosse.

E tu, poupaste?

Sorte ao jogo?


Jogo no Euromilhões, quase todas as semanas. No início, preenchia o boletim de apostas ao balcão de um quiosque de um café perto de casa. Mas agora, e desde há cerca de três anos para cá, faço-o pela internet. É mais cómodo. Jogo normalmente uma aposta, por vezes duas. E gasto dois euros por semana, de vez em quando um pouco mais. Mas… os prémios, onde estão? Sim, os prémios que valem a pena, os de milhões, onde estão?... Também nesta situação de jogos de apostas há os ‘fihos’ e há os ‘enteados’. Aqueles, os ‘sortudos’, que são poucos, arrebanham os prémios ‘gordos’; aos outros, os ‘tansos’, que se contam por milhões [eu incluído], calham os prémios ‘mixurucas’ ou nem isso.

É tudo uma questão de sorte ao jogo, de ter ou não ter, não é?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A moral tem histórias?


Se há histórias que têm moral, a moral também tem histórias e, se não acreditas, então vou contar-te outra história, um sujeito de idade já um pouco avançada, sentindo o aproximar do fim dos seus dias, chamou os três filhos, já todos adultos, e disse-lhes com a voz trémula de emoção, meus filhos dei-vos tudo quanto pude para viverdes bem e felizes, agora que estou quase a partir deste mundo..., nesta altura é interrompido pelo filho mais velho que lhe diz, ó pai você ainda vai durar muitos anos junto de todos nós, continua então o pai, eu sei o que digo mas, como não sei o que vou encontrar para lá deste mundo, quero pedir-vos para na altura da minha morte colocardes no caixão duzentos contos cada um, falou então o filho mais novo, ó pai não se preocupe, você vai viver ainda muitos e muitos anos, mas quando morrer nós cumpriremos o seu desejo, passados dois meses morreu o velho desta história, na altura da vigília o filho mais velho lembrou aos irmãos a vontade expressa pelo pai e puxando da carteira contou duzentos contos em notas e colocou-as dentro do caixão, o irmão do meio também tirou notas da carteira, contou até duzentos contos e pô-las também no caixão, o filho mais novo hesitou alguns instantes, depois pegou na carteira, passou um cheque de seiscentos contos, colocou-o no caixão e retirou os quatrocentos contos em notas, guardando-as no bolso, os outros irmãos reagiram ao mesmo tempo, o que é que fizeste? resposta do mais novo, o pai para onde vai pode descontar o cheque, não pode?... Então agora pergunto-te eu, a moral tem ou não tem as suas histórias?


Nota: Texto escrito em Dezembro/1996

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Estou cá c’uma pedrada!...


Pedras e pedradas, conta-se à boca cheia a história verídica, ou não, daquele fulano que ia pela rua fora, noite feita, às tantas vê um tipo com uma pedra na mão, a bater na própria cabeça... toc... toc..., então perguntou-lhe, ó pá que estás a fazer? o outro respondeu-lhe com um sotaque de quem é tripeiro, nascido e criado na Ribeira, ó meu num me digas nada, estou cá c’uma pedrada!... o nosso fulano lá foi rua abaixo e passados alguns metros topou um outro gajo com uma pedra em cada mão e também a bater na cabeça... toc, toc...toc, toc..., um pouco a medo o nosso personagem fez a pergunta, ó pá o que é isso? resposta do outro, ainda mais tripeiro do que o primeiro, ó meu num bês que tou c’uma oberdose? o nosso herói continuou rua fora e, mais adiante, viu um sujeito sentado no vão de um portal e um monte de pedras ao lado, um bocado receoso o nosso homem interrogou, ó pá o que estás aí a fazer? o outro olhou para o lado de cima da rua, olhou para baixo e depois disse em surdina, ó meu entom num tás a ber que tou a traficar...


Nota: Texto escrito em Dezembro/1996

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Quarto crescente…


Uma fatia de queijo, cortada à faca de um quarto de flamengo, com a forma de um ‘dê’ meio inclinado. Um pano denso de algodão, tinturado de preto, a servir de fundo. E uns cristais de sal marinho, cheios de brancura, espalhados à toa. São estes os elementos, dispostos num puzzle harmonioso, que ‘observo’ através da janela da cozinha.

São dez e meia da noite. E a Lua mostra-se à Terra numa das suas fases de quarto crescente…

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Cá estou de novo...

Após três meses e meio sem actividade no blogue, cá estou de novo..., mas mais velho! Claro, mais velho três meses e meio.

Este interregno não foi planeado para durar tantas semanas, mas, quase sem dar por isso, foi-se alargando no tempo. Primeiro, foram as férias durante os meses de Julho e Agosto, gozadas na costa alentejana. Depois, em Setembro, precisei de dar assistência diária à minha mãe, que está incapacitada devido a doença e aos seus quase 90 anos. E a seguir, nestes quinze dias que já leva este mês, deu-me a preguiça...

Entretanto, aproveitei todo este tempo para reflectir acerca do meu modo de 'fazer' o blogue. Ultimamente, na primeira metade deste ano, sentia-me quase 'obrigado' a publicar textos todas as semanas, era uma espécie de 'competição' comigo próprio. E, com esta reflexão, cheguei à conclusão que a minha atitude não tinha sentido, dado que já não estava a ter o prazer inteiro de 'blogar' como na altura em que me meti nestas coisas da blogosfera. Por isso, a partir de agora, os meus 'posts' serão publicados quando sentir 'gozo' nisso.

Até breve.