terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Tretas... e os "Golfinhos"


O tema de hoje prende-se com os "Golfinhos". Mas não são os da imagem, não!


O que me traz aqui hoje é um "blog de uma turma, agora no 4º ano do primeiro ciclo (finalistas!!), com muitas coisas para contar e ainda tantas para aprender...". É isso mesmo! Os autores do blogue são 15 alunos do ensino básico, oito meninas e sete meninos. E ainda o 'motor de arranque' e o 'elo de ligação' entre todos: a professora.

Refiro-me ao Blog dos Golfinhos, que fez dois anos de 'vida' em meados deste mês. Há dias passei lá pela primeira vez, durante as minhas 'viagens' pela blogosfera. O segundo aniversário tinha sido festejado uns dias antes. Na altura, dei uma espreitadela aos trabalhos mais recentes e, desde logo, fiquei adepto dos 'miúdos'. Hoje, como queria publicar um 'post' acerca dos "Golfinhos", fui ver todos os artigos deles desde o 'nascimento' do blogue. Uns foram lidos mais rapidamente, outros com mais atenção. É desse trabalho que quero deixar aqui registo.

Ao longo dos dois anos lectivos os "Golfinhos" publicaram dezenas de artigos. Não vou referir-me a todos, por falta de espaço. E, por isso, apenas vou salientar os artigos que mais me 'tocaram'.

Começo, então, pelo 'post' de apresentação do próprio blogue em Jan/2005. Era, na altura, uma turma do 2º ano de escolaridade, constituída por 6 meninas e 11 meninos entre os sete e os oito anos [a título de curiosidade, repare-se na desproporção da representação entre os sexos, já que hoje em dia, em quase todos os sectores da sociedade, a representação feminina é ligeiramente superior à masculina].

No mês seguinte, venho a descobrir que a escola desta turma fica situada em Quintãs, no concelho de Aveiro. Ora esta localidade diz-me 'alguma' coisa. Há cerca de trinta anos trabalhei perto de Ílhavo e, durante quase dois anos, fiz a viagem de comboio Porto/Quintãs. Coincidências...

Fiquei deliciado com as "Cartas ao Pai Natal" em Dez/2005. Tive pena de não ter provado o bolo de iogurte [humm, que bom!] do 1º aniversário do blogue. Fui 'tocado' por "A minha história [Bia]", contada em Fev/2006. E no recomeço das aulas em Setembro, tomei nota dos "Desejos" dos alunos/bloguistas. Depois, até ao fim de 2006, deparei com os medos "deles" [e alguns deles também foram ou ainda são os meus], relembrei parte da História de Portugal e visitei "A Festa de Natal" da turma. No primeiro dia de aulas deste ano, os bloguistas contam-me as suas "Férias de Natal", contadas como se conta a alguém. Logo a seguir, brindam-me com uma pesquisa sobre "A origem do nome Janeiro" e mostram-me uma pintura "deles" com uma adivinha. Por último, os 'miúdos' fazem-me o anúncio do 2º aniversário e apresentam-me as fotos da festa e os desenhos alusivos à data.

Aqui fica, então, o registo de alguns dos trabalhos dos jovens alunos. Não quero deixar de felicitar estas 'miúdas' e estes 'miúdos' e a sua professora pelo blogue que criaram e que mantêm há dois anos. E felicitar ainda, neste particular a professora, pelo bom ambiente que se sente 'respirar' na turma.

A quem chegar até este 'post', aconselho a visitar o blogue em causa [ver 'link' acima]. E, a quem assim o entender, a deixar lá os comentários de incentivo aos pequenos bloguistas.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Tretas do dia...[2]


As 'tretas' de hoje dizem respeito a uma notícia que li ontem. Trata-se das ideias de jovens arquitectos paisagistas para mudar o Parque do Covelo, no Porto.

De acordo com o artigo do Diário de Notícias, da autoria de Francisco Mangas, alguns alunos finalistas da licenciatura em Arquitectura Paisagística da Univerdidade do Porto apresentaram propostas para a requalificação daquele parque.

Das suas sugestões ressalta o interesse de ligar o passado rural da quinta e a modernidade. Assim, propôem a plantação de pomares, talhões de ervas aromáticas e hortas biológicas, bem como de magnólias e camélias. Por outro lado, sugerem um restaurante na antiga casa de lavoura do séc. XVIII, que está em ruínas, e um café com esplanada na casa do caseiro.

Oxalá estas propostas tenham o seguimento que merecem no Departamento do Ambiente, da Câmara do Porto, e isto por três ordens de razões: desde logo, porque o parque está algo degradado, como qualquer pessoa constata ao passar por lá; depois, porque a Câmara lançou há algum tempo um concurso de ideias para o referido espaço e o júri não atribuiu o primeiro prémio às propostas; por último, por se tratarem de futuros arquitectos paisagistas que é necessário incentivar através da consagração do valor das suas sugestões [no caso de o ter, claro!].



Nota: Foto de António Amen.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Tretas do dia...

"Amplo, bonito, moderno, limpo, com bons acessos e transportes." - estas palavras referem-se a quê? Já lá vamos...

Com a descrição daquelas qualidades começa um artigo do caderno central da Visão de 21/12 passado, com texto de Joana Loureiro e fotos de Lucília Monteiro, dedicado ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, de Pedras Rubras.

Mais adiante, a autora do texto faz referência a um estudo independente de uma organização, relacionada com os aeroportos a nível internacional, que considera o 'nosso' aeroporto do Porto como o melhor da Europa e o décimo a nível mundial. Para isso, foram ponderados diversos critérios: acessos, a circulação e as ligações; os serviços aeroportuários e as facilidades; a segurança; o ambiente e os serviços à chegada; os preços e os serviços de handling; e a satisfação geral.

Todavia, ainda há algumas coisas a melhorar, como se aponta no artigo: a falta de locais para descansar e a reduzida oferta de espaços de restauração nas zonas públicas.

Dos acessos e transportes, saliento dois aspectos mencionados no referido texto: um, o da inauguração da Via Regional Interior que veio resolver os problemas dos acessos rodoviários ao aeroporto; o outro, a linha do Metro que faz a ligação entre a aerogare e o centro do Porto em 25 minutos.

Como consequência da sua modernização recente, surgiram novos destinos, frequências e companhias a actuar no aeroporto do Porto, com destaque para a influência cada vez maior das companhias low cost. Com o aparecimento destas, resultam benefícios para os passageiros, pois que há preços mais justos, mesmos nas outras companhias, e para os aeroportos, pelo aumento de tráfego resultante de haver muito mais gente a viajar - isto mesmo ressalta das palavras de um responsável da ANA - Aeroportos de Portugal, referidas no artigo em causa.

Ainda bem que, de vez em quando, surgem notícias a respeito de equipamentos de utilização pública que, pelas suas características, merecem o aplauso quer a nível interno, quer a nível internacional. Até porque, no caso do 'nosso' actual aeroporto, representa um investimento de enorme importância para o crescimento económico do Norte do país.

Notas:
(1) Fiquei bastante agradado com aquela avaliação, mas, ao mesmo tempo, confesso que também fui surpreendido. E isto porquê? Porque, pelo que conheço de alguns aeroportos europeus e pelo que tenho visto e lido nos media acerca de outros, dava-me a sensação que, apesar das obras de renovação, o 'nosso' aeroporto não estaria tão bem cotado. Mas ainda bem que me enganei!
(2) Este 'post' esteve para ser publicado uns dias após a saída da revista Visão. Mas, na altura, deu o 'badagaio' ao meu computador e, por isso, o texto ficou em stand by até hoje. Mais vale tarde do que nunca...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Presépios [9]

E, finalmente, aqui temos o último da 'colecção' cá de casa. Veremos se, durante este ano, mais algum exemplar cá virá parar. E, se for esse o caso, haverá lugar a um 'post', ou mais, na altura do próximo Natal.



Nota: Presépio modelado em barro, policromado, constituído por quatro peças, da autoria de Maria Amélia Carvalheira (1904-1998).

Tretas e... breves [2]


Das notícias que 'apanhei' hoje dos jornais, destaco:

Tretas 'mais':
  • A produção eólica contribuiu para seis por cento do total da energia eléctrica consumida no ano passado.
  • A primeira vacina que pode prevenir o cancro do colo do útero está à vendas nas farmácias a partir de hoje.
  • Dois anos após a entrada em vigor da liberalização mundial do comércio têxtil, vestuário e calçado, a indústria portuguesa resiste à invasão chinesa.
Tretas 'menos':
  • As declarações de hoje do bispo da diocese da Bragança-Miranda, D. António Moreira Montes, em que comparou o aborto à pena de morte, servindo-se do enforcamento de Saddam Hussein para termo de comparação.
  • No ano de 2008 metade da população do mundo viverá em cidades, sendo que um sexto destes habitará em bairros de lata sem quaisquer condições de salubridade.
  • Em Portugal, os médicos concentram-se no litoral e fogem das zonas do interior.

Fontes: Diário de Notícias e Público.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Presépios [8]

E estamos quase no fim da série, este é o penúltimo. Já foi publicado antes do Natal, para ilustrar os votos de Boas Festas.


Nota: Presépio executado com pasta para modelar. Trabalho feito em Abril/2003 pela minha neta Sara que, na altura, tinha cinco anos.

Tretas e... a "capoeira"


Ontem de tarde fomos até ao centro comercial Dolce Vita, no Porto, porque os meus netos queriam ver, creio que pela terceira ou quarta vez, os repuxos de água existentes na praça principal do centro, e que são, ao fim e ao cabo, uma forma de atracção para as pessoas se deslocarem até lá.

E, se fosse apenas isto, certamente não haveria 'post'. Mas, aconteceu que, no mesmo piso dos repuxos, estava a decorrer um espectáculo de difusão de "capoeira". Fomos espectadores surpreendidos, pois que não estávamos a contar com isso. E, como estava com a máquina a jeito, registei vários 'bonecos' do espectáculo, dos quais escolhi este:


Depois, já em casa, dei-me ao trabalho de pesquisar alguma coisa acerca da 'capoeira'. Trata-se de actividade física que mistura desporto, luta, dança, arte marcial, cultura popular, música e brincadeira. Uma arte criada no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, caracterizada por movimentos ágeis e complicados, feitos com frequência junto ao chão ou de cabeça para baixo, tendo por vezes uma forte componente acrobática, e apresentando como característica diferenciadora de outras lutas o facto de ser acompanhada por música.


Nota: Ilustração intitulada Danse de la guerre, de Johann Moritz Rugendas - 1835
[fonte: Wikipédia]


sábado, 13 de janeiro de 2007

Presépios [7]

Quase a chegar ao fim a apresentação dos presépios cá de casa. Hoje temos o sétimo.


Nota: Presépio de papel, feito em 'origami'.

Tretas e...regresso à baixa

De propósito, aproveitei o título da capa do caderno interior da Visão desta semana para o 'encaixar' no 'motivo' deste 'post'.

No interior do dito caderno, para o "Porto e Norte", encontra-se um artigo da autoria de Florbela Alves, relativo à reabilitação da baixa do Porto [a 'minha' cidade], a cargo da Porto Vivo, uma empresa municipal.

E um dos dados do artigo que me deixa alarmado é este, que transcrevo: "Uma recente projecção do Instituto de Ciências Sociais indicava que a cidade terá apenas 200 mil habitantes em 2011, descendo a um nível demográfico comparável ao advento da República. E mais: nos últimos anos, perdeu cerca de 30 mil habitantes, a maioria em idade activa.".

Isto significa, a dar como certa a projecção, que daqui a 4 anos a cidade do Porto terá um número de habitantes idêntico ao do início do século passado. E tendo em conta os censos do INE, constata-se que a cidade continua num decréscimo acelerado em termos demográficos. De facto, os dados relativos à população do Porto são estes:
- censo de 1981..... 327.368 habitantes
- censo de 1991..... 302.472 idem
- censo de 2001..... 263.131 idem
Quer tudo isto dizer que, no período de vinte anos, de 1981 a 2001, a população diminuiu cerca de 64.000 habitantes e que em metade dos anos, de 2001 a 2011, terá uma redução idêntica. Creio não haver dúvidas que a situação é alarmante e que não é apenas de agora.

Apetece, então, questionar quais as causas que estiveram, e ainda estão, a provocar este estado de coisas. Foi a descida da natalidade dos últimos anos? Foram os preços exorbitantes das novas habitações? Foi a degradação das condições de habitabilidade de muitos prédios em várias zonas da cidade? Foram as melhores condições de vida, em termos de habitação, proximidade aos emprego, etc., encontradas nos concelhos vizinhos? Ou foram todas estas razões, e também outras aqui não referidas?

Não sei qual a resposta correcta. Por isso, estas questões ficam no ar...

Entretanto, de acordo com o referido artigo, este ano vão começar as obras de reabilitação urbana dos quarteirões de Carlos Alberto e da Praça D. João I, seguindo-se mais tarde os trabalhos noutros pontos da baixa. Mas tudo isto ainda vai demorar alguns anos a concretizar-se.

Para além destas acções, será necessário também enveredar por outras iniciativas que conduzam à fixação da população, quer na baixa, quer em outras zonas da cidade. Como exemplo, anotem-se os projectos já concretizados e outros em curso, em termos de criação de habitações e de pólos de atracção, localizados nas áreas envolventes do Estádio do Dragão, que estão a revitalizar as zonas das Antas e de Campanhã.

Mas outros caminhos poderão ser apontados, como se deduz das sugestões de Germano Silva, conhecido historiador da cidade, citadas no referido artigo: "A Praça Gomes Fernandes, o Largo Moinho de Vento e aquela zona do planalto da cidade, poderiam ser uma espécie de Montmarte com restaurantes, lojas e muita animação nas ruas.". Ou seja, como diz a autora do texto, tratar-se-ia de regenerar alguns quarteirões da cidade a nível cultural.

O que é importante, ao fim e ao cabo, é determinar as causas da desertificação da 'nossa' cidade e, então, encontrar as soluções para a suster [creio mesmo que este exercício já foi feito pelas entidades responsáveis]. Para isso, todos nós, portuenses, temos de estar conscientes que é precisa a nossa intervenção, à escala de cada um, no que a estas questões diz respeito.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Presépios [6]

Mais um presépio, o sexto da série. Até anteontem esteve colocado ao lado da árvore de Natal. Depois do dia de Reis, é costume cá em casa 'desmontarem-se' todos os adereços alusivos à quadra natalícia. Penso que na maioria das famílias se procede de igual modo. Mas o mais importante é que, nos nossos pensamentos e nas nossas acções, todos os dias sejam Natal, não é?


Nota: Presépio em barro, sem pintura, composto por cinco peças soltas (idêntico ao presépio nº 2).