tretas -> ardis, manhas; palavreados; lérias; palanfrórios; e coisas sem importância [algumas vezes com...]
sábado, 3 de setembro de 2011
Olhos nos olhos!...
Hesitei! Ia subir aqueles degraus que me levariam até ao cimo não sei bem de quê, embora seja certo que me permitiriam olhar-te de cima.
Hesitei e já não subi os degraus. Prefiro ficar aqui e olhar-te do mesmo nível em que as tuas águas, hoje calmas, deslizam até à foz. E, assim, posso conversar contigo do modo que gosto: olhos nos olhos.
Não te importas, pois não?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Farol da vida?
Sei que estás aí todos os dias, sejam aqueles de sol brilhante e intenso ou sejam os de nuvens carregadas de mau tempo, a sinalizar com o teu ronco a proximidade da costa aos navios que navegam ao largo.
Sei também que estás aí todas as noites, mesmo as de lua cheia, a rodar a tua luz pelas ondas desse mar que se estende até ao horizonte.
Mas não sei se és o farol da vida de alguém.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Alinhas comigo?
O barco está à nossa espera, ali mesmo, acostado ao cais de Gaia. Só falta comprar os bilhetes para a viagem pelo rio acima até ao Peso da Régua.
Alinhas comigo?
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Esperei tanto por ti que...
A espera por ti estava a ser longa. Enquanto esperava, pus-me a olhar à minha volta. As gaivotas faziam os seus voos de rotina diária para exercitar as asas e treinar acrobacias para a pesca de subsistência. Os barcos rabelos, enfeitados para atrair os turistas, subiam e desciam a correnteza para os passageiros fotografarem as margens do rio das seis pontes.
Cansei de esperar e adormeci, deitado na relva. Não faço ideia de quanto tempo estive ali em sonhos que agora não recordo. Mas, quando acordei, só vi os sapatos que ainda faziam o favor de calçar os meus pés e o barco rabelo ali ancorado, à minha frente.
Não apareceste, mas não houve mal por isso. É que tive a hipótese de registar aquelas imagens e, por isso, sinto-me recompensado pela espera em vão.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Coisas da mente
Nos nossos relacionamentos pessoais, profissionais ou de outra natureza, quer sejam esporádicos ou mais ou menos duradouros, temos diferentes formas de exprimir ou de vivenciar tudo o que passa pela nossa mente, isto é: os sentimentos, as emoções ou os pensamentos.
Se o fizermos com uma cara séria até dizer “basta”, com uma cara de poucos amigos ou até com uma cara a dar sinais de carrancuda, é mais que certo que teremos muitas dificuldades em comunicar seja lá com quem for, pois estaremos a passar uma ou mais mensagens negativas, do género:
Mas, ao contrário, se um sorriso sincero e espontâneo, mesmo que algo tímido, abrir o nosso rosto ao cruzarmo-nos com alguém na vivência do dia-a-dia, certamente que a comunicação com os nossos interlocutores terá um cariz agradável. É que, aqui, estaremos a transmitir ou a partilhar coisas positivas da nossa mente, tais como:
O objectivo deste post não é apresentar questões complexas acerca da mente do ser humano, até porque não tenho capacidade intelectual ou bases científicas para tal tarefa.
E, por isso, de forma simples e com sorriso aberto, pergunto-te: o que achas?
Tenho de dizer isto!
A todos os bloguistas que chegaram ou vierem até este espaço, sinto que necessito de dizer isto:
1.- há cerca de dois anos que tomei a decisão de não comentar/responder aos comentários colocados nos meus posts;
2.- a minha atitude não significou, e continuará a não significar, qualquer desconsideração da minha parte por quem comenta;
3.- mas todas as regras têm uma excepção e, hoje, quebrei aquele "jejum";
4.- fi-lo no post anterior porque o comentário lá publicado representa, para mim, a "verdadeira" história interpretada pelas gaivotas da foto;
5.- e, além disso, aquele comentário traduz uma imaginação soberba da Mirian Martin, que é a autora do blogue caldeirão da bruxa.
Tinha de dizer isto e... pronto, está dito!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Gaivotas
O que sois? O que fazeis?
Sois espectadoras atentas do voo da vossa companheira?
Ou sois zelosas guardiãs da foz do rio?
Ou então, mais prosaicamente, estais na expectativa de apanhar uns peixes na correnteza do rio?
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Folias
Não me deste o teu contacto por telemóvel. Apenas disseste que moravas naquela rua, no 145. Hoje fui até lá. Bati à porta, chamei por ti e… nada!
Tinhas-me prometido folias se fosse encontrar-me contigo. Mas há uma coisa que não referiste [de propósito, claro!]. É que aquele número de porta corresponde à entrada para um clube nocturno.
E, sabes, dessas folias… não gosto!
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