Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas de família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas de família. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Olá Zé Maria!




Hoje é um dia triste para algumas pessoas que me são próximas.

Por isso, respeito o sofrimento da mulher que perdeu o companheiro de vida e pai das suas duas pequeninas.

Respeito também a perda do pai que hoje sofreram duas meninas lindas.

Respeito ainda a mágoa do homem que perdeu mais um irmão.

E, acima de tudo, respeito imenso a dor da mãe que hoje perdeu mais um filho.

E, como para mim também é um dia triste, apenas posso dizer:

- Olá Zé Maria!




segunda-feira, 7 de março de 2011

Rugas...


Conversa a dois no sofá, com o neto de 6 anos:

- Ó Nando, essas linhas que tens na testa, o que são?
- São rugas!
- E como é que ganhaste as rugas?
- Sabes, as rugas aparecem quando as pessoas vão ficando velhas. E, como já sou velho, fiquei com rugas.
- Ó Nando, mas tu não és velho!







-> Obrigado, Tiago! Hoje fizeste com que o meu ego fosse até à lua!... eheheh

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Até à próxima!


Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Enquanto aguardo pela partida do voo TP736, previsto para as 19:45, dou uma olhadela às pessoas presentes nas zonas dos check-in. Talvez por ser terça-feira, não são muitas, cerca de duas dezenas. Noutras ocasiões, já vi aquele piso com muito mais gente.

Olho o écran informativo das partidas e reparo que os últimos quatro voos tiveram atrasos entre 10 a 25 minutos. Neles seguiram passageiros com vários destinos: Genebra, Paris, Madrid e Londres.

Às 20:00 é registada no écran a partida do voo TP736 da TAP. E lá seguiu o filhote com destino a Barcelona, onde tem a vida organizada em termos pessoais e profissionais há cerca de oito anos.

Até à próxima, camarada filho!





Nota: Imagem obtida na página da Wikipédia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Plano B -> Maruti + Jettoki



Ontem à noite fui até ao Plano B e fiquei por lá até às tantas. Ou melhor, aguentei até perto das três horas, pois que a minha pedalada já não se equipara à do restante pessoal, tudo juventude.

Fui até lá para desanuviar a cabeça que, nestes últimos tempos, anda bastante atulhada de merdas. E para isso, enquanto lá estive dei conta de três licores beirão, esverdeados com rodelas de limão e esfriados com pedras de gelo. Ah que bem que me soube!

Fui até lá para ouvir música. E até mais para ver pôr música. É que ontem á noite, na sala palco, a malta rodopiou, dançou, beijou, namorou e..., com o calor do jump blues e do rockabilly dos anos 50 e 60, lançado para as colunas de som pelos dj Maruti e Jettoki, um vindo de Lisboa e o outro de Barcelona.


E, para mim, foi uma noite em cheio!... Bebi, desanuviei a caximónia, dei umas olhadelas às garotas, mexi o esqueleto e... estive na companhia de gente bonita.

Ou como diria o meu tio Fabiano: queres melhor que isso?



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Viver também é recordar!


Naqueles tempos, meados dos anos 20 do século passado, e até pelos efeitos nefastos da I Grande Guerra, o modo de vida era muito duro para quase toda a gente, e ainda mais para as populações que viviam no interior do país.

Em Jazente, uma pequena freguesia de Amarante, as pessoas eram pobres e tinham grandes problemas para viver o seu dia-a-dia. E naquela família, de mãe solteira com três filhas, as dificuldades ainda eram maiores.

A filha mais nova, com apenas 6 anos, já levava as cabras ao pasto para os montes das redondezas. Muitas vezes ia descalça ou, então, nos dias frios e de neve no inverno, levava calçadas umas meias de lã feitas pela mãe.

Mas certo dia, tinha 7 anos, a sorte sorriu-lhe um pouco, pelo menos no que aos pés dizia respeito. É que, num dos regressos dos montes com as cabras, encontrou o Zézinho Carvalhal, pessoa rica e dona de muitas terras por aquelas bandas, mas também amiga de ajudar os pobres. Então, dirigiu-se-lhe e, na sua ingenuidade de criança, pediu:
- Ó senhor Zézinho pode dar-me umas socas de madeira?

Em resposta, o abastado proprietário mandou-a ir à "venda" da aldeia, dizer ao dono da loja que ia do mando dele e escolher as socas que queria. E foi assim que aquela miúda teve calçado pela primeira vez na sua vida e deixou de andar descalça, pelos menos nos dias frios e de neve no inverno.

Acontece que aquela menina cresceu, tornou-se mulher, casou e, vinte um anos depois daquele episódio, foi mãe pela primeira vez, por sinal num dia de inverno. E nesse dia, eu nasci!





Nota: A foto foi tirada passados mais de 80 anos após aquele episódio, mas a propriedade do Sr. Zézinho Carvalhal mantem-se no lugar, talvez ainda com o mesmo portão daquela altura. Com a evolução dos tempos, agora está destinada a turismo de habitação.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Obrigado!



O neto de 6 anos começou este ano lectivo a ir à escola, para o 1º ano do ensino básico, como é óbvio. E anda todo entusismado com o que vai aprendendo todos os dias.

Antes do início da vida escolar, já se deliciava a escrever no computador, cá em casa: abria o word e teclava palavras que perguntava aos mais velhos como se escrevem. Mas, agora, como já sabe juntar as letras, gosta imenso de escrever com lápis e papel.

Ontem, entregou-me esta mensagem:


E são estas pequenas grandes coisas que também dão forças para suportar as fases menos boas ou mesmo más da vida.

Tiago, meu amigo e companheiro: obrigado!



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Olá mãe!


Ontem foi o segundo dia mais triste da minha vida. Dezassete anos e dezassete dias depois do primeiro.

Mas os dias tristes também fazem parte da vida. E a vida continua!... É por isso que continuo a dizer:

- Olá mãe!

sábado, 15 de maio de 2010

A família do Tiago


O Tiago tem 5 anos e ontem trouxe do infantário o postal reproduzido acima. Trata-se de um trabalho alusivo ao Dia Internacional da Família, que se comemora hoje.

O desenho foi feito por ele com o sentido de representar a família. De acordo com as suas indicações, temos, da esquerda para a direita: a Sara, o Tiago, a mãe e o pai.

No verso do postal, pode ler-se esta "mensagem à família":

Na vida familiar todo exagero é negativo...
Respondam-lhe, não o instruam.
Protejam-no, não o abriguem.
Ajudem-no, não o substituam.
Abriguem-no, não o escondam.
Amem-no, não o idolatrem.
Acompanhem-no, não o levem.
Mostrem-lhe o perigo, não o atemorizem.
Alimentem suas esperanças, não as descartem.
Não exijam que seja o melhor, peçam-lhe para dar o melhor.
Não o mimem em demasia, mas rodeiem-no de amor.
Não o mandem estudar, preparem-lhe um clima de estudo.
Não o ensinem a ser, sejam como querem que ele seja.
Não lhe dediquem a vida, vivam todos...

sábado, 2 de maio de 2009

Margens






Margens que afastam pessoas, que distanciam terras. E que as águas do rio, uma vezes calmas no seu vagar para chegar à foz, outras mais apressadas para alcançar esse destino, se encarregam de ligar, de estabelecer contactos de aproximação.



- Ó Ramiiiro!

[chamemos-lhe assim, com esta distância de anos não me lembro do nome do homem]

- Ó Ramiiiro! Ó Ramiiiro! continuava aquele chamamento em forma de berraria, das bandas de Esposade para a margem em frente. Era a minha avó Quitéria, com as mãos em concha junto da boca, a chamar pelo barqueiro, que momentos depois respondia numa voz arrastada
- Já vouuu!
e, após uma espera de alguns minutos, lá aparecia uma barcaça enorme,

[enorme e atraente para mim, um catraio de oito anos para quem, habituado à cidade, ali todas as coisas eram novidade]

com a madeira do casco envelhecida pelos anos e gasta pela correnteza, vinda da margem sul, com o Ramiro a manobrar os dois remos e a encostar a terra de estibordo para os viajantes, a minha avó e eu, podermos galgar a altura do costado. E lá íamos com destino à outra margem. O barqueiro, na sua tarefa de levar o barco para o outro lado. Eu, feliz e despreocupado, a ver o barco a deslizar pelas águas calmas, naquela manhã de verão, de sol acolhedor. E a minha avó, a olhar o carrego das passadeiras

[tecidas pela minha bisavó Ana no tear situado no piso térreo da casa de aldeia onde o meu pai nasceu e cresceu]

que levava ali para satisfazer as encomendas de clientes de Crestuma, na margem sul do Rio Douro.






[recordações da minha infância e das férias escolares - férias grandes, como se dizia - gozadas na terra do meu pai: Jancido, Foz do Sousa]

Nota: A foto foi obtida de Caldas de Aregos para a margem norte do Rio Douro e, portanto, não diz respeito à zona a que se reporta o texto. Mas como não tinha outra mais apropriada para servir de "boneco" para este post...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Fico "arrasado"...


Ouço-os a brincar, em grande algazarra. Ao Tiago e ao Zé, um amigo dele com mais um ano. Estão no quarto que o neto, de quatro anos, diz ser o dele.

Há pouco ouvi-os a barafustar um com o outro. Fui lá ver o que passava. Tinham alinhado, em fila indiana, dois sofás insufláveis, individuais, de criança. Para fazer de conta que era um autocarro.

Mas parece que um dos miúdos [ou o outro, quem sabe?] se esqueceu do combinado cinco segundos antes. Um deles seria o motorista, o outro o passageiro. E agora ambos queriam ir à frente, cada um queria ser o condutor. Como não chegaram a acordo, vai de desfazer o "faz de conta" e toca de arremessar os insufláveis um ao outro.

E eu, ao ver aquela cena, a aconselhá-los para terem cuidado, para não se aleijarem. Resmunga, então, o Tiago, como a querer dizer-me que não entendo nada destas coisas:
- Ó Nando, estes sofás não aleijam! Não vês que são de plástico?!...

Apenas lhe respondi, um pouco tímido, com um "ok!". É que fico "arrasado" com estes argumentos...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

..., trabalhos dobrados!


Há um provérbio popular que diz mais ou menos isto: "filhos criados, trabalhos dobrados!".

E isto é bem verdade, como o confirmam tantos e tantos casos de filhos já "arrumados" nas suas vidas, fora das "saias da mãe", e, apesar disso, a virem depois desaguar os seus problemas em cima dos pais. E se há excepções, e ainda bem que as há, apenas dão razão ao provérbio.

O povo, na sua experiência vivida de muitos e muitos anos, sabe analisar de modo acertado as vivências das pessoas, as situações de aproximação ou de conflito, os amores e os desamores. E depois, com a sabedoria das coisas simples, expressa as suas conclusões através de uma expressão curta e precisa.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Histórias a saltar: uma delas!




OS STRAIFTS ATACAM

À distância de quatro milhões de sóis da Terra, um planeta com o nome de Straift sofre grandes transformações. O seu sol, que há mais de cem milhões de anos irradia energia, estás prestes a explodir. Essa explosão destruirá a atmosfera dos Straifts e daí irá passar o calor da explosão para o planeta, que é mil vezes mais intenso do que a temperatura normal do planeta, que é de cinquenta graus centígrados. Então Straift ficará como uma autêntica fornalha e todos os seres vivos morrerão.

Sabendo disso, os Straifts - desculpem a interrupção mas vou passar a descrevê-los: têm, quando adultos, dois metros de altura, a pele azulada, os cabelos louros e os olhos vermelhos - como estava a dizer, os Straifts preparam todas as naves HX3 e P4A, num total de quatro mil enormes naves, para evacuar o planeta. Fora da camada branca, que envolve o planeta, as naves voam através do espaço.

Durante seis meses, cinco dias e três horas, os Straifts vagueiam pelo espaço até encontrarem a nossa galáxia. Perto de Neptuno observam um espectáculo de cor maravilhoso: o sol de Straift explode e destrói com ele quatro planetas que estão muito perto, provocando cores fantásticas. Dentro das naves o som da explosão ecoa e os seus ocupantes, comovidos, choram grossas lágrimas tão brilhantes como cristal.

Então esse povo muito poderoso avança para Terra. Sabendo que esta é habitada vai tentar conquistá-la. Para seu azar, uma base em Marte, de origem terrena, descobre-os através do radar e avisa imediatamente o D.D.T. (Departamento de Defesa da Terra) que, no mesmo instante, responde ordenando o ataque, pois coisa boa de certeza eles não vinham fazer à Terra com naves de guerra. Assim, cinco mil mísseis XO-40, cem caças e quarenta bombardeiros pesados são mandados contra os Straifts. É claro que estes não ficaram de braços cruzados. Mandaram logo quatro mil mísseis Flach-ZA para a base de Marte. Acertaram no alvo e a base foi destruída. Porém os Straifts sofreram poucas baixas. Com três mil novecentas e oitenta e duas naves avançaram.

Um satélite militar da Terra é avisado do ataque que se prepara e apronta-se para disparar quando o alvo estiver ao alcance dos disparos. Já perto do satélite, os Straifts são atacados pelos poderosos mísseis solares e por mil caças bombardeiros e pela poderosa nave Atlantic. Os Straifts não têm medo e combatem arduamente. Quatro horas depois mil naves de Straift estavam destruídas e com elas todos os caças bombardeiros. A Atlantic também estava quase toda destruída. Os Straifts atacam então a Terra e o D.D.T. é forçado a utilizar as forças restantes. Houve uma batalha destruidora em que os da Terra saíram vitoriosos. Mas havia agora cidades destruídas. O medo, a fome e a morte pairavam no ar. Quanto aos Straifts ficaram arrasados. Muitos morreram, outros foram capturados.

Por estes, as forças terrestres ficaram a saber qual a razão do ataque à Terra. Entre os chefes da Terra e os de Straift trava-se o seguinte diálogo:
- Aqui Apollo, chefe dos Straift, o que querem?
- Aqui Presidente do D.D.T., queria falar consigo. Sei o que os levou a atacarem-nos. Se quiserem podem viver na Terra. Como suportam altas temperaturas poderão viver no deserto.
- Obrigado. Muito Obrigado. O agradecimento de todos nós.

Depois dos Straifts chegarem ao deserto ficaram muito contentes e ajudaram a Terra a recuperar-se da guerra havida.



Nota:
Há dias, durante arrumações cá em casa, encontrei um caderno de folhas soltas. Na capa pode ler-se: "26 Histórias a Saltar". Dentro, os textos, todos dactilografados, são da autoria de alunos da Escola Preparatória de Leça da Palmeira do ano lectivo 1984/85.
E, de acordo com a introdução feita pela professora, as histórias "são o simples resultado de uma conversa numa fria manhã de inverno em que, para esquecerem as mãos geladas, os meus alunos deixaram falar o que lhes ia na alma: histórias simples para crianças simples como eles."
Alguns dos textos são encantadores, puros na sua simplicidade, mas muito bonitos, tendo em conta que foram imaginados por jovens à roda dos 11 ou 12 anos.
E das 26 histórias do caderno, escolhi aquela lá em cima para publicar neste blogue. Não foi uma escolha ao acaso, confesso. Mas também não se trata da mais bonita ou da mais bem escrita. Mas é aquela com a qual não corro o risco de ser processado a pagar direitos de autor...[dado que sou o pai do autor] eheheh

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os "meus" homens [1]


Foi há 15 anos. Numa noite idêntica à de hoje, e mais ou menos a esta hora da noite, faleceu o homem mais importante na minha vida: o meu pai.

Hei-de escrever, em breve, outro texto que lhe será dedicado. Mas hoje não consigo. Hoje não quero ir além destas linhas. Hoje, como filho, apenas deixo aqui o registo da minha grande admiração pelo homem e pelo pai.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

As "minhas" mulheres [1]


Inicio o tema das "minhas" mulheres com um texto dedicado à minha mãe.

E isto pela razão simples de, para mim, ser a mulher mais importante [não é em vão que até se diz que mãe há só uma...], diferente das restantes pelo afecto e pelas vivências que temos tido até agora.

E também por ter sido a primeira mulher a preocupar-se comigo. Ainda agora continua a dar-me pequenas recomendações, algumas como se eu ainda fosse um miúdo. Mas, assim o desejo, oxalá continue a fazê-lo por mais alguns anos.

Natural de Jazente, em Amarante, nasceu há 91 anos numa família de origens humildes. A minha mãe foi sempre uma grande companheira do meu pai, já falecido há alguns anos, e de quem tem muitas saudades. E também foi uma sua grande aliada na educação e para o bem-estar dos dois filhos, quer pelas tarefas domésticas, quer pelos trabalhos que ia arranjando fora de casa.

Hoje em dia, a minha mãe está um pouco limitada na sua mobilidade, devido a problemas graves de saúde nos dois últimos anos. E também limitada na audição e na visão, em resultado dos efeitos inexoráveis do passar dos anos. Mas a sua lucidez e a sua memória continuam vivas, e ainda bem!

Ao longo das nossas conversas tem-me contando muitas peripécias da sua vida desde pequenita até à idade adulta. E como escrevo os tópicos dessas pequenas histórias, talvez um dia destes possam ser contadas aqui.

É por tudo isto, e por muito mais que não está aqui de forma expressa, que dedico estas linhas à minha mãe. Sei que não vai ter a possibilidade de as ler. Mas creio que vai ouvi-las ditas por mim.

domingo, 28 de dezembro de 2008

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Tópicos -> textos

Há cerca de um mês escrevi este post, onde me questionava até quando alguns dos tópicos anotados no livro de bolso seriam mantidos como tal.

Ora bem, a partir de hoje penso publicar aqui alguns textos baseados numa daquelas anotações e que se referem a dois "temas" familiares que me dizem muito. Um deles reporta-se às "minhas" mulheres e o outro aos "meus" homens [nada de interpretações erradas, ok?]. Ou seja, dizem respeito a familiares que tiveram e ainda têm muita importância na minha vida.

E, na sequência daqueles, é possível que outros aparecerão.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Estava um dia...



Era terça-feira. Estava um dia de céu cinzento, escuro, e com vento muito forte. Mas não chovia.

[E as lembranças do estado do tempo daquele dia ficaram-se apenas pela manhã. É que a partir daí, altura em que deu entrada na maternidade, as recordações focaram-se noutros momentos.]

Foi ao fim da tarde, eram sete menos vinte. E mal nasceste, a parteira pegou-te pelas pernas, cabeça para baixo, e deu-te quatro palmadas no rabo para reagires. Depois, levou-te da minha beira. E só voltei a ver-te no dia seguinte.

[Recordações de quem foi mãe pela primeira vez aos 28 anos, feitos duas semanas antes. Recordações de uma mãe que agora tem 91 anos. Recordações de quem ainda conserva grande lucidez. Recordações de uma mãe que ainda guarda na memória aqueles momentos para, ano após ano, os contar ao primeiro filho. Recordações de quem nunca esqueceu aquele dia onze de Dezembro, já lá vão 63 anos.]



...



Mãe, parabéns!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Choque e dor


A morte aparece em muitos casos de forma repentina, inesperada, de chofre. E em várias ocasiões a notícia da morte também nos chega assim. Como nos aconteceu hoje de manhã, pelo telefone, de supetão. E, depois do choque, a dor porque ontem à noite a Teresa foi embora...

Com a vossa dor de hoje, Rita e Gero, precisais de ganhar forças para o dia de amanhã. É que a vida é avessa em diversos momentos, mas continua...

Para vós, Rita e Gero, um beijo grande e um abraço forte.

Inha + Fernando

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A propósito...



A propósito do post anterior, tenho de admitir que, mais uma vez, mandei um pouco às malvas uma das regras que a mim próprio impus para as publicações neste blogue.

E um das regras consiste em não colocar aqui fotos de pessoas que, de alguma maneira, permitam a sua identificação na vida real. Pode ser parvoíce minha, mas, enfim, trata-se de um critério pessoal.

Como queria juntar um "boneco" ao pequeno texto daquele post, andei em pesquisas na internet por um desenho que representasse uma criança a dormir. Mas não encontrei um que fosse do meu agrado. E, daí, pensei que o mais interessante até seria um "boneco" do protagonista, desde que fosse adequado ao teor do texto e não mordesse os calcanhares ao referido critério [ou, pelo menos, que não mordesse muito].

Foi assim que cheguei a dois instantâneos captados na mesma altura, já lá vão mais de dois anos [não podiam ser recentes, por razões daquela regra]. Um deles é o que saiu no post abaixo e o outro é colocado hoje ali em cima [depois de uma operação de "recorte"]. E se resolvi publicá-los é por estar convicto que, em ambos, o meu "amigo e companheiro" [é assim que o trato muitas vezes] apenas poderá ser reconhecido por quem o conhece no dia-a-dia, ou seja, por familiares e amigos.

E era isto o que queria dizer [a propósito do post anterior, claro!].

domingo, 16 de novembro de 2008

Dormir aos...


O neto tinha acordado há poucos momentos. E ainda a esfregar os olhos, disse:

- Hoje dormi aos restinhos, ainda estou com sono.