quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Há outros momentos em que…




Há outros momentos em que, ao fazer uma busca pelo baú das recordações, onde se foi guardando tudo o que é do passado,

… um sorriso maroto ilumina a visão do primeiro beijo, inocente, dado à socapa à primeira namorada;

… um sorriso atento traz à baila as palavras do soneto simples, puro no sentimento, dedicado à amiga que preenchia os sonhos de adolescente;

… um sorriso de alívio recorda o fim de muitas vivências difíceis, impostas durante mais de dois anos, longe de casa e em clima de guerra;

… um sorriso aberto regista a esperança, despertada numa madrugada de Abril, em dias de paz, de justiça e de liberdade de expressão;

… um sorriso feliz reacende nos olhos a alegria imensa do momento em que se teve nos braços o filho nascido minutos antes;

… um sorriso calmo encaminha até ao pensamento tantas outras ocasiões agradáveis vividas ao longo de muitos anos.

E, por todos esses sorrisos, também há outros momentos em que, ao baixar a tampa daquele baú, procura-se o abraço terno de quem se gosta e murmura-se, docemente: a vida é bonita para viver contigo!



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Espera é o quê?



Espera é o quê?... Ora, de acordo com o dicionário, uma das definições é que se trata do acto de esperar. Mas não é por aí que quero ir. O que me interessa, neste momento, é descobrir ou, sei lá, até desconstruir o que se pode encontrar no termo “espera”.

É uma atitude ou é um sentimento? Se a análise for feita pela via da atitude ou do comportamento, ou seja, pela percepção do que é externo e que pressupõe uma disponibilidade física, creio que se chega ao acto de esperar, como refere aquela definição. Mas, pelo contrário, se a pesquisa entrar pelo caminho da sensibilidade, do que se passa no interior e que se enquadra numa vertente psicológica, aí foge-se de todo ao que se lê no dicionário e vai-se encontrar o sentir de esperar. Parece ser, portanto, uma dicotomia de pontos de vista a respeito da mesma questão, dado que, no fundo, o que está em causa é apenas a “espera”.


Em situações concretas do dia-a-dia, e na figura de sujeito em modo de “espera”, seja lá do que for, apenas desejo manifestar-me em consonância com a primeira daquelas perspectivas se a minha disposição mental estiver também para aí virada.

E, para ti, espera é o quê?



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Desnudada...





Tantas vezes te vi assim, desnudada... E, nesses momentos, tens outra beleza, diferente, mas de igual modo atraente aos meus olhos.

Tantas vezes te vi assim, desnudada... E, confesso, não me canso de ficar encantado, perplexo, a olhar o teu porte enorme, austero e simples.

Tantas vezes te vi assim, desnudada... E, mesmo quando te despojas das tuas roupagens, com suaves gestos ou com movimentos bruscos dos teus braços, apercebo-me que continuas segura de ti e orgulhosa das tuas origens com centenas de anos.

Tantas vezes te vi assim, desnudada... E interrogo-me sempre como consegues esperar pela moda da primavera/verão, a fim de adornar os contornos do teu corpo com novas rouparias de cores sempre iguais e sempre diferentes.

Tantas vezes te vi assim, desnudada... E, em cada ocasião, a dor da despedida é tão intensa que apenas a consigo mitigar com a saudade que logo sinto para voltar a ver-te assim, desnudada…



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Redes sociais





Olá!

Começou há pouco um novo ano, o de 2013.

E, para iniciá-lo, tenho um desabafo a fazer: não sou muito adepto da rede social que normalmente se abrevia com a sigla FB. É verdade que a utilizo e, nos últimos meses, acho até que exagerei no tempo dispendido.

Do que gosto, realmente, é de outro tipo de laços sociais. Trata-se da rede lusa ONO ou da britânica FTF. Dão-me muito mais prazer porque permitem um contacto mais directo com os amigos e, enquanto se conversa, ouve-se o som das palavras, sente-se o ruído das gargalhadas, olha-se a expressão dos rostos ou vê-se o brilho dos olhos.

E, para mim, isso é muito importante!



Notas:
1.- Também não sou fã de telefones ou de telemóveis, mas reconheço a sua importância na comunicação entre as pessoas.
2.-  ONO -> Olhos nos Olhos; FTF -> Face to Face

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tatuagens



Há quem opte por colocar tatuagens na pele do corpo. Até posso fazer um esforço para compreender uma ou outra das motivações de quem o faz e até gosto de algumas imagens tatuadas, mas não marcaria o meu corpo dessa forma.
Há quem sinta tatuagens impressas no seu emocional. E estas, como as outras, também deixam marcas para sempre. Mas o pior é que algumas destas provocam sofrimento ao longo da vida, mesmo que não seja de uma forma contínua. E, por isso, também não me agrada este tipo de marcas.
E se aquelas resultam apenas de uma decisão de quem deseja ser tatuado, no outro caso nem sempre há uma vontade nesse sentido por quem sofre no seu subconsciente as sequelas dessas tatuagens.


Nota: Pode-se considerar isto como uma tatuagem na calçada da rua?...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Não sei bem…




Não sei bem como vim aqui parar. Mas também não me vou preocupar com isso. O que agora me interessa é descortinar algum jeito de entender o que se passa de forma a definir a atitude que necessito de tomar: ir ou ficar?

Também não sei se serei capaz de concretizar a escolha que vier a fizer. É que os aspectos positivos e os negativos de cada opção são diversos e complexos, de tal modo que me apetece dizer: “venha o diabo e escolha”.

Como não é o diabo que deve escolher, é a mim que cabe essa tarefa. Mas não sei bem o que me vai passar pela cabeça no momento da decisão e, por isso, o melhor é ficar aqui nas calmas e deixar que as coisas aconteçam ao ritmo que tiverem de acontecer. E o resto que se f***!...





sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Há momentos em que…



Há momentos em que as imagens das recordações, quase sempre guardadas a sete chaves no cofre do subconsciente, passam na tela do dia-a-dia em ritmo acelerado como nos filmes do cinema mudo.

Há momentos em que o rosto sombrio, por se assemelhar aos dias cinzentos dos invernos sem sol, não consegue abrir-se num sorriso, tal é a onda de tristeza que sente inundar o resto do corpo.

Há momentos em que o estar só tem apenas o sentido de estar mal acompanhado e, por isso, como a lua cheia sem luar, a solidão ainda dói mais.

Há momentos em que se deseja mandar tudo à fava, tal é o desânimo que se atira em vagas sucessivas contra a vontade de fazer alguma coisa.

E também há momentos em que apetece gritar: que vida de merda!




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

É preciso estar atento…



Eu sei que quando somos jovens temos a tendência para azular de claro os sentimentos e as atitudes de toda a gente, somos muito ingénuos e cheios de boa fé.

Mas os anos vão correndo em frente e, com o passar do tempo, o azul vai escurecendo, a nossa ingenuidade vai-se embora com o vento da vida e isso leva a que alguns dos outros já não nos parecem ser tão boas pessoas. É então aí que as imagens dos sacanas nos surgem, feias e imprecisas como retratos tirados à la minuta, mas verdadeiras como as rugas que nos foram aparecendo com os entas.

É preciso estar atento porque muitas vezes as imagens dos tais sacanas estão fora da nossa visão normal, são como uma película impregnada, a imagem está lá mas apenas se torna visível após a revelação do filme. E a descoberta de um sacana apanha-nos quase sempre desprevenidos, pois não estamos a contar com uma coisa daquelas.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sonhadores...



Não interessa muito se o sonho foi bem estruturado em todos os pormenores, e se estes, na sua dinámica individual, foram coerentes entre si. Nada disso é suficiente.

O que importa, de facto, é se o sonho pode ter alguma ligação com a realidade e se os seus detalhes convergem para uma concretização viável e duradoura. É aqui que reside toda a dificuldade da urdidura mental dos sonhos. E é aqui que, ao não ocorrer aquela simbiose entre o sonho e a realidade, se registam os traumas e os desesperos dos eternos sonhadores.




domingo, 1 de janeiro de 2012

Já chegou o 2012!




Ao ritmo de segundo a segundo, já cá está o ano de 2012.

E, pelos vistos, não vem com cara de bons amigos... eheheh