quinta-feira, 14 de outubro de 2010

De regresso?


De regresso às lides da blogosfera?... Desde que tenha disposição e tempo, aqui irei aparecendo com uns posts.

Para já, aqui fica este.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Que se passa?



Que se passa?

Não se passa nada. E estás a questionar-me porquê?... Ah ok, tens razão!

De facto, este blogue tem estado parado há cerca de mês e meio. Mas, se és um visitante mais ou menos assíduo deste sítio, já deves saber que o autor deste blogue tem altos e baixos. Ou seja, por vezes publica posts com alguma regularidade, outras vezes passam-se "séculos" em que fica "mudo e quedo". E deste estado de "brancura" ninguém o tira... [e quando digo "brancura" significa apenas que o blogue fica em branco, ok?]

Dito isto, não sei o que hei-de dizer mais. Talvez a melhor opção é mesmo ficar novamente "mudo e quedo"!

Até ao próximo post!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O que eu andei...



O que eu andei para aqui chegar!...

domingo, 30 de maio de 2010

Que "zip"?



Podes abrir este "zip"?... Que "zip"?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Realismo


Mais uma vez, faço aqui referência a uma crónica de Nicholas Kristof no jornal i, desta feita publicada hoje com o título "Visita ao paraíso de África".

Reportando-se ao facto do Gabão estar a tentar salvar a vida selvagem e transformar o país em destino turístico dos ocidentais, aquele jornalista do New York Times escreve quase no fim do artigo:

"Um dos factos que nos fazem cair na realidade é que as pessoas que se derretem com os gorilas e os elefantes vêm geralmente da América ou da Europa. Para as pessoas ali nascidas, a maioria das quais muito pobres apesar da riqueza petrolífera do país, a conservação da natureza pode ser um transtorno."

E logo a seguir, ao referir-se a uma conversa tida durante uma visita a uma localidade daquele país africano, diz-nos que uma jovem chefe de aldeia sem papas na língua declarou que "preferia que os elefantes morressem a vê-los comer as suas plantas de mandioca".

Realismo da jovem? Realismo de quem pouco tem para sobreviver?... Claro!



Nota: A crónica pode ser lida na íntegra aqui.

sábado, 15 de maio de 2010

A família do Tiago


O Tiago tem 5 anos e ontem trouxe do infantário o postal reproduzido acima. Trata-se de um trabalho alusivo ao Dia Internacional da Família, que se comemora hoje.

O desenho foi feito por ele com o sentido de representar a família. De acordo com as suas indicações, temos, da esquerda para a direita: a Sara, o Tiago, a mãe e o pai.

No verso do postal, pode ler-se esta "mensagem à família":

Na vida familiar todo exagero é negativo...
Respondam-lhe, não o instruam.
Protejam-no, não o abriguem.
Ajudem-no, não o substituam.
Abriguem-no, não o escondam.
Amem-no, não o idolatrem.
Acompanhem-no, não o levem.
Mostrem-lhe o perigo, não o atemorizem.
Alimentem suas esperanças, não as descartem.
Não exijam que seja o melhor, peçam-lhe para dar o melhor.
Não o mimem em demasia, mas rodeiem-no de amor.
Não o mandem estudar, preparem-lhe um clima de estudo.
Não o ensinem a ser, sejam como querem que ele seja.
Não lhe dediquem a vida, vivam todos...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Faz sentido?...


Diz o poeta que o sonho comanda a vida. Mas faz sentido sonhar com o que está à vista não ser alcançável?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Era uma vez...


Era uma vez...

... e puff, desfez-se!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A escola da esperança


Com o título acima, pode ler-se na edição de hoje do jornal i uma crónica do jornalista americano Nicholas Kristof a respeito de uma escola secundária fundada na localidade de Marial Bai, no Sudão, por um refugiado sudanês. Daquela crónica, transcrevo isto:

"O Sudão meridional é uma das regiões mais pobres da Terra e esta remota localidade, a 200 kms da estrada alcatroada mais próxima, não tem electricidade nem água canalizada. No entanto, graças a um notável jovem cidadão dos EUA que lá cresceu e aos leitores que o apoiam, a localidade tornou-se um pólo de atracção para os jovens sudaneses que sonham aprender.

Rapazes e raparigas chegam aqui vindos de locais a centenas de quilómetros de distância, na esperança de serem admitidos num novo colégio interno. Este é um projecto nascido da vontade de Valentino Achak Deng, cuja fuga da guerra e da fome é contada no bestseller de Dave Eggers "What is the What".

Valentino foi separado da família durante a guerra civil sudanesa e passou a infância a evitar soldados, minas antipessoais, leões e outros perigos. Aprendeu a ler e a escrever desenhando letras na areia num campo de refugiados e, em 2001, foi aceite nos EUA como refugiado. Foi estudante-trabalhador até concluir a faculdade e depois resolveu compensar pelo que tinha recebido.
...

Dave e Valentino aplicaram os lucros de "What is the What" na fundação da dita escola secundária, que está agora a seleccionar alunos para o seu segundo ano lectivo, a arrancar dentro de dias. Mais de 1.000 alunos, alguns deles adultos que viram os seus estudos interrompidos pela guerra, estão a competir pelas 150 vagas do nono ano.
...

No ano passado, em todo o Sudão meridional, só 11 raparigas fizeram exames de fim de secundário, segundo estatísticas governamentais.

Um dos dados estatísticos oficiais mais brutais do Sudão meridional é este: uma rapariga tem muito mais probabilidades de morrer de parto do que completar a educação básica.
...

Esta escola é gratuita, única esperança de alunos brilhantes que não têm dinheiro para propinas, mas são os próprios alunos que se encarregam da limpeza e manutenção das instalações.
...

Valentino procura tornar a escola multi-étnica, aceitando alunos árabes muçulmanos ligados com as tribos do norte que devastaram o sul durante a guerra civil. Tem alunos empenhados em projectos sociais, como a construção de cubatas para pessoas deslocadas e está empenhado em criar dirigentes capazes de construírem um país mais pacífico e mais próspero.
...

Esta escola não é uma solução para os problemas do Sudão e vai educar apenas uma diminuta percentagem de jovens sudaneses que aspiram a um futuro melhor. Mas é uma centelha estimulante num país crivado de problemas."


Fica aqui registado o bom exemplo daquele jovem refugiado sudanês.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mentalidade de "vale tudo"


Da crónica intitulada "As instituições e o carácter", da autoria de João Pedro Rosas, publicada na edição de ontem do jornal i, permito-me transcrever isto:

"... os cidadãos que vivem em regimes anti-democráticos desenvolvem um carácter baseado no medo, na autocensura, na impossibilidade de confiar seja em quem for, tal como a capacidade de deduzir aquilo que não pode ser dito. Num enquadramento institucional liberal-democrático, o carácter humano muda: o medo dá lugar à reivindicação, a desconfiança dá lugar à concordância ou à oposição, a capacidade para ler nas entrelinhas é substituída pela procura do sentido explícito.

Da mesma forma, aqueles que vivem em sociedades razoavelmente justas, com igualdade efectiva de oportunidades e poucas desigualdades sociais (nas sociais-democracias nórdicas, por exemplo), tendem a ser autoconfiantes e também leais à ordem social existente. Quando as instituições da justiça social não existem, ou funcionam mal, geram-se incentivos para comportamentos mais egoísticos e para uma maior propensão para a fraude e o compadrio. A percepção da falta de equidade social gera uma mentalidade de "vale tudo".

Devemos interrogar-nos sobre o tipo de caráctar humano e de "sentimentos morais" que as instituições da democracia portuguesa têm favorecido. Houve certamente um grande progresso com a derrota do medo e da hipocrisia que as instituições repressivas do Estado Novo favoreciam. Mas noutras esferas institucionais os resultados não são assim tão brilhantes. A incerteza e a demora na administração da justiça, a ineficiência fiscal, a extrema desigualdade de rendimentos, o facilitismo do sistema educativo, os excessos do crédito ao consumo, etc., favoreceram um tipo de carácter que se repete em todos os domínios de actividade: o carácter do chico-esperto, do que vive na impunidade, daquele que restringe a sua existência ao domínio privado e maltrata o domínio público (o Código da Estrada, o ambiente, as ruas da cidade)."


E como considero importante o teor da referida crónica, decidi registar em post uma parte substancial do texto.