sábado, 16 de junho de 2007

Casa de Chá da Boa Nova


Quando passo perto do farol de Leça da Palmeira e vejo a Casa de Chá da Boa Nova, sorrio. E lembro uma história…

Já lá vão mais de vinte e poucos anos. Não me recordo do dia nem do mês, mas sei que foi ao fim da tarde, perto das oito e meia. Naquele dia, tinha convidado uma amiga para tomar um café. E lá fomos até à Casa de Chá da Boa Nova. Arranjámos uma mesa e pedimos dois cafés ao empregado que nos atendeu. Após termos saboreado a bebida, ficámos ainda algum tempo à conversa. E até aqui tudo bem…

Muitos meses depois, e já não me lembro como isso veio à baila, vim a saber pela minha amiga que, naquele dia da nossa ida à Casa de Chá, ficou convencida que o meu convite era também para jantar. E, por isso, não tinha comido antes. Mas, depois, como não viu da minha parte qualquer manifestação nesse sentido, não me disse nada. E, assim, naquele fim de tarde, início de noite, a minha amiga ficou apenas com um café…


Se aquela história se tivesse passado agora, eu saberia que a minha amiga não tinha jantado. E isto porque a amiga da altura é hoje a minha mulher...

Nota: Para quem eventualmente não saiba, aqui deixo esta informação: a Casa de Chá da Boa Nova é um projecto do arq. Siza Vieira, dos anos 1958-1963.

Até nos limpam os bolsos...


Assim como quem não quer a coisa, vamos indo, devagarinho, porque de pressas está o nosso mundo cheio, quando estou fora do meu canto penso logo na altura de cair do cimo dos meus andaimes, dos meus pensamentos, mas não posso aldrabar a minha situação, isto é assim mesmo e não há volta a dar. Dando voltas e mais voltas ao miolo da questão, fico na mesma, o miolo está mesmo no meio disto tudo, logo agora que pretendia dissertar acerca dos lados escalenos do triângulo que os tem e... pronto, nada está bicudo. Isto é mesmo uma grande chatice e digo-te mais, chatice por chatice, prefiro uma chatice mais fria, do tipo gelado pralinê com nozes e caramelo, ah! ah! ah! querias, guloso dum raio, pensas que ando aqui para aturar as tuas gulodices, aturar por aturar, aturo as minhas, com tua licença.

Mas qual é o raio do problema? Estou mesmo a ver que não há problema, não é? O que há são as chatices do dia-a-dia ou de todas as noites, ora deixa lá isso! isso cura-se com um cházinho quente de limão e mel doce, doce sim porque para amargo já chega o chocolate que se compra para fazer a mousse, digo bem, que se compra porque às vezes, na falta do outro com nougat e passas, vai mesmo o dito amargo, ai ninas!, já lá dizia o outro, em tempo de guerra não se limpam as armas, e nos dias de hoje as limpezas já não são o que eram, agora queres uma limpeza geral das três assoalhadas onde moras, incluindo sanita e bidé da casa de banho? pegas nas páginas amarelas, procuras a letra éle e...pronto! aparecem lá mais de meia dúzia de empresas especializadas em limpezas domésticas, industriais e outras que tais, o que é preciso é money para pagar, ah pois! e toma nota que os gajos não são nada baratos, em tempos conheci um inglês que era dono de uma empresa dessas, o tipo tinha vários empregados, andava num Jaguar verde escuro e passava as férias em Málaga, dizia ele que tinha lá uma casa, estás a topar? as limpezas dão muito, os tipos até nos limpam os bolsos...


Nota: Texto escrito em Dezembro.1996

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Assim como quem não quer a coisa…


Sob o título acima, fui escrevendo diversos textos durante alguns anos, mais concretamente desde o inverno de 1996 até ao outono de 2002. E fui, ao longo dos tempos, deixando-os arquivados numa ‘pasta’ de “Os meus documentos” do Windows98, a modos como se fossem inquilinos vitalícios do disco duro do velhinho computador de secretária.

Lembrei-me há dias de tratar-lhes da mudança para uma nova morada. Já resolvi esta questão e, então, residem agora numa assoalhada arejada e soalheira do ‘hard disc’ do portátil, onde lhes é possível usufruir de melhores condições patrocinadas pelo Windows XP. Mas, como não é possível prever o que lhes pode acontecer no dia de amanhã, obriguei-os a também manterem a casa antiga, deixando lá uma réplica dos seus tarecos.

Lembrei-me também de os apresentar neste blogue. São textos que foram escritos durante ataques de parvoíce, quer resultantes de momentos de alegria ou de euforia, quer em alturas de desânimo ou de revolta com os acontecimentos do dia-a-dia. E, por isso, na sua maioria traduzem-se em ´parvoeiras’, por vezes com algum sentido, outras não.

Aqueles textos aparecerão aqui no blogue, de vez em quando, sem compromissos de periodicidade, e com títulos que lhes vou atribuir na altura. Mas sempre subordinados à etiqueta “Assim como quem…”.

E o primeiro sairá da ‘casca’ amanhã.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Você ou tu?


Na língua portuguesa, temos dois vocábulos para designar a segunda pessoa do singular e indicar a pessoa a quem se fala ou escreve. Ou seja: você ou tu [aliás, ainda há outro termo, hoje em dia quase só usado pelos mais idosos dos meios rurais: vossemecê].

Quando era puto, fui ensinado pelos meus pais, e também pelos outros adultos, familiares ou amigos, a tratar os mais velhos por ‘você’. E não se entendia por ‘mais velhos’ aquelas pessoas que tinham umas dezenas largas de anos mais do que eu. Diziam-me que, assim, mostraria respeito pelos mais velhos. Daí que sempre tratei os meus pais por ‘você’. E, também por isso, apenas chamava por ‘tu’ os miúdos mais ou menos da minha idade.

Mais tarde, já espigadote, lembro-me de questionar porque teria de ser assim. Achava [e ainda acho] que o respeito pelos outros não passa pelo tratamento por ‘você’. Mas, apesar disto, reconheço que, ao longo dos anos, não mudei muito a minha forma de lidar com as pessoas, porque aqueles hábitos estão há muito enraízados nos meus procedimentos. Isto é, não me ponho a tratar por ‘tu’ qualquer pessoa no primeiro contacto, embora muitas vezes, se a relação perdura, tome a iniciativa de propor, nos contactos seguintes, a mudança do ‘você’ para o ‘tu’.

Sou adepto do ‘tu’ nos relacionamentos das pessoas. Sinto-me mais à vontade com alguém a quem não preciso de chamar de ‘você’. Sinto-me mais próximo dessa pessoa. E isto não quer dizer, necessariamente, mais íntimo.

E tu, qual é o tratamento que gostas mais? Você ou tu?

segunda-feira, 11 de junho de 2007

A história de um cachecol


Hoje tive uma agradável surpresa. Mas, antes de contar o que foi, vou lembrar a história que deu origem à surpresa.

Tudo começou na noite de 20 de Maio passado, depois do F.C. Porto ter conquistado mais um título de campeão de futebol. Após ter assistido ao jogo no Estádio do Dragão, fui até ao Restaurante Manhoso para comemorar a vitória com um grupo de amigos. E na altura, fazendo parte do grupo de portistas, também lá estavam sete ou oito madeirenses, que tinham vindo da Madeira para assistir ao jogo. No decurso do jantar e dos festejos, o madeirense Duarte, ligado à direcção da Casa do FCP da Madeira ofereceu-me um cachecol dos ‘Dragões da Madeira’. Cachecol lindo!

E, até aqui, tudo bem! O pior foi quando cheguei a casa e verifiquei que não trazia aquele cachecol. E fiquei triste, chateado, fulo, danado comigo mesmo! Que merda!... O que teria acontecido?... À saída do restaurante, e como a noite estava fria, lembro-me de ter embrulhado o meu cachecol habitual à volta do pescoço e colocado o outro por cima dos ombros. No trajecto até casa [como moro a quinze minutos do Estádio, nestas idas ao futebol vou sempre a pé], passei por diversos grupos de portistas, uns a pé, outros de carro, e deve ter sido num dos momentos de confraternização que alguém me surripiou o cachecol ‘madeirense’. E, claro, fiquei triste, chateado, fulo, danado comigo mesmo!

E, então, hoje tive a surpresa. À hora do almoço, o dono do Restaurante Manhoso telefonou-me para dizer que estava lá alguém com uma ‘prenda’ para mim. E disse-me o que era. Fui até lá.

E lá encontrei o amigo madeirense. O Duarte veio a Lisboa tratar de questões profissionais e hoje deu um salto até ao Porto, antes de amanhã regressar à Madeira. E como, entretanto, através do dono do restaurante, tivera conhecimento daquela peripécia, não se esqueceu de me trazer um novo cachecol dos ‘Dragões da Madeira’. Cachecol lindo!

Amigo Duarte, obrigado!


domingo, 10 de junho de 2007

Tretas de ténis [6]


As ‘tretas’ a respeito de ténis andaram arredadas do blogue nestas últimas semanas. E não foi por falta de assunto. Apenas tem havido um bocado de preguiça da minha parte para dar um aspecto apresentável aos ‘alinhavos’ que tenho feito ao longo das semanas. Mas hoje vou tentar pôr estas coisas em dia.

-> Kim Clijsters

Disse adeus ao ténis profissional. Para se dedicar inteiramente à sua vida pessoal, pois vai casar em Julho. Da sua página na internet [http:///www.kimclijsters.be], permito-me transcrever o que ela escreveu no seu diário em Maio deste ano:
“It has been more than fine. I'll put my rackets in their cupboard. After a fantastic and moving goodbye in Antwerp my motivation wasn't the same anymore. Therefore a slightly longer and extended diary to you, my fans.”

É uma perda significativa para o WTA Tour. Porque é uma tenista de grande qualidade, uma lutadora dentro dos ‘courts’, uma campeã. E também porque é uma pessoa simpática.

Os fãs da Kim Clijsters terão saudades do seu ténis e das suas célebres ‘espargatas’. E eu sou um deles.

-> Marat Safin

No passado dia 30/05, durante um entrevista à Eurosport, após a derrota na 2ª ronda de Roland Garros, Marat Safin disse que vai reflectir sobre o futuro da sua carreira e, talvez, colocar a hipótese de abandonar o ténis profissional.

E isto porquê? Porque desceu muito no ‘ranking’, sendo actualmente 25º, e para subir teria de jogar alguns torneios de plano secundário. E para isso não tem motivação.

Se Marat Safin abandonar o ténis, terei bastante pena, porque sou adepto da qualidade e da exuberância do seu ténis. Apesar do seu mau feitio… (até consigo mesmo!).

-> Torneio de Roland Garros – 27/05 a 10/06/2007

Nos primeiros dias houve muitos encontros adiados por causa da chuva. Mas, depois, tudo acabou por se recompor. Durante estas duas últimas semanas, consegui ver diversos encontros através da Europort. Aqui fica o registo deles.

02/06 – 3ª ronda – Homens

-> Novak Djokovic (SRB) vs Oliver Patience (FRA) 7-6 2-6 3-6 7-6 6-3

● Bom encontro em que o tenista francês incomodou muito o jogador sérvio.

02/06 – 3ª ronda – Homens

-> Lleyton Hewitt (AUS) vs Jarkko Nieminen (FIN) 1-6 6-3 7-5 6-2

● Encontro interessante (apesar da transmissão da Eurosport ter sido feita apenas a partir da parte final do 3º set).

03/06 – 1/8 – Mulheres

-> Maria Sharapova (RUS) vs Patty Schnyder (SUI) 3-6 6-4 9-7

● No set decisivo, houve um pequeno incidente: a 7-7 em jogos, e quando Sharapova se preparava para servir com 30-0, a tenista suíça teria levantado a mão para a russa suspender o serviço, por causa do barulho do público; o árbitro de cadeira não viu aquele gesto, a russa serviu e a suíça não se fez à bola, tendo sido considerado ponto para Sharapova; Schnyder ainda protestou junto do árbitro de cadeira, mas sem resultado, pois a decisão do ponto já estava tomada. Em resumo: se Maria Sharapova viu o gesto da adversária (e, pelo modo como fez o serviço, parece que viu), houve falta de ‘fair-play’da sua parte.

03/06 – 4ª ronda – Homens

-> Nicolay Davydenko (RUS) vs David Nalbandian (ARG) 6-3 7-6 3-6 7-6

04/06 – 4ª ronda – Homens

-> Rafael Nadal (ESP) vs Lleyton Hewitt (AUS) 6-3 6-1 7-6

● Apesar da conhecida garra do australiano nos courts, o tenista espanhol não deu hipóteses ao seu adversário.

05/06 – 1/4 – Mulheres

-> Justine Henin (BEL) vs Serena Williams (EUA) 6-4 6-3

● A nº 1 do mundo jogou muito bem e ganhou o encontro que era considerado como uma final antecipada.

05/06 – 1/4 – Homens

-> Roger Federer (SUI) vs Tommy Robredo (ESP) 7-5 1-6 6-1 6-2

● Após a vitória do 1º set, que se verificou equilibrado, o tenista suíço parece que ‘adormeceu’, o que foi aproveitado pelo espanhol para ganhar a 2ª partida.
● Depois, Federer reagiu e venceu os dois sets seguintes de forma convincente.

05/06 – 1/4 – Homens

-> Nicolay Davydenko (RUS) vs Guillermo Cañas (ARG) 7-5 6-4 6-4

● Bom encontro de ténis e vitória justa do russo.

08/06 – 1/2 – Homens

-> Roger Federer (SUI) vs Nicolay Davydenko (RUS) 7-5 7-6 7-6

● Encontro muito equilibrado e bem disputado, em que Roger Federer mostrou ser mais forte que o russo nos momentos decisivos para os fechos das partidas.

08/06 – 1/2 – Homens

-> Rafael Nadal (ESP) vs Novak Djokovic (SER) 7-5 6-4 6-2

● O tenista espanhol não deu possibilidades ao jogador sérvio e ganhou bem.

09/06 – Final – Mulheres

-> Justine Henin (BEL) vs Ana Ivanovic (SER) 6-1 6-2

● A jovem tenista sérvia esteve nervosa e, por isso, não jogou ao seu melhor nível.
● A belga jogou de forma extraordinária e, claro,… venceu!
● Justine Henin ganhou o seu quarto título em Roland Garros, sendo os últimos três consecutivos (2003, 2005, 2006 e 2007).



10/06 – Final – Homens

-> Rafael Nadal (ESP) vs Roger Federer (SUI) 6-3 4-6 6-3 6-4

● O jogador suíço, nº 1 do mundo, fez muitos erros não forçados durante o encontro.
● O tenista espanhol é, de facto, o ‘rei da terra batida’ e hoje voltou a demonstrá-lo.
● Rafael Nadal conquistou, assim, o seu terceiro título consecutivo em Roland Garros.


-> Os resultados da semana

- Semana 20 – 14 a 20/05/2007
14/05 2ª Tretas vs Adv. ES 7-6 3-1 inc. Duração: 1h30
Camp. Regional de Veteranos – Foz – Porto – 2ª ronda [1/4]
16/05 4ª Adv. JR vs Tretas 6-1 6-1 Duração: 1h05
● Apesar de eu não ter jogado bem e ter falhado pontos que não deveria ter perdido, o meu adversário foi muito superior. JR, parabéns!
18/05 6ª Tretas vs Adv. ES 7-6 4-4 inc. Duração: 1h30

- Semana 21 – 22 a 27/05/2007
21/05 2ª Adv. ES vs Tretas 6-4 6-2 2-2 inc. Duração: 1h35
Taça M. Coutinho – CTP – Porto – 1ª ronda [1/8]
22/05 3ª Tretas vs Adv. AL 0-6 6-4 10-6 Duração: 1h55
● Joguei mal no 1º set, muito nervoso, e o resultado viu-se… Na 2ª partida também entrei mal e estive a perder por 1-4; consegui reagir e acabei por ganhar cinco jogos seguidos. No ‘super tie-break’ estive melhor e menos nervoso que o adversário.
23/05 4ª Adv. ES vs Tretas 6-4 1-3 inc. Duração: 1h15
Taça M. Coutinho – CTP – Porto – 2ª ronda [1/4]
24/05 5ª Adv. FC vs Tretas 6-1 6-0 Duração: 0h55
● O meu aversário jogou muito melhor. FC, parabéns!

- Semana 22 – 28/05 a 03/06/2007
28/05 2ª Tretas vs Adv. ES 6-2 6-3 Duração: 1h20
29/05 3ª Tretas vs Adv. RG 6-4 3-1 inc. Duração: 1h00
01/06 6ª Tretas vs Adv. ES 6-4 7-6 Duração: 1h40

- Semana 23 – 04 a 10/06/2007
04/06 2ª Tretas vs Adv. ES 6-4 6-2 Duração: 1h35
05/06 3ª Adv. RG vs Tretas 6-3 4-1 inc. Duração: 1h00
09/06 sáb. Tretas vs Adv. ES 6-4 7-6 6-1 Duração: 2h10


P.S.: Ufa! que grande 'post'!...

Nota: As fotos foram obtidas no site da Eurosport.

sábado, 9 de junho de 2007

Memórias… de livros


Nos anos 70 apareceu a colecção “Livros de Bolso” das Publicações Europa-América. Durante alguns anos, fui comprando à medida que iam sendo publicados, creio que eram dois livros por mês.

Daquela colecção, e em sequência, comprei 151 livros, mas não sei se está completa. Por isso, há dias consultei o site das PEA para obter a lista integral. Apenas descobri que alguns dos títulos ainda podem fazer parte do cabaz de compras on-line, mas reportam-se a publicações de anos recentes. Da colectânea daquela década, nada… O que também não é para admirar, dado que já se passaram cerca de trinta anos.

A título de memória, registo aqui alguns dos títulos, incluindo o primeiro e o último:
- nº 1 - Esteiros - Soeiro Pereira Gomes - Setembro.1971
- nº 42 - Morte dum caixeiro viajante - Arthur Miller - Outubro.1972
- nº 46 - A noite roxa - Urbano Tavares Rodrigues - Dezembro.1972
- nº 70 - Guerra e Paz I - Leon Tolstoi - Novembro.1973
- nº 71 - Guerra e Paz II - Leon Tolstoi - Novembro.1973
- nº 96 - O pão da mentira - Horace McCoy - Novembro.1974
- nº 102 - O exorcista - William Peter Blatty - Fevereiro.1975
- nº 132 - Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Márquez - Maio.1976
- nº 151 - Fanny Hill – Memória de uma prostituta - John Cleland - Abril.1977

Na época, li todos aqueles 151 livros, mas agora já não me lembro do conteúdo da maioria deles. E, confesso, gostaria de reler alguns. Talvez um dia destes…

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Mudança


Hoje foi dia de mudança.

Ou seja, nova mudança do 'look' deste blogue. E esta já é a terceira 'cara', desde que o inicei em Dezembro passado.

Até quando?... Pode ser que fique por aqui, costuma dizer-se que à terceira é de vez.

Emoções...


Hoje sei que não estou bem. Ou melhor, sei que não estou a cem por cento. Sinto uma espécie de vazio, falta-me algo. E eu sei o que é, claro!

É a falta da sua vozita, quando acorda de manhã, quase sempre bem disposto: “Bom dia!”. É a falta das sua idas ao saco dos brinquedos, lá ao fundo da sala. É a falta do seu pedido “Ó Nando, b’incas comigo?”, feito com uma entoação a que é difícil resistir. É a falta da sua presença à mesa, onde dá gosto vê-lo comer com vontade. É a falta da sua lembrança “Ó Nando, bamos ó repuxo?!”, a pedir para irmos até ao Dolce Vita. É a falta da sua atenção, à noite, quase a cair de sono, às historinhas dos três porquinhos que lhe conto para o adormecer. É a falta de…

Claro, é a falta da companhia do neto do meio, o que tem dois anos e meio. E cá em casa todos sentimos a sua ausência. Foi passar uns tempos com os outros avós. E já lá vão mais de duas semanas. Uma eternidade…

terça-feira, 29 de maio de 2007

Retrato do dia-a-dia


Hoje é terça-feira. São dez e pouco da manhã. Saio de casa, a caminho do clube onde habitualmente jogo ténis.

Antes de lá chegar, paro numa frutaria que fica perto da rua onde moro. Escolho um cacho de bananas [por norma, como uma banana durante o jogo]. Antes de mim, a ser atendida pela dona da loja, está uma cliente. E, por isso, devido ao atendimento personalizado, tenho de aguardar pela minha vez para pesar as bananas e pagar. Naqueles momentos de espera, toca um telemóvel e a tal cliente atende:
- Ó q’ido estou na frutaria p’ra levar uns legumes pró almoço!
- …

Enquanto espero, aproveito para observar melhor a cliente. Morena, rosto bonito, cabelo acastanhado, aparenta ter à volta de 35 anos. Altura média, corpo bem delineado, sem curvas a mais nem a menos. Vestida de modo prático, camisa preta de meia manga e calças também pretas, sandálias rasas e… unhas dos pés pintadas de vermelho.

O telefonema continua… Então, a dona da loja pergunta-me:
- São só as bananas?
- …

Pago a fruta e saio.