quinta-feira, 24 de julho de 2008

'Maré negra' em Sines


Na semana passada, ainda no Porto, apercebi-me de uma notícia na televisão que me chamou a atenção. Dizia respeito a uma 'maré negra' na zona de Sines. E, na altura, falava ao telefone um responsável do porto de Sines que informava ter-se tratado de um pequeno incidente no terminal petroleiro. Mas também garantia que tinham sido tomadas as medidas necessárias para evitar a poluição das praias daquela área.

Há três dias, e já instalados em V. N. Santo André desde a tarde de domingo passado, fomos até à praia [eu, a cara-metade, os dois netos mais velhos e o pai deles]. E optámos pela praia que mais vezes utilizámos na costa alentejana. Trata-se de uma pequena praia situada mesmo em frente ao restaurante do Luís, a sul de São Torpes e imediatamente antes da praia de Morgavel. E não é que, passados alguns minutos de andarmos à borda do mar, na quebra das ondas, começámos a topar as plantas dos nossos pés com... manchas de alcatrão! E, depois, à saída da praia, foram os chinelos ou as sandálias que também ficaram 'lindos' com as nódoas negras...[porque, como toda a gente sabe, aquelas manchas apenas desaparecem com diluente - a popular 'aguarrás'].

Há cerca vinte anos que venho para estas bandas [e digo 'estas' porque estou a mandar este texto para a blogosfera a partir de V.N. Santo André] e, por isso, conheço diversas praias daqui: Lagoa de Santo André, Carretas [ou Monte Velho], Areias Brancas, Sines, São Torpes, Morgavel, Oliveirinha e outras mais até Porto Covo. E, que me recorde, foi esta a primeira vez que os meus pés ficaram com aspecto de dálmatas...

E, então, que hei-de fazer?... Acho que vou mandar a factura do diluente para a Administração do Porto de Sines, com a indicação do NIB, a fim de ser ressarcido daquela despesa. Ah pois vou!...

domingo, 20 de julho de 2008

Porto de Rei [Douro]


No fim de Maio passado, andei uns dias pela região do Douro vinhateiro, mais concretamente por sítios de Mesão Frio, Peso da Régua e Lamego.

Não fui à procura de vinhos [mas, ao almoço, não deixei de experimentar alguns vinhos da região]. Fui, antes, à descoberta daquela zona do Douro. E, como ponto de partida para as saídas diárias, aproveitei o turismo em espaço rural proporcionado pela Quinta da Boa Passagem, localizada no lugar de Porto de Rei, perto do apeadeiro da CP. Das três casas existentes naquele espaço, fiquei instalado na Casa da Linha, assim designada por estar situada mesmo junto da linha de comboio.

Uma das primeiras imagens que registei, após ter arrumado a bagagem na casa e ter ido até ao ancoradouro pertencente ao espaço, foi o curso do rio Douro ali mesmo ao lado. Até deu vontade de meter os pés na água... E, noutra altura e com outro enquadramento, consegui captar na objectiva um barco de cruzeiro que descia o rio. Foram, por isso, e no seu conjunto, duas das boas impressões que vieram comigo.

Outro registo do sítio que me ficou marcado, desta feita pela negativa, foi o estado de abandono da antiga estação da CP com o nome daquele lugar e que funcionou até há uns anos ao lado do actual apeadeiro. E, nos dias seguintes, acabei por verificar a mesma degradação nas estações de Barqueiros e Caldas de Moledo, em direcção a Peso da Régua. Já tinha conhecimento, através da comunicação social, do abandono que a CP decidiu há tempos em relação a várias estações da linha do Douro, mas uma coisa é ler-se nos jornais, outra coisa mais chocante é ver-se ao vivo e a cores 'negras'...

E, apesar das condições irrregulares de tempo que apanhei, com chuva em certas alturas, céu enublado noutras e umas abertas de sol aqui e ali, gostei do sítio.





sábado, 19 de julho de 2008

A minha 'tropa' [1]



Guiné -> Out.68 a Dez.70 -> 26 meses [1]



Há cerca de três meses, vi na televisão parte de uma reportagem desenrolada em Guidage, no norte da Guiné, a respeito da identificação, para posterior trasladação, dos restos mortais de soldados que no início dos anos 70, devido a situações dramáticas vividas lá na altura da guerra colonial, tiveram de ser sepultados naquela zona [procedimento ao arrepio do que era normal, ou seja, o envio dos corpos para a metrópole e a sua entrega aos familiares].

Lembrei-me, então, que estive na Guiné durante 26 meses da minha 'tropa', e que dois ou três deles foram passados naquela povoação. Recordei também algumas das peripécias que lá vivi ou presenciei. E recordei ainda a boa sorte que me acompanhou durante todo aquele tempo.

Cheguei a Bissau em finais de Outubro/68, após uma viagem de uma semana a bordo do "Uíge". Na época, este navio de passageiros estava requisitado para o transporte de tropas destinadas ao Ultramar e, por isso, seguiam a bordo mais de dois mil militares. E, destes, a grande maioria era constituída por soldados rasos que viajaram nos porões em péssimas condições.

O 'meu' grupo viajou em camarotes e era constituído por vinte e poucos furrieis milicianos das "Informações", especialidade que tínhamos tirado juntos em Tavira no fim do ano anterior. Fomos todos mobilizados em rendição individual para a Guiné [numa altura em que já estávamos esperançados de não ir para o Ultramar, visto que um mês depois outra 'fornada' de milicianos terminaria a especialidade].

Como aquele navio era de grande calado, teve de ficar ao largo do porto de Bissau. O transporte das tropas para o cais foi feito em barcaças. A meio da tarde, o 'meu' grupo chegou ao cais, todos vestidos com fardas de camuflado, novas a estrear, compradas umas semanas antes no Casão Militar. [E, por causa dessas fardas novas, os militares chegados pela primeira vez à Guiné eram apelidados de 'periquitos'].

Fomos, então, os vinte e tal, distribuídos por viaturas Unimog e GMC [viaturas militares de caixa aberta e banco corrido ao centro] a caminho do Quartel General. A mim e a mais cinco, calhou o transporte numa 'velhinha' GMC. A meio do trajecto, a 'nossa' viatura avariou e... nem para a frente, nem para trás. O soldado que a conduzia apanhou uma boleia e foi ao QG arranjar outro meio de transporte, enquanto nós, os seis 'periquitos', ficámos à espera, sentados no banco central da 'gê-éme-cê'.

Entretanto, o tempo ia passando e... nada! O transporte alternativo tardava. E o tempo continuava a passar. Eram mais ou menos seis da tarde e... de repente, anoiteceu! E nós, os 'periquitos', acabados de chegar a Bissau, sentados na GMC, às escuras numa estrada sem luz, estávamos ali todos 'cagadinhos' de medo. Olhávamos em redor e apenas conseguíamos vislumbrar vultos a passar a pé ao lado da viatura. Seriam 'turras'?...[designação dada aos combatentes das forças de libertação que o regime salazarista chamavava de terroristas].

Após duas horas e tal de espera, finalmente chegou o condutor com outra viatura. E, já noite feita, lá nos conduziu ao QG.

Mas, daqueles 'caguefes' e de algumas cuecas borradas, já ninguém nos livrou!


Nota: De vez em quando, hão-de aparecer aqui textos subordinados ao tema da minha 'tropa'.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Nasceu hoje!


Eram 20:15 quando chegou a Maria Gabriela. Do seu registo consta que chegou bem e que veio com 2,5 kgs e 47 cm. E é muito bonita!

É a segunda filha da Susana e do Zé Maria. E é a maninha da Maria Francisca.

Aos pais, os meus parabéns!


Nota:
- A Maria Gabriela, a Maria Francisca, o Tiago e a Sara são, por ordem crescente de idades, os meus netos.

domingo, 13 de julho de 2008

Tretas de ténis [12]


Consegui! E, para mim, foi a primeira vez!

Finalmente, consegui ganhar um torneio incluído no calendário da Federação Portuguesa de Ténis. Tratou-se da edição deste ano do Torneio 'Os Marnotos', organizado pelo Clube de Ténis de Aveiro e integrado no Circuito Solverde, que decorreu de 11 a 13 de Julho.

A vitória foi alcançada na modalidade de singulares, no escalão +55 anos, tendo jogado hoje a final com um tenista do C.T. Vila Real de Santo António.

E, para registo, aqui fica a foto do troféu de vencedor.


sábado, 12 de julho de 2008

Olá!



Olá a todos!

Já lá vão quase dois meses e isto por aqui tem andado pelas ruas da amargura. Ou seja, a produção de escrita do bloguista cá do sítio atingiu o limite crítico do zero, tal qual as águas das albufeiras em tempo de grande seca. E se não tivessem sido os meus amigos da blogosfera a dar alguma animação a este blogue com os seus comentários durante as últimas semanas, creio que este espaço estaria já assaltado pelos 'okupas', como faziam e ainda fazem com as casas abandonadas.

Isto são 'pases podidas' [... que forma estranha de pronunciar os 'efes'!] de preguicite aguda que chegam, instalam-se 'à grande e à francesa' e depois... vão-se embora. E, pelos vistos, o ataque mais recente desta 'doencite' está mesmo no fim. E, valha a verdade, já não era sem tempo!

Tenho andado por aí. A viver a vida da maneira possível em tempos de crise. A entreter-me com os netos. A encontrar-me com amigos. A jogar ténis, quando arranjo parceiros ou nos torneios em que me increvo. A viajar, com suporte no turismo de habitação, à descoberta de sítios do Douro e da Beira, e acerca dos quais falarei aqui nos próximos dias. Tenho, por isso, andado por aí...