quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os "meus" homens [1]


Foi há 15 anos. Numa noite idêntica à de hoje, e mais ou menos a esta hora da noite, faleceu o homem mais importante na minha vida: o meu pai.

Hei-de escrever, em breve, outro texto que lhe será dedicado. Mas hoje não consigo. Hoje não quero ir além destas linhas. Hoje, como filho, apenas deixo aqui o registo da minha grande admiração pelo homem e pelo pai.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

As "minhas" mulheres [1]


Inicio o tema das "minhas" mulheres com um texto dedicado à minha mãe.

E isto pela razão simples de, para mim, ser a mulher mais importante [não é em vão que até se diz que mãe há só uma...], diferente das restantes pelo afecto e pelas vivências que temos tido até agora.

E também por ter sido a primeira mulher a preocupar-se comigo. Ainda agora continua a dar-me pequenas recomendações, algumas como se eu ainda fosse um miúdo. Mas, assim o desejo, oxalá continue a fazê-lo por mais alguns anos.

Natural de Jazente, em Amarante, nasceu há 91 anos numa família de origens humildes. A minha mãe foi sempre uma grande companheira do meu pai, já falecido há alguns anos, e de quem tem muitas saudades. E também foi uma sua grande aliada na educação e para o bem-estar dos dois filhos, quer pelas tarefas domésticas, quer pelos trabalhos que ia arranjando fora de casa.

Hoje em dia, a minha mãe está um pouco limitada na sua mobilidade, devido a problemas graves de saúde nos dois últimos anos. E também limitada na audição e na visão, em resultado dos efeitos inexoráveis do passar dos anos. Mas a sua lucidez e a sua memória continuam vivas, e ainda bem!

Ao longo das nossas conversas tem-me contando muitas peripécias da sua vida desde pequenita até à idade adulta. E como escrevo os tópicos dessas pequenas histórias, talvez um dia destes possam ser contadas aqui.

É por tudo isto, e por muito mais que não está aqui de forma expressa, que dedico estas linhas à minha mãe. Sei que não vai ter a possibilidade de as ler. Mas creio que vai ouvi-las ditas por mim.

domingo, 28 de dezembro de 2008

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Tópicos -> textos

Há cerca de um mês escrevi este post, onde me questionava até quando alguns dos tópicos anotados no livro de bolso seriam mantidos como tal.

Ora bem, a partir de hoje penso publicar aqui alguns textos baseados numa daquelas anotações e que se referem a dois "temas" familiares que me dizem muito. Um deles reporta-se às "minhas" mulheres e o outro aos "meus" homens [nada de interpretações erradas, ok?]. Ou seja, dizem respeito a familiares que tiveram e ainda têm muita importância na minha vida.

E, na sequência daqueles, é possível que outros aparecerão.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ri, chora, ama...


Mensagem recebida hoje:


Abraça a vida com paixão, vence com ousadia, pensa com classe! Ri, chora, ama... vive cada segundo sem medo! O que importa mesmo é ser feliz... FELIZ NATAL!


Obrigado!

Nota: Imagem obtida na internet.

Boas Festas

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Almoço de Natal


A mensagem chegou no início da semana através do telemóvel, enviada pelo mensageiro do costume:
"Convocatória 5ª, às 13H, almoço de Natal no Bar de Fuzelhas. Leva prenda até € 5,00. Diz se vais."

Marcaram presença dez gajos porreiraços, a saber: Moreira, Gonçalo, Ernesto, Lelo, Júlio, Becas, Raúl, Zé Luís, Álvaro e eu. Outros gajos, também porreiraços, não apareceram, mas tiveram justificações para isso.

Durante o entretém das entradas, e como é normal nos almoços quinzenais deste grupo, aproveitou-se para o cerimonial da marcação do "ponto" no respectivo livro de merceeiro.

[Livro idêntico ao que utilizava, há mais de 50 anos, o Francisco da mercearia lá da rua para registar o meio quilo de batatas, o quarto de arroz e a couve galega que a Ti Bina levava para casa a fiado ou os três ou quatro negos que o Manel da Chalupa bebia todos os dias ao cair da tarde, sem cheta nos bolsos:
- Ó sôr Francisco assente no libro que pra semana eu pago tudo.
E era também nesse livro que o Francisco merceeiro, folheando vezes sem conta aquelas folhas sebentas de tanto uso, lá acabava por verificar que o genro da Tina costureira já lhe estava a ferrar o calote há mais de três meses - ah por isso é que o estupor não aparece cá há muito tempo!]

A ementa deste almoço de Natal incidiu numa boa fritada de peixe (fanecas, carapaus, sardinhas pequenas e marmotas), acompanhada por arroz malandro com feijão vermelho. E tudo bem aconchegado com Lello Douro Tinto 2006 para uns ou Planalto Branco para outros [em ambos os casos, poucas garrafas...]. Depois disto vieram umas boas rabanadas, uma travessa de aletria e um bolo-rei. E, para acabar, bebemos os cafézitos da ordem [em boa verdade, para terminar foi-nos servida a conta...].

Mas, enquanto os cafés eram servidos, o grupo entreteve-se com outra tarefa: a brincadeira do sorteio das "prendas" caríííssimas que cada um tinha levado. A mim calhou a oferta do Lelo, um livro acerca da obra de António Nobre. Ao Ernesto coube o que eu levei, um lápis enorme para durar 20 anos. Ao Raúl saiu uma "coisa" muito jeitosa. E aos outros... não sei, não fiquei com essa anotação.

Deste almoço de amigos, alguns dos quais já se conhecem há cerca de 50 anos, aqui ficam estes registos. E o próximo já ficou agendado para a primeira quinzena de Janeiro 2009. Até pró ano, pessoal!




Notas:

1. No livro de merceeiro, após as assinaturas, foi escrito:

Lá na praia de Fuzelhas
A comemorar o Natal
Ficamos todos balhelhas
Depois d'um bom tintal!

Obs.: Ali devia estar "tintol" mas não rimava; com "tintal" não é verdade, mas rima!

2. Na foto do meio houve um problema, visto que alguém [da "censura" deste blogue] achou que os gajos porreiraços não estavam em condições de dar a cara...

3. Depois do almoço, o convívio ainda teve ida a pé para lá do farol de Leça e volta. E, com o pára-arranca da conversa-puxa-conversa, quando a última foto foi tirada o relógio marcava uns minutos depois das 18:00 e já a noite tinha chegado.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Porquê?



- Que drama leva uma mãe a tomar uma decisão destas?

Foi com esta interrogação que, ontem ao fim da tarde, no canal da RTPN a "pivot" Alberta Marques Fernandes terminou a apresentação de uma notícia acerca do abandono, em Mafra, de um bebé recém-nascido.

Pela sua postura corporal, após as imagens que documentavam a informação, e também pelo tom em que se exprimiu, pareceu-me que a apresentadora estava muito sensibilizada e que aquelas palavras não estavam escritas no "ponto". Fiquei com a impressão que lhe saíram quase sem contar, apenas induzidas pelo dramatismo do caso que tinha acabado de noticiar.

É que, por maiores horrores com que somos confrontados todos os dias, há sempre um choque enorme quando se reportam a crianças. E aí o sentir humano conta mais que tudo!

Mas naquele caso, como em outros do género, fica no ar a questão: porquê? a que extremo chega uma mãe para decidir daquele modo?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Estava um dia...



Era terça-feira. Estava um dia de céu cinzento, escuro, e com vento muito forte. Mas não chovia.

[E as lembranças do estado do tempo daquele dia ficaram-se apenas pela manhã. É que a partir daí, altura em que deu entrada na maternidade, as recordações focaram-se noutros momentos.]

Foi ao fim da tarde, eram sete menos vinte. E mal nasceste, a parteira pegou-te pelas pernas, cabeça para baixo, e deu-te quatro palmadas no rabo para reagires. Depois, levou-te da minha beira. E só voltei a ver-te no dia seguinte.

[Recordações de quem foi mãe pela primeira vez aos 28 anos, feitos duas semanas antes. Recordações de uma mãe que agora tem 91 anos. Recordações de quem ainda conserva grande lucidez. Recordações de uma mãe que ainda guarda na memória aqueles momentos para, ano após ano, os contar ao primeiro filho. Recordações de quem nunca esqueceu aquele dia onze de Dezembro, já lá vão 63 anos.]



...



Mãe, parabéns!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Neves e Sousa


Por mão amiga, há dias chegou cá a casa um livro que constitui uma bela e merecida evocação da obra de Neves e Sousa. Trata-se de uma publicação recente da Sextante Editora, com o título "Neves e Sousa - pintor de Angola - 1921-1995"

Na capa do livro, ressalta um quadro do artista onde registou a figura de uma mulher do sul de Angola. E no interior pode-se ter o gosto de admirar desenhos, aguarelas e óleos de Albano Neves e Sousa, além de outros contributos incluídos na publicação.

Como também era poeta, tomo a liberdade de aqui reproduzir um dos seus poemas [escrito no Brasil, onde viveu nos últimos vinte anos da sua vida]:

Angolano

Ser angolano é meu fado e meu castigo
Branco eu sou e pois já não consigo
Mudar jamais de cor e condição
Mas, será que tem cor o coração?

Ser africano não é questão de cor
É sentimento, vocação, talvez amor
Não é questão, nem mesmo de bandeiras,
De língua, de costumes ou maneiras...

A questão é de dentro, é sentimento
E nas parecenças doutras terras,
Longe das disputas e das guerras
Encontro na distância esquecimento.


Neves e Sousa
1979



Nota: O livro foi oferecido à Inha, a minha mulher, que, desde adolescente e em Luanda, conviveu de perto com o Neves e Sousa e a sua mulher. Aliás, foi em casa dos meus sogros que, em tempos mais recentes e aqui no Porto, tive a oportunidade de conhecer, pela primeira vez, alguns quadros do pintor que lhes foram oferecidos pelo próprio. Cá em casa temos um retrato da minha mulher, aos quinze anos, desenhado a carvão pelo "pintor de Angola".

sábado, 6 de dezembro de 2008

Livro de bolso [2]


Aproveitando um dos comentários feitos aqui, consultei a página da moleskine. Acabei por descobrir alguns livros de bolso interessantes e, por isso, anotei os endereços de alguns estabelecimentos onde são vendidos.

Já fui a uma daquelas lojas, uma que fica no Largo de S. Domingos, no Porto [uma que era de alguém chamado Araújo e do sobrinho e que agora é do Araújo e do primo - ó gentes do Porto, sabeis qual é?...].

Como encontrei lá mais ou menos aquilo que andava à procura, tomei nota da referência do livro de bolso, dei as boas tardes ao empregado e saí. Já fora do estabelecimento, liguei de imediato para o telemóvel do Pai Natal [...ainda estou em idade de acreditar no Pai Natal, certo?] e, como estamos perto da quadra natalícia, pedi-lhe um daqueles livrinhos. Como o Pai Natal é um tipo porreiro disse-me logo que "sim, senhor, será entregue muito em breve através da DHL". Dei-lhe, então, o meu endereço com código postal e tudo, agradeci, desejei-lhe Boas Festas e desliguei.

Desde aquele momento estou em pulgas, à espera. Mas até agora... nada! E já estou a ficar com uma neura que... oops, desculpai lá, tocou agora mesmo a campaínha da porta, vou ver quem é, volto já, ok?
...
...
...
Já voltei e... eh pá, não ides acreditar, mas era mesmo da DHL para entregar uma encomenda vinda de muito, muito longe. O certo é o que o Pai Natal cumpriu o que me disse. Em boa verdade até cumpriu demais, é que em vez de um livro de bolso, mandou-me... dois! Não acreditais?... Ai não?... Então, olhai aqui, tá?



[e ainda dizem que o Pai Natal não existe...]

Ó nana, obrigado! [pela dica, claro!]. E o teu pedido ao Pai Natal, já chegou?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

2 anos!


Foi neste mesmo dia, mas em 2006, que apareceu este blogue. Faz hoje dois anos.

Fica aqui manifestada a minha vontade de continuá-lo, pelo menos, por mais um ano.

A todos vós, que trazeis a vossa simpatia até este espaço, o meu imenso obrigado!



Fernando Oliveira

Choque e dor


A morte aparece em muitos casos de forma repentina, inesperada, de chofre. E em várias ocasiões a notícia da morte também nos chega assim. Como nos aconteceu hoje de manhã, pelo telefone, de supetão. E, depois do choque, a dor porque ontem à noite a Teresa foi embora...

Com a vossa dor de hoje, Rita e Gero, precisais de ganhar forças para o dia de amanhã. É que a vida é avessa em diversos momentos, mas continua...

Para vós, Rita e Gero, um beijo grande e um abraço forte.

Inha + Fernando

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Olá!












Um olá, um sorriso e um abraço
[não necessariamente por esta ordem ou em simultâneo]
de um amigo [ou de uma amiga] é reconfortante, sempre!
E com isso sou um amigo feliz!

[e ainda mais em alguns momentos lixados...]
E com isso sou também um homem feliz!



Nota: Imagem obtida na internet.


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Futebol-> miúdos vs graúdos

O



Lembrei-me de registar neste espaço um aspecto que a meu ver, no mundo do futebol, parece ser o contraste entre os jogos de miúdos e os de graúdos. Há com toda a certeza mais factores de diferenciação, mas aquele que pretendo registar aqui é o do comportamento do público.

Na manhã do último domingo, fui ao antigo Campo da Constituição para ver um encontro de futebol masculino do escalão sub 14. A assistir, estiveram lá apenas algumas dezenas de pessoas, até porque o espaço destinado aos espectadores não dá para muito mais [e, além disso, o frio intenso e a chuva também não ajudaram nada...]. Creio que, na sua grande maioria, eram familiares ou amigos dos jogadores das equipas presentes no relvado.

Durante aquele jogo, houve berros e gritos dos espectadores com vista a motivar os jogadores a não desistirem das jogadas, a passarem a bola para o médio ou para o extremo, a centrarem junto à linha ou a rematarem à baliza. Houve palmas para os guarda-redes pelas boas defesas. Houve incentivos nos momentos de jogadas bem desenroladas. Houve aplausos quando aconteceram os golos. Houve ainda discordâncias em relação a uma ou outra decisão do árbitro. Mas tudo foi berrado ou gritado de um modo adequado ao sítio e ao acontecimento, com educação q.b., com palavras certinhas, o que para mim, neste caso, significa que não saíram para o ar insultos a quem quer que fosse. E, até por se tratar de um jogo de miúdos, foi esse comportamento correcto do público o que mais me agradou e, por isso, o que marcou mais a minha atenção.

Em contraste com tudo aquilo, ao longo dos últimos três anos tenho presenciado comportamentos despropositados e de má educação em [quase*] todos os jogos de graúdos a que assisti no Dragão. Começa logo meia hora antes do jogo, ainda na fase de aquecimento das equipas, pela provocação aos jogadores adversários e aos seus apoiantes, com assobiadelas e alguns insultos à mistura. Mais tarde, durante a partida, a cada passe errado dos portistas, a cada entrada mais dura dos adversários, a cada substituição considerada inoportuna ou tardia feita pelo treinador da casa, a cada decisão da arbitragem julgada menos certa, soltam-se então as goelas de milhares de adeptos e saem, de modo desenfreado, as assobiadelas [que até são um mal menor] e os palavrões em vários tons e feitios, do género ó filho da puta ou o teu pai é um cabrão ou ainda ó corno vai pró caralho. E os insultos são para todos os protagonistas [e, mesmo que o adversário em campo não seja o clube do Eusébio, também os benfiquistas são contemplados, como acontece quando algumas centenas de gajos das claques portistas se põem a gritar ésse-éle-bê filhos da puta**]. Ninguém escapa ao despropósito e à má-criação. E desta parte do espectáculo de futebol não gosto, não gosto mesmo nada.

É evidente que nos jogos de graúdos a que assisti até hoje não se passa apenas aquilo. Também há festa. Agitam-se bandeiras, vêem-se cachecóis no ar, ouvem-se cânticos clubísticos, e tudo isso é porreiro. E também há aplausos e vivas ao fê-cê-pê quando o Lisandro e os outros dragões marcam golos. É a festa do futebol. E desta parte do espectáculo de futebol gosto, gosto imenso.

E por gostar da festa do futebol é que desejo continuar a ir ao Dragão. Mas tenho muita pena que os espectadores dos jogo de miúdos não encham os estádios de futebol dos graúdos com as atitudes que presenciei no domingo. Ou, então, lamento imenso que muitos dos espectadores dos jogo de miúdos se transfigurem ao ponto de alterarem, para pior, os seus comportamentos quando vão assistir aos jogos de graúdos. E, a meu ver, com isso acaba-se por estragar a festa do futebol.



Obs.:
* A excepção aconteceu o ano passado, após o campeonato 2006/2007, no encontro com o Leixões para a Festa dos Campeões [as fotos são desse jogo].
** E não serve de desculpa o facto dos benfiquistas procederem de modo idêntico na Luz.

Nota: Não sou especialista em futebol e, como já referi no post anterior, considero-me apenas um adepto portista que senta o cagueiro na bancada do Dragão nas semanas sim e que alapa o dito no sofá frente à têvê nas semanas não.

domingo, 30 de novembro de 2008

Força, Manekas!


O adepto de futebol que, semana sim semana não, senta o cagueiro na bancada para ver apenas os jogos das equipas dos graúdos, quase não se apercebe de outras situações que giram à volta desta modalidade.

Mas quem anda mais metido nestas coisas do futebol sabe que os graúdos de hoje foram os miúdos de ontem. E quem se mete em tais andanças também sabe que alguns dos miúdos de hoje serão os craques de amanhã. E sabe ainda que isso deve-se em grande parte ao talento de cada miúdo e à paciência e aos ensinamentos dos treinadores, mas também, inúmeras vezes, graças à boa visão dos olheiros.

Ora, todo este paleio tem a ver, por um lado, com o facto de agora me dedicar em part-time à actividade de... olheiro [que, para poupar em recursos humanos, acumulo com as de gestor de carreiras e de empresário de passes, ou seja, sou um genuíno "three-in-one"...] e, por outro, com uma tarefa especial que tinha agendado para esta manhã.

Por isso, e embora o tempo não estivesse pêra doce, o frio rachava e a chuva gelava, meti os sapatos ao caminho, visto que tinha de cumprir a tal missão. E, cerca das nove e pico da madrugada, lá estava a entrar no antigo Campo da Constituição {depois das grandes obras de remodelação que lá foram terminadas há pouco tempo, tem agora o nome de Vitalis Park [e, entre parêntesis duplo, posso referir que, além do terreno de jogo ser relvado, todo o restante espaço visível ao comum dos espectadores está muito funcional, agradável e... azul e branco, claro!]}.

E fui lá fazer o quê?... Ora, pois...isso é segredo! E como segredo que é não vou aqui desvendá-lo, caso contrário toda a gente ficaria a saber tanto como eu, certo? [e acresce ainda que o segredo é a alma do negócio de qualquer "3 em 1" que se preze]. Mas, a título de dica para os diários desportivos, posso adiantar que ali houve um jogo de futebol de sub 14 e que, no intervalo [do jogo e da missão], alguém me pagou um cimbalino... [e isto prova, mais uma vez, que neste mundo há sempre uma pessoa amiga].

E pronto, creio que era isto que queria registar aqui neste dia friorento. Brrrrrr!...

Ah, quase me ia esquecendo: força, Manekas!*







*[e não te esqueças de me devolver o contrato, devidamente assinado, ok?]


Nota: Para que não hajam dúvidas, confesso que, enquanto adepto de futebol, me considero bem descrito no primeiro parágrafo, ainda com a situação agravante de, semana não semana sim, me alapar no sofá a ver os encontros pela têvê quando os dragões vão jogar fora.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Livro de bolso


Ao longo dos quase dois anos de existência deste blogue, já anotei mais de uma centena de tópicos para ideias ou temas de textos. E muitos deles, por esta ou por aquela razão, ainda não passaram da fase da 'dica'... Até quando?

A capa aqui ao lado é de um livro de bolso, com 16x11,5 cm. Trata-se de uma das ferramentas onde escrevo aqueles tópicos. E como as páginas em branco deste livro estão a rarear, ando à procura de outro. Mas, até agora, ainda não encontrei um que me motivasse à compra, seja pelo tamanho, seja pelo aspecto gráfico da capa [e este pormenor tem alguma importância para mim, pois, de preferência, a capa deverá ser preta].

Pode ser que... Enfim, aceito sugestões, ok?


A propósito...



A propósito do post anterior, tenho de admitir que, mais uma vez, mandei um pouco às malvas uma das regras que a mim próprio impus para as publicações neste blogue.

E um das regras consiste em não colocar aqui fotos de pessoas que, de alguma maneira, permitam a sua identificação na vida real. Pode ser parvoíce minha, mas, enfim, trata-se de um critério pessoal.

Como queria juntar um "boneco" ao pequeno texto daquele post, andei em pesquisas na internet por um desenho que representasse uma criança a dormir. Mas não encontrei um que fosse do meu agrado. E, daí, pensei que o mais interessante até seria um "boneco" do protagonista, desde que fosse adequado ao teor do texto e não mordesse os calcanhares ao referido critério [ou, pelo menos, que não mordesse muito].

Foi assim que cheguei a dois instantâneos captados na mesma altura, já lá vão mais de dois anos [não podiam ser recentes, por razões daquela regra]. Um deles é o que saiu no post abaixo e o outro é colocado hoje ali em cima [depois de uma operação de "recorte"]. E se resolvi publicá-los é por estar convicto que, em ambos, o meu "amigo e companheiro" [é assim que o trato muitas vezes] apenas poderá ser reconhecido por quem o conhece no dia-a-dia, ou seja, por familiares e amigos.

E era isto o que queria dizer [a propósito do post anterior, claro!].

domingo, 16 de novembro de 2008

Dormir aos...


O neto tinha acordado há poucos momentos. E ainda a esfregar os olhos, disse:

- Hoje dormi aos restinhos, ainda estou com sono.



quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Solidariedade


Shakira é a "humanitária do ano": esta é a conclusão de um inquérito levado a cabo pela revista "People en Español", que ainda destacou as acções de solidariedade de estrelas como Ricky Martin e Chayanne.
Shakira tem desenvolvido as suas acções humanitárias junto de crianças desfavorecidas, mas esta vertente da artista colombiana não é recente. Foram os seus pais que desde muito cedo se esforçaram por alertar Shakira para as dificuldades de vida de outras crianças, numa altura em que a própria família da futura cantora tentava ultrapassar uma fase difícil. Sensiblizada pela causa, uma das primeiras iniciativas que Shakira tomou quando despontou o seu êxito foi fundar uma organização para construir escolas para as crianças pobres da Colômbia, a Pies Descalzos.

Esta é a notícia integral que retirei hoje do
Jornal de Notícias. E fiquei agradavelmente surpreendido com o conhecimento daquelas acções da cantora.

Sabe-se que muitos artistas, desportistas e outros detentores de elevados rendimentos optam por criar fundações de solidariedade com o objectivo de diminuir os impostos. Mas sabe-se também que outros nas mesmas condições, em vez de promoverem iniciativas solidárias, preferem passar as suas residências oficiais para países de reduzida carga fiscal. Ao menos aqueles acabam por contribuir para uma melhoria das condições básicas da vida de gente necessitada, em áreas como a educação e a formação ou até o desporto.

E, asim, aqui fica registada a minha admiração pela Shakira [uma das cantoras preferidas da neta Sara].

Quem está aí?




Quem está aí?...

Não te escondas atrás da tua sombra. Aparece!

... tu sabes!




... tu sabes, acho que sabes!

Ó Pinto [que não sei quem és], sabes de certeza que aquilo que fizeste não tem nada a ver com os graffiti. É simplesmente poluição visual. E isto dispensa-se bem, seja lá onde for.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Porto Côvo: pôr-do-sol



Em Setembro, o movimento de turistas em Porto Côvo diminui imenso em comparação com o mês anterior.

E isso até permite obter fotos da praça principal quase despida de pessoas. Ao cair da tarde, com o sol a pôr-se ao fundo.

Darfur: cessar-fogo?


O presidente sudanês, Omar Hassan al-Bachir, anuncia um cessar-fogo incondicional no Darfur.


Será para valer?...

Notícias para seguir com atenção.

Pelotão das 'carecadas'... [3]


[continuação daqui]



Naquela manhã houve, portanto, grande rebuliço no quartel. Na 2ª Companhia, os desenfiados do 'meu' pelotão foram chamados ao gabinete do comandante da Companhia [um capitão severo e exigente, a quem o pessoal atribuíra o apelido de "Black" por ser mulato]. E, depois de um sermão do caraças acerca da disciplina militar e da atitude irresponsável na noite anterior, o comandante informou-os do castigo para cada um: 30 dias de detenção 'particular' e ida ao "Caifás".

Daquele castigo, que não ficou registado na caderneta militar dos desenfiados, a parte mais aceitável ainda era o tempo de detenção, dado que representava apenas o impedimento de sair do quartel durante um mês [apesar de ter obrigado a uma grande utilização de creolina na limpeza diária da caserna…]. E isto porque a outra parte da punição foi mais humilhante para todos os visados. É que o "Caifás" era o barbeiro do quartel e ele sabia que, para aqueles casos, teria de utilizar a 'máquina zero', ou seja, teria de dar uma carecada a cada um daqueles milicianos. E, claro, foi isso mesmo que o "Caifás" lhes fez.

Como era, em todo o quartel, o grupo onde havia maior número de cabeças rapadas, foi desta maneira que o 'meu' pelotão ficou conhecido, durante os restantes dois meses da especialidade, pelo "pelotão das carecadas".

E falta apenas acrescentar mais uma coisa: um daqueles cabeças rapadas era eu. Pronto, está dito!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dia do Armistício


Foi há 90 anos que foi assinado o Armistício em França, entre os Aliados e o Império Alemão, dando por findas as hostilidades da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), que fez mais de 15 milhões de vítimas.

Foi há 90 anos e, por isso, hoje por quase toda a Europa comemora-se o Dia do Armistício.





[... Mas o Homem normalmente tem memória curta. Tão curta que, quase vinte anos depois, teve início o conflito que mais vítimas causou em toda a história da Humanidade, a 2ª Guerra Mundial (1939-1945)].

Nota: Imagens obtidas na Wikipédia.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pelotão das 'carecadas'... [2]


[continuação
daqui]



De vez em quando, depois do jantar, havia lugar à realização de 'instrução nocturna'. Este tipo de actividade tanto podia ser um patrulhamento exterior como uma projecção de filmes no refeitório do quartel. As instruções nocturnas umas vezes destinavam-se a uma ou a duas Companhias, outras vezes abrangiam todas. As sessões de cinema eram para todo o pessoal do quartel, visto que quase todos os filmes versavam a guerra do Ultramar e continham uma mensagem explícita para os soldados a fim de os motivar para o combate, mas, por serem muito repetitivas, tornavam-se uma grande 'seca' para quem era obrigado a assistir.

Numa daquelas noites de cinema lá estavam todas as Companhias na parada, devidamente formadas com os seus pelotões, à espera da indicação do oficial de dia para entrar no refeitório. Na altura, o 'meu' pelotão era comandado por um cabo miliciano, tipo 'porreiro', que, em voz baixa, ia-nos dizendo: "Depois da ordem para avançar, quem quiser 'desenfiar-se' ao filme, pode ir embora, ok?". Quando foi dada aquela instrução, quase metade do 'meu' pelotão, com a ajuda da escuridão da noite, esgueirou-se da formatura e dirigiu-se para a porta de armas. E depois, fora do quartel, verificou-se que, como já acontecera em ocasiões anteriores, tinha havido o mesmo procedimento noutros pelotões, pois eram muitos os milicianos que se 'baldaram' à sessão de cinema. Por isso, naquela noite os 'desenfiados' foram aos seus destinos, descansados da vida...

Na manhã seguinte é que foi "o bom e o bonito". Todo o pessoal que se ‘desenfiara’ na noite anterior ficou então a saber o que tinha acontecido após a projecção. É que o oficial de dia tinha-se apercebido que estavam poucos soldados a assistir ao filme e, por isso, deu instruções para no fim da sessão se fazer uma 'chamada à americana', isto é, chamar os soldados um a um à saída do refeitório. E, desse modo, foram detectados todos os faltosos.

[continua]

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poupança?...


Neste dia assinala-se o Dia Mundial da Poupança. Mas, nos tempos que correm, quem o celebra?

Em Portugal, no ano 2007 a poupança das famílias atingiu a taxa mais baixa dos últimos 12 anos [ver aqui]. E sabe-se que os rendimentos de grande parte das famílias não é suficiente para o custeio das necessidades básicas em alimentação, saúde e educação.

Então, poupar onde?





Nota: Imagem obtida na Sic Online.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olá... 2 anos!



Com muitos beijinhos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sudokumania


Há três anos, a quando das férias da praia no mês de Agosto, deu-me a mania para jogar Sudoku. Havia um certo entusiasmo por este passatempo por parte de alguns amigos e isso levou-me a também aderir à onda.

E a 'onda galgou a praia' quando, na altura, comprei a revista semanal Sábado que ofertava um livro de Sudoku
[formato 10,5x18 cm, com uma centena de problemas de diversos graus de dificuldade: simples, moderado, complexo e diabólico]
o que me arrastou desde logo para a situação de arranjar os restantes apetrechos necessários
[um lápis Staedtler de mina soft 2B, uma borracha branca hi-polymer e um bom afia-lápis cor de prata]
para o exercício correcto da sudokumania.

Na contracapa do livro pode ler-se:
"Sudoku é um jogo que não vai querer perder.
Vai escrever e apagar muitos números, mas não desista, pois os jogos mais difíceis estão no fim.
Para jogar Sudoku não é preciso gostar de matemática, basta um lápis, uma borracha e pensamento lógico.
Comece por um nível mais fácil e, num instante, estará pronto para desafios cada vez mais diabólicos.
Sudoku é altamente viciante. Milhares de pessoas em todo o mundo já se renderam ao seu poder.
Afinal, os números falam por si."


Então o Sudoku é altamemte viciante?... E ninguém toma uma atitude para acabar com o vício?... E não se fazem umas sessões de esclarecimento para o pessoal viciado?... E onde estão as clínicas de desintoxicação?...
[os sudokuados também são filhos de gente]

E repare-se nesta informação: "milhares de pessoas em todo o mundo...". Mas o que é isto comparado com os 6,6 mil milhões de alminhas que habitam a Terra?
[os gajos não sabem o que dizem, é o que é]

Sei que, naqueles tempos, a mim o Sudoku não viciou muito. E isto porque apenas resolvi dezena e meia de problemas
[dos simples, claro!]
até ao fim do mês seguinte. E arrumei o livro de lado, com as respectivas ferramentas do vício, durante o resto do ano. No ano seguinte nem lhes pus a vista em cima. E apenas voltei a pegar-lhes quando faltavam dois meses e pico para o fim de 2007,
[confesso que não sei para quê]
para, passados uns dias, lá voltar a encostar de novo o material na gaveta.
[ou foi na estante? já não me lembro]

Mas, não sei bem porquê, este ano voltei a interessar-me por este passatempo. Não foi com o tal livro 10,5x18 cm, com uma centena de problemas de diversos graus de dificuldade: simples, moderado, complexo e diabólico,
[é que entretanto perdi-lhe o tino]
mas foi com os problemas publicados nos jornais, nos gratuitos ou no Público quando o compro,
[este traz sempre dois jogos, quase sempre um fácil e outro difícil ou mesmo muito difícil]
o que me tem permitido passar melhor certos tempos mortos das manhãs, quando estou na casa de banho,
[distrai-me do que estou lá a fazer na posição de sentado]
pois que é para isso mesmo que servem os passatempos.

E, pronto, de Sudoku já chega, tá?




[que raio de patarequice, isto só de mim...]

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A teia abandonada


Ainda esta manhã era possível admirar a beleza de toda a teia, pois o orvalho da noite anterior realçava os fios de renda muito fina.

Mas, ao início da tarde, bastaram umas pingas de chuva para o rendilhado começar a ficar desfeito. E, pressentindo que a parte restante também seria danificada, a aranha pirou-se e abandonou a teia, certamente furiosa com a 'tempestade'.

Também eu me pirei do sítio, a remoer: "Que raio de tempo!..."



O esplendor de Portugal


Há cerca de dez anos foi-me oferecido um livro do Lobo Antunes como prenda de aniversário. Logo a seguir à dedicatória foi acrescentada esta nota: "Para leres e depois emprestares!".

Ao longo destes dez anos fiz dezenas e dezenas de tentativas para dar andamento ao pedido daquela nota. Lia quase diariamente antes de me deitar e, ao fim de uma semana, tinha avançado apenas trinta ou quarenta páginas. A leitura obrigava a uma concentração enorme, lia quatro ou cinco páginas e necessitava de voltar atrás para enquadrar novamente uma ou outra personagem, uma ou outra situação. A leitura tornava-se fatigante, incomodativa, frustante. E, por isso, acabava por desistir e punha o livro de lado. Uns meses depois recomeçava a leitura desde a primeira página, mas aqueles procedimentos repetiam-se. E, mais semana menos semana, lá voltava o livro para o descanso da estante por mais uns tempos. E isto durou dez anos!

No fim do ano passado, talvez em Outubro, retomei mais uma vez a leitura do tal livro. Estava entusiasmado pela experiência de, entretanto, ter lido diversas crónicas daquele escritor na revista "Visão" e, então, pensei com os meus botões que seria agora ou nunca. E foi mesmo! Com uma leitura nem sempre diária durante cerca de sete meses, no sistema 'avança umas páginas e volta atrás' para situar o desenvolvimento da acção do livro, consegui chegar ao fim. E gostei de ter chegado ao fim do livro. E gostei de ter lido o livro. E, agora, estava finalmente possibilitado a emprestá-lo...

E, de facto, já o emprestei. O 'meu' livro com o título "O esplendor de Portugal", de António Lobo Antunes, está agora em Barcelona nas mãos do meu filho, que foi quem o ofereceu.

Na 'onda' da leitura daquele livro, comprei este ano outro do Lobo Antunes´: "O meu nome é Legião". Comecei a lê-lo há cerca de cinco meses e já consegui ultrapassar as duzentas páginas, mais de metade. E estou a gostar de o ler.

Do mesmo autor e à espera de vez para serem lidos, ainda tenho os seguintes livros: "As naus", "Que farei quando tudo arde?" e "Livro de crónicas". Mas não sei quando pegarei num deles para o ler. Não sei mesmo!...

domingo, 26 de outubro de 2008

Pelotão das "carecadas"... [1]


Estávamos em Outubro de 1967, no quartel de Tavira. No início do mês tinham chegado várias dezenas de soldados milicianos. Todos eles vinham de outros quartéis onde passaram os seus três primeiros meses do serviço militar obrigatório. Agora preparavam-se para mais três meses de tropa através da formação militar da 'especialidade' que, em função dos resultados dos testes psicotécnicos realizados durante a recruta, fora atribuída a cada um.

A mim e a outros vinte e tal daqueles milicianos, destinados à 'especialidade' de "Reconhecimento e Informação" [ver aqui], coube-nos ser enquadrados num pelotão colocado na 2ª Companhia.

À época, quem chegava de novo ao quartel de Tavira logo era confrontado com uma das suas 'características': a 'invasão' de percevejos nas casernas. E, devido a isso, muitos dos milicianos arrendavam quartos particulares na cidade. Tal era possível pela relativa facilidade com que se obtinha na secretaria da Companhia a licença de 'pernoita fora' e também pelos esquemas, à porta de armas do quartel, de oferta de quartos. Aliás, uma parte da população circundante vivia dos rendimentos que essas rendas proporcionavam, dado que de três em três meses lá apareciam novos inquilinos.

No 'meu' pelotão, constituído por quase trinta 'especialistas', mais de uma dúzia tinha arrendado quartos e, portanto, não dormia no aquartelamento. Todos os dias, após serem cumpridas as actividades dentro do quartel, das quais a última era quase sempre a presença na formatura para o jantar, os 'pernoitas fora' lá se preparavam para a revista da saída, feita pelo oficial de dia: a farda cuidada e vestida a preceito, a boina assente na cabeça e as botas bem engraxadas.


[continua]

Notas:
1.- A minha ideia inicial era colocar o texto completo num 'post', mas, depois, apercebi-me que estava muito extenso. E assim, como não quero contribuir para algum leitor adormecer sobre o computador, resolvi publicá-lo por duas ou três vezes. Daí, a indicação "continua" logo a seguir à foto.
2.- Foto do Quartel da Atalaia - Tavira, obtida na Wikipédia.

sábado, 25 de outubro de 2008

Entrada livre


Até agora a possibilidade de fazer comentários neste blogue apenas era permitida a quem estivesse registado. E, por isso, esta situação era impeditiva de alguns amigos deixarem aqui as suas palavras, devido ao facto de não terem feito o seu registo em qualquer servidor.

Mas, a partir de hoje, as coisas estão mudadas, quem quiser pode deixar o seu comentário.

Agora, a entrada é livre!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Morreu um poeta!


Através de uma notícia do jornal Público, soube da morte em 31/08 do poeta Joaquim Castro Caldas.

E lembrei-me das "segundas-feiras da poesia" no Pinguim Café, já lá vão muitos anos, e do que escrevi aqui no ano passado.

Que esteja em paz!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

'Cuato' anos!


- Hoje fazes anos?
- Faço.
- Quantos anos fazes?
- Cuato!



Adenda:
O título e o texto originais foram alterados de "catro" para "cuato". Isto porque, após recentes testes de sonoridade, cheguei à conclusão que aquela expressão traduz melhor o que diz o Tiago.
E ao Tiago as minhas desculpas, tá?
o2-Nov-2008


terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lamego... ainda!


Mas de Lamego não veio apenas a imagem publicada no post anterior. E a ideia de registar aquela foto num post foi para salientar a comemoração feita em 1993 dos 850 anos do Tratado de Zamora.

Aliás, de Lamego vieram muitas fotos. E difícil mesmo foi a escolha das que podem retratar a cidade onde passeei com agrado. Aqui ficam algumas.














Lamego


Um dos sítios por onde andei nos fins de Maio foi em Lamego. E, após ter chegado à parte alta da cidade, umas das primeiras coisas que me chamou a atenção foi o monumento retratado na foto, onde se pode ler:

850 ANOS
DO TRATADO DE ZAMORA
1143 - 1993

De regresso de Zamora aonde, em Setembro de 1143, assinou o tratado da independência de Portugal, o rei D. Afonso Henriques passou no mesmo mês pela cidade de Lamego e aqui reuniu a sua cúria na Igreja de Almacave.


sábado, 16 de agosto de 2008

Peso da Régua



Quem chega a Peso da Régua pode observar esta imagem junto ao Rio Douro.



Ou esta, debaixo do viaduto rodoviário que serve a auto-estrada.

Douro... lindo!


Quem vai de Mesão Frio para Barqueiros pode passar por um miradouro, junto de uma capela da qual não fixei o nome, e daí observar esta paisagem do Douro.

Mesão Frio


Quase todas as localidades têm uma praça e um pelourinho.

Mesão Frio não foge à regra e tem o seu pelourinho situado na... Praça do Pelourinho, claro!


quinta-feira, 24 de julho de 2008

'Maré negra' em Sines


Na semana passada, ainda no Porto, apercebi-me de uma notícia na televisão que me chamou a atenção. Dizia respeito a uma 'maré negra' na zona de Sines. E, na altura, falava ao telefone um responsável do porto de Sines que informava ter-se tratado de um pequeno incidente no terminal petroleiro. Mas também garantia que tinham sido tomadas as medidas necessárias para evitar a poluição das praias daquela área.

Há três dias, e já instalados em V. N. Santo André desde a tarde de domingo passado, fomos até à praia [eu, a cara-metade, os dois netos mais velhos e o pai deles]. E optámos pela praia que mais vezes utilizámos na costa alentejana. Trata-se de uma pequena praia situada mesmo em frente ao restaurante do Luís, a sul de São Torpes e imediatamente antes da praia de Morgavel. E não é que, passados alguns minutos de andarmos à borda do mar, na quebra das ondas, começámos a topar as plantas dos nossos pés com... manchas de alcatrão! E, depois, à saída da praia, foram os chinelos ou as sandálias que também ficaram 'lindos' com as nódoas negras...[porque, como toda a gente sabe, aquelas manchas apenas desaparecem com diluente - a popular 'aguarrás'].

Há cerca vinte anos que venho para estas bandas [e digo 'estas' porque estou a mandar este texto para a blogosfera a partir de V.N. Santo André] e, por isso, conheço diversas praias daqui: Lagoa de Santo André, Carretas [ou Monte Velho], Areias Brancas, Sines, São Torpes, Morgavel, Oliveirinha e outras mais até Porto Covo. E, que me recorde, foi esta a primeira vez que os meus pés ficaram com aspecto de dálmatas...

E, então, que hei-de fazer?... Acho que vou mandar a factura do diluente para a Administração do Porto de Sines, com a indicação do NIB, a fim de ser ressarcido daquela despesa. Ah pois vou!...

domingo, 20 de julho de 2008

Porto de Rei [Douro]


No fim de Maio passado, andei uns dias pela região do Douro vinhateiro, mais concretamente por sítios de Mesão Frio, Peso da Régua e Lamego.

Não fui à procura de vinhos [mas, ao almoço, não deixei de experimentar alguns vinhos da região]. Fui, antes, à descoberta daquela zona do Douro. E, como ponto de partida para as saídas diárias, aproveitei o turismo em espaço rural proporcionado pela Quinta da Boa Passagem, localizada no lugar de Porto de Rei, perto do apeadeiro da CP. Das três casas existentes naquele espaço, fiquei instalado na Casa da Linha, assim designada por estar situada mesmo junto da linha de comboio.

Uma das primeiras imagens que registei, após ter arrumado a bagagem na casa e ter ido até ao ancoradouro pertencente ao espaço, foi o curso do rio Douro ali mesmo ao lado. Até deu vontade de meter os pés na água... E, noutra altura e com outro enquadramento, consegui captar na objectiva um barco de cruzeiro que descia o rio. Foram, por isso, e no seu conjunto, duas das boas impressões que vieram comigo.

Outro registo do sítio que me ficou marcado, desta feita pela negativa, foi o estado de abandono da antiga estação da CP com o nome daquele lugar e que funcionou até há uns anos ao lado do actual apeadeiro. E, nos dias seguintes, acabei por verificar a mesma degradação nas estações de Barqueiros e Caldas de Moledo, em direcção a Peso da Régua. Já tinha conhecimento, através da comunicação social, do abandono que a CP decidiu há tempos em relação a várias estações da linha do Douro, mas uma coisa é ler-se nos jornais, outra coisa mais chocante é ver-se ao vivo e a cores 'negras'...

E, apesar das condições irrregulares de tempo que apanhei, com chuva em certas alturas, céu enublado noutras e umas abertas de sol aqui e ali, gostei do sítio.





sábado, 19 de julho de 2008

A minha 'tropa' [1]



Guiné -> Out.68 a Dez.70 -> 26 meses [1]



Há cerca de três meses, vi na televisão parte de uma reportagem desenrolada em Guidage, no norte da Guiné, a respeito da identificação, para posterior trasladação, dos restos mortais de soldados que no início dos anos 70, devido a situações dramáticas vividas lá na altura da guerra colonial, tiveram de ser sepultados naquela zona [procedimento ao arrepio do que era normal, ou seja, o envio dos corpos para a metrópole e a sua entrega aos familiares].

Lembrei-me, então, que estive na Guiné durante 26 meses da minha 'tropa', e que dois ou três deles foram passados naquela povoação. Recordei também algumas das peripécias que lá vivi ou presenciei. E recordei ainda a boa sorte que me acompanhou durante todo aquele tempo.

Cheguei a Bissau em finais de Outubro/68, após uma viagem de uma semana a bordo do "Uíge". Na época, este navio de passageiros estava requisitado para o transporte de tropas destinadas ao Ultramar e, por isso, seguiam a bordo mais de dois mil militares. E, destes, a grande maioria era constituída por soldados rasos que viajaram nos porões em péssimas condições.

O 'meu' grupo viajou em camarotes e era constituído por vinte e poucos furrieis milicianos das "Informações", especialidade que tínhamos tirado juntos em Tavira no fim do ano anterior. Fomos todos mobilizados em rendição individual para a Guiné [numa altura em que já estávamos esperançados de não ir para o Ultramar, visto que um mês depois outra 'fornada' de milicianos terminaria a especialidade].

Como aquele navio era de grande calado, teve de ficar ao largo do porto de Bissau. O transporte das tropas para o cais foi feito em barcaças. A meio da tarde, o 'meu' grupo chegou ao cais, todos vestidos com fardas de camuflado, novas a estrear, compradas umas semanas antes no Casão Militar. [E, por causa dessas fardas novas, os militares chegados pela primeira vez à Guiné eram apelidados de 'periquitos'].

Fomos, então, os vinte e tal, distribuídos por viaturas Unimog e GMC [viaturas militares de caixa aberta e banco corrido ao centro] a caminho do Quartel General. A mim e a mais cinco, calhou o transporte numa 'velhinha' GMC. A meio do trajecto, a 'nossa' viatura avariou e... nem para a frente, nem para trás. O soldado que a conduzia apanhou uma boleia e foi ao QG arranjar outro meio de transporte, enquanto nós, os seis 'periquitos', ficámos à espera, sentados no banco central da 'gê-éme-cê'.

Entretanto, o tempo ia passando e... nada! O transporte alternativo tardava. E o tempo continuava a passar. Eram mais ou menos seis da tarde e... de repente, anoiteceu! E nós, os 'periquitos', acabados de chegar a Bissau, sentados na GMC, às escuras numa estrada sem luz, estávamos ali todos 'cagadinhos' de medo. Olhávamos em redor e apenas conseguíamos vislumbrar vultos a passar a pé ao lado da viatura. Seriam 'turras'?...[designação dada aos combatentes das forças de libertação que o regime salazarista chamavava de terroristas].

Após duas horas e tal de espera, finalmente chegou o condutor com outra viatura. E, já noite feita, lá nos conduziu ao QG.

Mas, daqueles 'caguefes' e de algumas cuecas borradas, já ninguém nos livrou!


Nota: De vez em quando, hão-de aparecer aqui textos subordinados ao tema da minha 'tropa'.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Nasceu hoje!


Eram 20:15 quando chegou a Maria Gabriela. Do seu registo consta que chegou bem e que veio com 2,5 kgs e 47 cm. E é muito bonita!

É a segunda filha da Susana e do Zé Maria. E é a maninha da Maria Francisca.

Aos pais, os meus parabéns!


Nota:
- A Maria Gabriela, a Maria Francisca, o Tiago e a Sara são, por ordem crescente de idades, os meus netos.

domingo, 13 de julho de 2008

Tretas de ténis [12]


Consegui! E, para mim, foi a primeira vez!

Finalmente, consegui ganhar um torneio incluído no calendário da Federação Portuguesa de Ténis. Tratou-se da edição deste ano do Torneio 'Os Marnotos', organizado pelo Clube de Ténis de Aveiro e integrado no Circuito Solverde, que decorreu de 11 a 13 de Julho.

A vitória foi alcançada na modalidade de singulares, no escalão +55 anos, tendo jogado hoje a final com um tenista do C.T. Vila Real de Santo António.

E, para registo, aqui fica a foto do troféu de vencedor.


sábado, 12 de julho de 2008

Olá!



Olá a todos!

Já lá vão quase dois meses e isto por aqui tem andado pelas ruas da amargura. Ou seja, a produção de escrita do bloguista cá do sítio atingiu o limite crítico do zero, tal qual as águas das albufeiras em tempo de grande seca. E se não tivessem sido os meus amigos da blogosfera a dar alguma animação a este blogue com os seus comentários durante as últimas semanas, creio que este espaço estaria já assaltado pelos 'okupas', como faziam e ainda fazem com as casas abandonadas.

Isto são 'pases podidas' [... que forma estranha de pronunciar os 'efes'!] de preguicite aguda que chegam, instalam-se 'à grande e à francesa' e depois... vão-se embora. E, pelos vistos, o ataque mais recente desta 'doencite' está mesmo no fim. E, valha a verdade, já não era sem tempo!

Tenho andado por aí. A viver a vida da maneira possível em tempos de crise. A entreter-me com os netos. A encontrar-me com amigos. A jogar ténis, quando arranjo parceiros ou nos torneios em que me increvo. A viajar, com suporte no turismo de habitação, à descoberta de sítios do Douro e da Beira, e acerca dos quais falarei aqui nos próximos dias. Tenho, por isso, andado por aí...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Amizade... com selo!




Fui distinguido pela pin gente com o selo da amizade. Fiquei surpreendido ao sabê-lo. E estou sensibilizado porque se trata de uma boa amiga.

Parece que deveria nomear dez bloguistas. Mas vou 'furar' as regras. E, assim, atribuo o selo da amizade aos bloguistas que por aqui passaram ou venham a passar. A todos!

domingo, 27 de abril de 2008

Tretas de ténis [11]


Não vou aqui falar do Estoril Open. E porquê? Porque já toda a gente sabe que a Maria Kirilenko e o Roger Federer foram os vencedores deste ano. Certo?

Hoje apetece-me contar uma parábola. E que começa como todas as histórias começam. Então, aqui vai.

Era uma vez um restaurante, mais ou menos conhecido pelas suas ementas simples. Aos sábados e domingos, a refeição do dia era a "omeleta de camarão à moda da casa". Tratava-se de um prato muito apreciado pelos clientes habituais.

A meio da manhã daquela sexta-feira, o cozinheiro estava a verificar a qualidade e a frescura dos ingredientes, ovos e camarões, antes de os armazenar na arca frigorífica para utilização no dia seguinte. Às tantas, de repente, chegou à cozinha o dono do restaurante, esbaforido, a berrar:
- Ó chefe, não temos fogões pr'amanhã!
- O quê?...
- É o que lhe estou a dizer! Também eu fiquei assarapantado!
- Mas o que foi que aconteceu?
- Chegou um tipo do tribunal p'ra executar uma penhora feita pelos gajos do leasing.
- Uma penhora?... Porquê?
- Ora, porquê!... Porque há mais de meio ano que não pago as prestações.
- Ó patrão, se é assim, então o melhor que tem a fazer é 'cancelar' o restaurante, não é?
- Nem pense nisso! O que vou fazer já é dizer aos clientes p'ra voltarem daqui a uma semana, porque nessa altura já devo ter solucionado o problema dos fogões.
- Ó patrão, mas...
- Ó chefe, agora não há mas nem meio mas... Vou fazer como lhe disse e...pronto!

E a parábola termina aqui.

À primeira vista, este texto parece que nada tem a ver com ténis. Por isso, a quem assim o entender, sugiro para adapatá-lo a um torneio de ténis em que as funções do juíz-árbitro correspondem ao trabalho do cozinheiro.

E, a quem aqui comentar a história mais imaginativa, terei o gosto de atribuir o prémio mais importante deste blogue: a 'treta' dourada!...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Que raio de tempo!



Olho pela janela, para o eixo poente/norte, através da objectiva da máquina fotográfica. Mais perto do olhar, do lado direiro, um edifício de dois pisos no início da 'minha' rua, em recuperação há alguns meses. No plano seguinte, árvores que quase tapam o asfalto da VCI, no sentido Arrábida/Freixo, em direcção ao nó das Antas. E logo a seguir, mais ou menos no centro da imagem e meio escondido pelo arvoredo, mais um pedaço de asfalto, a curvar para a direita, a caminho da A3 ou de outros destinos. Lá ao fundo, enquadrados por um poste de iluminação da auto-estrada e por torres de telecomunicações, ainda se conseguem destacar dois edifícios da Faculdade de Engenharia. E, no horizonte, o objectivo principal deste olhar: o céu cinzento, carregado de chuva...

Que raio de tempo!

domingo, 6 de abril de 2008

Tretas de ténis [10]


Estou novamente em Santo André. Cheguei na sexta-feira à noite, com a minha mulher e os dois netos mais crescidos, e dentro de uma hora vou regressar ao Porto.

Desta vez, vim com o objectivo principal de jogar no torneio de ténis, com início ontem e termo hoje, comemorativo dos 25 anos do Clube de Ténis de Santo André. E, claro, para conviver com os meus amigos de cá, todos eles tenistas 'profissionais'.

Aos dirigentes, funcionários e sócios do clube [e eu incluo-me neste último grupo], os meus votos para que estejamos cá todos para comemorar as bodas de ouro do CTSA.

Aqui fica, pois, este 'post' para registar o 25º aniversário do CTSA.



Nota: Foto do pólo oferecido aos jogadores do torneio.

sábado, 29 de março de 2008

Meia-idade?...


Meia-idade!... O que significa isso?

No dicionário que temos cá em casa [Dic. Editora 2003], define-se meia-idade como a idade dos quarenta aos cinquenta anos. Logo, se considerarmos que a meia-idade corresponde a metade da vida, então isso significaria que, em termos médios, as pessoas estariam a viver até aos 80 ou 100 anos.

Ora, isto parece não corresponder à realidade, pois que, de acordo com dados de 2001, em Portugal a esperança de vida à nascença era de 74 anos para os homens e de 79 anos para as mulheres. Parece, pois, que a meia-idade poderia ser definida como a idade entre os trinta e cinco e os quarenta anos.

E, tendo em consideração estes limites, isso significa que o meu 'rapaz' vai entrar este ano na meia-idade. Que lindo! [Eh pá, se ele lê isto, estou 'frito'...].

Mas, com aqueles limites ou com estes, significa que, em qualquer dos casos, já ultrapassei a fase da meia-idade. E isso quer dizer que já faço parte da terceira idade?...




Nota: Imagem obtida na página do Clix.

Não gostei...


...
- Sabe, o problema é que a sua mulher é doida!
...

Aquela palavra atingiu-me com violência, como um soco forte dado em cheio no meu estômago. Não pela palavra em si, mas pelo modo como foi proferida. Não estava a contar com uma palavra atirada daquela forma dura, brutal. Fui apanhado desprevenido, já que a conversa estava a decorrer em tom ameno, normal, idêntico a tantas outras ocasiões. E a meu ver nada justificava aquele tom de voz. E muito menos por quem o proferiu. E até porque o tema da conversa não era a minha mulher. E que, por isso, me magoou... muito!

E, ainda pior, foi o que se seguiu. Por não ter dado azo a ouvir mais fosse o que fosse de quem teve a insensatez de dizer aquilo. Por não ter querido ouvir mais nada, seguiu-se a atitude de quem não hesitou em utilizar a vingança, o revanchismo. De quem não hesitou em manifestar o seu poder maternal de forma incorrecta. De quem não hesitou em se aproveitar dos filhos como 'arma' para ferir. E que, por isso, me magoou... ainda mais!

E não gostei! Não gostei mesmo nada!...

domingo, 23 de março de 2008

Internet


Estou em Vila Nova de Santo André, perto de Sines. Desde quinta-feira passada. Aqui, em casa, não tenho ligação fixa à internet.

E, se isto se passasse há poucas semanas, não estaria a fazer o que estou a fazer agora. Ou então teria de recorrer ao apoio de algum amigo ou de um estabelecimento próprio.

Agora, já posso andar aos 'saltos' pelo país fora que tenho sempre um Kanguru comigo. Sem saltos de canguru. Mas com ligação móvel à internet em banda larga.

Agora, tenho um modem da Kanguru. Não sei se é melhor ou pior que outros serviços móveis de banda larga. Mas sei que estou satisfeito. Sem publicidade.


Tretas de ténis [9]


Há mais de meio ano que não escrevo qualquer treta acerca de ténis. Trata-se de uma rubrica que teve o seu começo em Março do ano passado, com o intuito de publicar um 'post' por semana. Mas, entretanto, resolvi alterar essa 'obrigação'. E isso significa escrever coisas acerca do ténis sem periodicidade, apenas de vez em quando... e quando entender que há algo de interesse.

E, como disse no primeiro 'post' desta rubrica, gosto de ver ténis, e, acima de tudo, gosto de jogar. Mas também gosto de falar de ténis e de me envolver em actividades relacionadas com este desporto.

Desde o início do mês passado, decidi voltar a desempenhar as funções de juíz-árbitro em torneios de ténis [em 2007, por opção própria, estive inactivo dessas tarefas].

E foi durante um torneio em Barcelos, por informação de um jogador do escalão de seniores, que tive conhecimento de mais uma página web, portuguesa, dedicada ao ténis. Com notícias actualizadas diariamente. E que considero uma página muito interessante para os adeptos do ténis. Aqui fica o endereço: http://www.bolamarela.com.

Por agora, este 'post' fica por aqui.

Até à próxima.


sábado, 22 de março de 2008

O outro lado



No próximo sábado, dia 29/03, às 22:00, o Pedro Branco vai actuar no Porto. Vai apresentar um espectáculo de música e poemas.

Não conheço o Pedro Branco. Nem a sua obra. Mas há cerca de um mês e meio fui 'avisado' pela pin gente para este espectáculo.

Já reservei bilhetes e vou lá estar.

E tu, também vais?