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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lenda do rio Lethes


[o rio do Esquecimento]




Comandadas por Decius Junius Brutus, as hostes romanas atingiram a margem esquerda do Lima no ano 135 a.C.
A beleza do lugar as fez julgarem-se perante o lendário rio Lethes, que apagava todas as lembranças da memória de quem o atravessasse.
Os soldados negaram-se a atravessá-lo. Então, o comandante passou e, da outra margem, chamou a cada soldado pelo seu nome. Assim lhes provou não ser esse o rio do Esquecimento.





 Nota: O texto foi retirado da placa da evocação inaugurada em Junho/2009, junto à ponte antiga sobre o rio Lima.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

À procura de uma ribeira…




Em viagens pelo Portugal desconhecido, aparecem-nos por vezes situações ou casos inesperados. Isto vem a propósito do que me aconteceu há cerca de quatro anos.

Numa altura que estava de férias perto de Sines, meti-me no carro e resolvi ir à procura da Ribeira de Moinhos, que, de acordo com as indicações na estrada, fica a cerca de 3 km da cidade.

Por falta de placas de orientação a partir de certa altura ou por erro de navegação da minha parte, o certo é que não encontrei a ribeira ou não me apercebi da sua existência. Sei que, após ter passado um pinhal e ter entrado sem saber nos terrenos da Herdade da Jardoa, acabei por encontrar uma ermida, no meio de uma clareira.

Estava referenciada como Ermida de S. Bartolomeu. Todo o seu aspecto exterior, bem como o estado do terreno envolvente, indiciavam um pouco de abandono ou de desleixo. Não encontrei alguém para saber alguma coisa daquele sítio [embora não seja um fã de locais de culto religioso ou afins, gosto de ficar com informações dos locais por onde passo, até porque “o saber não ocupa lugar”, como diz o povo].

Para isso, fui à internet e consultei a página do município de Sines, de onde retirei este texto:


ERMIDA DE S. BARTOLOMEU
Construída pelos frades da Ordem de Santiago cumprindo, admite-se, ordens de Dom Pedro I (século XIV). Torna-se destino de peregrinação, com destaque para os profissionais dos curtumes, uma vez que Bartolomeu é o patrono dos ofícios que lidam com objectos cortantes. Dessa peregrinação especializada são testemunho as pedras de amolar incrustadas nas paredes do edifício.
Em 1517, de visita a Sines, Dom Jorge de Lencastre, comendador da Ordem de Santiago, passa pela ermida e determina que se proceda à recuperação da cobertura.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o edifício passa para a posse de particulares e entra em ruína.
Será a família Montes Palma que na década de 60 salva o monumento. Na década de 70, os terrenos da ermida são expropriados. A igreja chega a ser usada para habitação. Por iniciativa do padre José Martins, o edifício é recuperado para a posse da paróquia.
Em 23 de Setembro de 2001 é inaugurado o restauro realizado no âmbito do protocolo entre a Câmara Municipal de Sines e a Diocese de Beja.
Indisponível para visita ao interior.


Também gosto de fotografar os sítios por onde passo. Assim, aqui fica o registo daquele local através de algumas das fotos obtidas na altura.








Nota: O link para aquela informação no site do município de Sines é o seguinte:
http://www.sines.pt/PT/Concelho/patrimonioarquitectonico/outrostemplos/Paginas/default.aspx

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O homem também dispõe…




Aquela massa enorme de pedra, com o peso de várias toneladas, rolava pela serra abaixo, sem controlo e sem destino determinado. Com a velocidade cada vez mais acelerada pela descida, o mais certo é que esmagaria tudo durante a sua marcha vertiginosa até parar, por efeito da inércia, no vale imenso, lá no fundo do declive.

Mas o homem também dispõe [não é só Deus…]. E se o homem pensou, neste caso [melhor?] o fez. Como?... De uma forma simples, creio eu. Com o objectivo de tirar proveito do dois em um, travou a descida do enorme pedregulho com aquela construção e aproveitou para ter uma casa de férias na serra. Ou, visto de outra perspectiva, construiu uma casa de férias na serra e, com isso, colocou um calço para travar a marcha do penedo.

Qual terá sido o verdadeiro motivo?








P.S.: Aproveito para colocar uma questão à Lurdes e ao Amadeu [não os conheço, mas, pelos vistos, estiveram aqui em 10/10/1999]: ainda estais juntos? E de mão dada?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Claridade...


Entre dois lanços de degraus, senti-me fascinado por todo o espaço da escadaria e pela intensidade da claridade que a cor das paredes e a luz exterior produziam naquele sítio e naquele momento.








Nota:
Fotos obtidas no mês passado na Pousada de Viseu, durante o DeRose Festival 2011.

sábado, 20 de novembro de 2010

Safári ... no Alentejo!


Durante o trajecto da viatura no safári do Badoca Park, pode-se avistar diversas espécies de animais: avestruzes, gnus, orixes, cabras de leque, zebras, girafas, etc. Até parece que se trata de um safári africano.










Mas no Badoca Safari Park, que se situa no IC33, entre Santiago do Cacém e Sines, há outros motivos de interesse a motivar a ida até lá. Para informações, consultar o site respectivo aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

S. Leonardo de Galafura [2]


Daqui de cima a paisagem é extraordinária: em frente, o Rio Douro e os vinhedos em socalcos ao longo das margens.

domingo, 21 de março de 2010

Não és nada "lontra"!



Estava ali a pensar com os meus botões que não te mexias muito, que eras uma "lontra". Afinal enganei-me. E até nadas bem!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Solar dos Cerveiras: turismo de habitação


Gosto de fazer turismo de habitação. E um dos sítios que mais apreciei até hoje foi o Solar dos Cerveiras, situado em Mesquitela, concelho de Celorico da Beira, junto do Parque Natural da Serra da Estrela.

Através da página www.solardoscerveiras.com pode-se obter informação completa acerca daquele espaço. Ao jeito de apresentação, aqui ficam três registos do edifício principal.






sábado, 18 de abril de 2009

Antes que te magoes...






Parece que és do tamanho das árvores lá ao fundo. Mas toma cuidado, não te ponhas a pregar aos ventos que te sacodem que já és grande. É que a perspectiva em que te encontras é bastante enganadora. Antes que te magoes, desce à terra!...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aconteceu em Hyde Park






Era Verão. O tempo estava soalheiro, com temperatura amena. E as milhares de pessoas que circulavam naquele fim de tarde de sábado pelo Hyde Park, em Londres, certamente que desfrutavam daquele sítio de modos diversos. Umas passeavam pelos caminhos longos do parque, outras jogavam à bola ou piquenicavam nos relvados bem tratados. Mais umas quantas, a maior parte jovens, deitadas na relva, davam largas aos seus sentimentos através de abraços e beijos. E outras ainda deambulavam pelo espaço do Speaker's Corner, à espera de oradores.

E é naquele espaço que a cena se desenrola. Um homem, quarentão, talvez a rondar por metro e oitenta de altura, com bom aspecto físico, caminha em direcção à referida zona, sem pressas. Traz consigo, debaixo do braço, um pequeno escadote metálico. A certa altura, pára, assenta os pés do escadote no chão, abre os seus três degraus e sobe-os até ao topo. E, então, começa a falar, a tentar captar ouvintes.

No início, a sua audiência resumia-se a um casal de meia idade. Mas, com o correr dos minutos e o interesse do tema, já duas dezenas de pessoas rodeavam o orador. E este falava, com entusiasmo, dos casamentos entre mulheres e homens. Convicto, afirmava ser adepto incondicional deste tipo de casamentos e, por isso, expunha os seus argumentos quanto às virtudes e propósitos dos mesmos, dando até como testemunho a felicidade que sentia com o seu próprio matrimónio que durava há mais de vinte anos. Diria, depois, não dar valor aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo [casamentos entre aspas, ironizava ele] e que parecia estarem agora muito na moda.

É nessa altura que alguém da assistência se manifesta. Trata-se de uma mulher de estatura média, quarentona quase a passar para o nível seguinte, com um rosto redondo, agradável à vista, e um corpo onde se nota que a cintura alinhou com os ombros e com as ancas. Estava de mão dada com outra. Esta era um pouco mais alta, talvez com quarenta feitos há pouco, de rosto giro e um corpo bem torneado nas suas curvas. Pelo jeito da mão dada e pelas carícias que ali já se proporcionaram uma à outra, poder-se-ia afirmar, sem medo de errar, que estas duas mulheres são lésbicas.

Dirigindo-se ao orador, a primeira delas refere, então, que aquilo tudo que ele tinha dito não passavam de balelas sem qualquer sentido. E adianta que foi casada com o pai dos seus dois filhos durante vinte anos, mas que, apesar disso, não guardava boas recordações desse tempo. Agora, e desde há cinco anos, está a viver uma nova relação com a sua companheira e sente-se feliz como antes nunca tinha sido. Apanhando a deixa, a outra decide também dizer alguma coisa. Afirma que casou aos vinte e três anos com um homem, mas que o casamento não chegou à dezena de aniversários, devido a razões várias que, agora e ali, não vinham ao caso. Diz ainda que não teve filhos, ao contrário da sua companheira, mas que, como ela, também não fôra feliz com o primeiro casamento. Adianta que agora sim, que encontrou a felicidade com este novo amor. E remata dizendo que a relação com a actual companheira é para durar.

O homem, de pé no cimo do escadote, ouve-as durante aqueles minutos sem as interromper. Mas, logo que a mais nova parou de falar, aponta um dedo indicador na direcção das duas amigas e diz-lhes, em tom trocista:

- Quereis saber porque razão os vossos casamentos anteriores falharam?... Foi porque vocês não casaram comigo. Com umas boas quecas vocês não teriam acabado com os vossos casamentos...

As duas companheiras resolvem não ouvir mais. Rodopiam nos calcanhares e vão-se embora, mas, antes, a mais velha ainda resmunga em volta alta:

- Vai-te foder!...




Nota: A imagem acima foi obtida na Wikipédia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Serra amarela


Em Junho seria mais habitual não encontrar a serra com aqueles tons de amarelo. Mas foi isso que encontrámos no Verão passado no Parque Natural da Serra da Estrela.

Durante um percurso no PNSE, feito em viaturas de todo-o-terreno, fomos surpreendidos com muitas zonas ainda cobertas com a cor amarela das maias. Aqui ficam dois dos registos obtidos na altura.





Nota:
Na primeira quinzena de Junho passado, eu e alguns amigos do ténis, aqui do Porto, com as famílias [no total éramos quase 20 pessoas], fomos de malas aviadas até Mesquitela, no concelho de Celorico da Beira. E com base no turismo de habitação proporcionado pelo Solar dos Cerveiras [www.solardoscerveiras.com], lá andamos durante cinco dias e quatro noites por terras daquela região.
Aquele percurso fez parte do nosso passeio em grupo e foi organizado por uma empresa de animação turística com sede na Guarda: a Universo TT [www.universott.pt].

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lamego... ainda!


Mas de Lamego não veio apenas a imagem publicada no post anterior. E a ideia de registar aquela foto num post foi para salientar a comemoração feita em 1993 dos 850 anos do Tratado de Zamora.

Aliás, de Lamego vieram muitas fotos. E difícil mesmo foi a escolha das que podem retratar a cidade onde passeei com agrado. Aqui ficam algumas.














Lamego


Um dos sítios por onde andei nos fins de Maio foi em Lamego. E, após ter chegado à parte alta da cidade, umas das primeiras coisas que me chamou a atenção foi o monumento retratado na foto, onde se pode ler:

850 ANOS
DO TRATADO DE ZAMORA
1143 - 1993

De regresso de Zamora aonde, em Setembro de 1143, assinou o tratado da independência de Portugal, o rei D. Afonso Henriques passou no mesmo mês pela cidade de Lamego e aqui reuniu a sua cúria na Igreja de Almacave.


sábado, 16 de agosto de 2008

Peso da Régua



Quem chega a Peso da Régua pode observar esta imagem junto ao Rio Douro.



Ou esta, debaixo do viaduto rodoviário que serve a auto-estrada.

Douro... lindo!


Quem vai de Mesão Frio para Barqueiros pode passar por um miradouro, junto de uma capela da qual não fixei o nome, e daí observar esta paisagem do Douro.

Mesão Frio


Quase todas as localidades têm uma praça e um pelourinho.

Mesão Frio não foge à regra e tem o seu pelourinho situado na... Praça do Pelourinho, claro!


domingo, 20 de julho de 2008

Porto de Rei [Douro]


No fim de Maio passado, andei uns dias pela região do Douro vinhateiro, mais concretamente por sítios de Mesão Frio, Peso da Régua e Lamego.

Não fui à procura de vinhos [mas, ao almoço, não deixei de experimentar alguns vinhos da região]. Fui, antes, à descoberta daquela zona do Douro. E, como ponto de partida para as saídas diárias, aproveitei o turismo em espaço rural proporcionado pela Quinta da Boa Passagem, localizada no lugar de Porto de Rei, perto do apeadeiro da CP. Das três casas existentes naquele espaço, fiquei instalado na Casa da Linha, assim designada por estar situada mesmo junto da linha de comboio.

Uma das primeiras imagens que registei, após ter arrumado a bagagem na casa e ter ido até ao ancoradouro pertencente ao espaço, foi o curso do rio Douro ali mesmo ao lado. Até deu vontade de meter os pés na água... E, noutra altura e com outro enquadramento, consegui captar na objectiva um barco de cruzeiro que descia o rio. Foram, por isso, e no seu conjunto, duas das boas impressões que vieram comigo.

Outro registo do sítio que me ficou marcado, desta feita pela negativa, foi o estado de abandono da antiga estação da CP com o nome daquele lugar e que funcionou até há uns anos ao lado do actual apeadeiro. E, nos dias seguintes, acabei por verificar a mesma degradação nas estações de Barqueiros e Caldas de Moledo, em direcção a Peso da Régua. Já tinha conhecimento, através da comunicação social, do abandono que a CP decidiu há tempos em relação a várias estações da linha do Douro, mas uma coisa é ler-se nos jornais, outra coisa mais chocante é ver-se ao vivo e a cores 'negras'...

E, apesar das condições irrregulares de tempo que apanhei, com chuva em certas alturas, céu enublado noutras e umas abertas de sol aqui e ali, gostei do sítio.





quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Postal de Natal


A mulher está sentada no chão, no passeio largo. Debaixo de si tem uma manta velha, para se proteger do frio do cimento e do fim do Outono. As roupas que tem sobre o corpo são escuras, já muito gastas pelo uso. Logo atrás dela, a parede em pedra, escurecida pelo tempo, de um edifício que iguala em altura todos os outros à sua volta. Umas dezenas de metros para a sua esquerda situam-se uma cafetaria e chocolataria da Farggi e um dos restaurantes da cadeia Hard Rock Café, e ao redor da praça há outras lojas de marcas conhecidas em quase todo o mundo.

Aquela mulher não tem a metade inferior das duas pernas, notam-se bem as cicatrizes da amputação, em ambos os ‘cotos’, na zona onde antes estariam os joelhos. Tem o tronco um pouco inclinado para a frente, a cabeça cabisbaixa, o braço direito estendido em direcção a quem passa, a palma da mão virada para cima em forma de concha. Está a pedir, mas não fala.

Quase defronte da pedinte, à distância de dois passos, estão dois miúdos asiáticos, de sete ou oito anos. Vestem roupas adequadas para a época do ano e trazem mochilas às costas. Estão parados, também não falam, apenas olham a mulher. E continuam naquela posição de expectadores, durante vários minutos.

O que levou aquelas duas crianças a ficarem ali, especadas, a observar?... Terá sido a deficiência física da mulher? Ou a sua atitude de pedinte? Ou ambas as coisas?... E em que pensam, enquanto olham?


Nota: Surpreendi este postal de Natal na Plaça de Catalunya, em Barcelona, quase ao findar a tarde de hoje, 6ª feira. Mas idêntico instantâneo poderia ser obtido em qualquer outro lado do mundo e em qualquer outra altura do ano. Porque o Natal também é feito de coisas menos boas. Porque o Natal é sempre que os homens querem. Quase sempre mal!...

Barcelona, 14/12/2007

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Passeio até Colares


Domingo, são quase duas horas da tarde. Almoço na churrasqueira Pizza na Brasa, no bairro do Restelo. Duas das mesas da esplanada para nós. Somos quatro: eu, a minha mulher e um casal nosso amigo, em casa de quem ficámos a noite passada. Da ementa, a escolha recaiu em febrinhas e entremeada, tudo bem grelhado. E saboroso, também.

Após a refeição, passeio até Colares. No carro dos nossos amigos. Isto porque, além de conhecerem o caminho certo até lá, evita-se mais um ‘desvio de rota’ como nos aconteceu ontem de manhã quando chegámos a Lisboa.

Chegados a Colares, parámos. Na berma da estrada, fomos encontrar ‘bancas’ de venda de hortaliças e frutas. E também chás e mel. Mas o que mais chamou a minha atenção, numa das tendas, foi uma dezena de pequenos sacos de sarja com batatas: vários tamanhos e diversas qualidades. À escolha do freguês!

Ao fim da tarde, regresso ao Restelo. É tempo de carregar as nossas bagagens. E das despedidas.

A caminho de Santo André!

sábado, 21 de abril de 2007

Viagem para sul


Sábado, sete e meia da manhã. Saímos de casa em direcção a Lisboa. Hoje conseguimos sair cedo, ao contrário do que é habitual. Das outras vezes mais recentes, o que tinha sido planeado no dia anterior nunca foi cumprido na manhã seguinte. Era do género “Vamos sair às sete, ok?” e, depois, no dia da partida, eram quase dez horas e ainda estávamos a meter as bagagens na mala do carro...

O planeamento da viagem foi do tipo ‘dois-em-um’ e mais tarde alargado para ‘três-em-um’. Isto é, uma reunião em Lisboa das antigas alunas do Colégio S. José de Cluny [onde a minha mulher estudou em Luanda] e o festejo de um aniversário com um casal de amigos que residem na zona do Restelo, foram os dois pretextos iniciais. Mas foi necessário apenas um ‘ai’ até chegarmos à questão de ‘Já que vamos a Lisboa, podíamos passar uns dias em Santo André, que achas?’. E outro ‘ai’ foi o tempo que demorou a decisão do ‘Acho bem!’.

O nosso primeiro destino de viagem foi, então, Lisboa. Ou melhor, a casa dos nossos amigos, no Restelo. Há muito tempo que não vínhamos até à capital. Até porque detesto andar de carro nas ruas de Lisboa. Perco-me, quase sempre. E foi o que nos aconteceu hoje, apesar da ‘dica’ da minha mulher ‘Na 2ª Circular, temos de sair para Belém’. Até chegar e depois continuar pela 2ª Circular, tudo bem. Mas, depois, é que ‘foram elas’, o raio da saída para Belém não aparecia, olhávamos para todas as placas indicativas de direcção e… nada! E, quando nos demos conta, já íamos no IC19 a caminho de Sintra. Altura para pedir ajuda aos nossos amigos, via telemóvel. Inversão de marcha, no sítio permitido, de volta à 2ª Circular. Mesmo assim, já com o ‘nervoso miudinho’ a funcionar, novamente fora do rumo certo. E, em tudo isto, desde a entrada na capital, já tinham passado mais de três quartos de hora. Tempo perdido, a ir para lá e voltar para cá. Saímos daquela via e paramos, a tentar assentar ideias. Nessa altura, passou por nós um carro da polícia e estacionou uns metros à frente. Saí do carro e dirigi-me aos polícias, pedindo-lhes uma orientação quanto ao trajecto que deveria seguir. Então, o polícia que estava ao volante disse-me: ‘Venha atrás de nós, nós levamo-lo lá.’ E foi assim que, pela primeira vez na vida e durante dez minutos, tivemos escolta policial. Tudo numa ‘boa’, sem chatices. E, depois de escoltados até perto do Palácio de Belém, foi então fácil seguirmos para a zona do Restelo.

E lá chegámos a casa dos nossos amigos. Foi tempo, então, de nos rirmos de mais esta ‘condução’ em Lisboa. E foi também tempo de ficarmos a saber que o trajecto certo teria sido: na 2ª Circular apanhar a auto-estrada para Cascais e, então sim, encontrar a saída para Belém até chegarmos ao Restelo.

Da próxima vez que lá voltar, espero lembrar-me!...