Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Não sei bem…




Não sei bem como vim aqui parar. Mas também não me vou preocupar com isso. O que agora me interessa é descortinar algum jeito de entender o que se passa de forma a definir a atitude que necessito de tomar: ir ou ficar?

Também não sei se serei capaz de concretizar a escolha que vier a fizer. É que os aspectos positivos e os negativos de cada opção são diversos e complexos, de tal modo que me apetece dizer: “venha o diabo e escolha”.

Como não é o diabo que deve escolher, é a mim que cabe essa tarefa. Mas não sei bem o que me vai passar pela cabeça no momento da decisão e, por isso, o melhor é ficar aqui nas calmas e deixar que as coisas aconteçam ao ritmo que tiverem de acontecer. E o resto que se f***!...





Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Há momentos em que…



Há momentos em que as imagens das recordações, quase sempre guardadas a sete chaves no cofre do subconsciente, passam na tela do dia-a-dia em ritmo acelerado como nos filmes do cinema mudo.

Há momentos em que o rosto sombrio, por se assemelhar aos dias cinzentos dos invernos sem sol, não consegue abrir-se num sorriso, tal é a onda de tristeza que sente inundar o resto do corpo.

Há momentos em que o estar só tem apenas o sentido de estar mal acompanhado e, por isso, como a lua cheia sem luar, a solidão ainda dói mais.

Há momentos em que se deseja mandar tudo à fava, tal é o desânimo que se atira em vagas sucessivas contra a vontade de fazer alguma coisa.

E também há momentos em que apetece gritar: que vida de merda!




Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

É preciso estar atento…



Eu sei que quando somos jovens temos a tendência para azular de claro os sentimentos e as atitudes de toda a gente, somos muito ingénuos e cheios de boa fé.

Mas os anos vão correndo em frente e, com o passar do tempo, o azul vai escurecendo, a nossa ingenuidade vai-se embora com o vento da vida e isso leva a que alguns dos outros já não nos parecem ser tão boas pessoas. É então aí que as imagens dos sacanas nos surgem, feias e imprecisas como retratos tirados à la minuta, mas verdadeiras como as rugas que nos foram aparecendo com os entas.

É preciso estar atento porque muitas vezes as imagens dos tais sacanas estão fora da nossa visão normal, são como uma película impregnada, a imagem está lá mas apenas se torna visível após a revelação do filme. E a descoberta de um sacana apanha-nos quase sempre desprevenidos, pois não estamos a contar com uma coisa daquelas.


Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Sonhadores...



Não interessa muito se o sonho foi bem estruturado em todos os pormenores, e se estes, na sua dinámica individual, foram coerentes entre si. Nada disso é suficiente.

O que importa, de facto, é se o sonho pode ter alguma ligação com a realidade e se os seus detalhes convergem para uma concretização viável e duradoura. É aqui que reside toda a dificuldade da urdidura mental dos sonhos. E é aqui que, ao não ocorrer aquela simbiose entre o sonho e a realidade, se registam os traumas e os desesperos dos eternos sonhadores.




Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Já chegou o 2012!




Ao ritmo de segundo a segundo, já cá está o ano de 2012.

E, pelos vistos, não vem com cara de bons amigos... eheheh


Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Aí vem o 2012!



Último dia de 2011. Último post deste blogue no ano que está prestes a terminar. Que hei-de desejar para 2012?...


Para além de alguns desejos pessoais, registo aqui estes de carácter geral: que os professores fiquem por cá e que, em vez deles, seja a crise a emigrar. E também que este país possa sair da sombra para a luz.


Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

O que fazer?


Por vezes, as situações com que nos deparamos no dia-a-dia não são o que parecem ser. Isso não significa que sejam melhores ou piores do que foram imaginadas, mas apenas diferentes ou com níveis de satisfação maiores ou menores daqueles que desejamos.

E, nessas ocasiões, deve-se abrir a porta e descobrir o que está para além da entrada ou fazer de conta que a porta não existe e assobiar para o lado como se não fosse nada connosco? Sim, o que se deve fazer?


Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Desilusão!


Um dia teria de acontecer. Foi hoje, como já poderia ter acontecido ontem. Ou como, eventualmente, poderia acontecer apenas amanhã.

Mas não foi surpresa completa, pois antes houve alguns indícios que levavam a concluir que isso poderia acontecer. E aconteceu mesmo!

Apesar de tudo e embora de forma diferente, o dia de hoje foi festejado com amigos. Ou melhor, entre amigos!








Nota: Propositadamente, este post não foi publicado na data a que faz referência, mas duas semanas depois. Porquê?... Não digo!

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Não vou por aí!




Por vezes, é suficiente um gesto, um olhar, uma palavra ou uma expressão facial, para induzir a repensar o rumo dos trajectos, dos desejos ou dos objectivos.

Mas, nessas ocasiões, talvez seja preciso ter a determinação em dose apropriada para dizer, como canta Maria Bethânia numa das suas canções: “ não sei para onde vou, mas sei que não vou por aí”.

E acho que esta é uma altura em que estou a necessitar de gritar: não vou por aí!



Domingo, 13 de Novembro de 2011

Chove...







Tempo de chuva. Chove lá fora. E chove dentro de mim, ao mesmo tempo que vão chuviscando estas palavras.


Cada gota de chuva leva-me pensamentos, não sei bem para onde. Cada gota de chuva rouba-me emoções, que preferia guardar apenas para mim. Cada gota de chuva arrasta-me para situações que não gostaria de experienciar. Cada gota de chuva enerva-me a minha paz, que gostaria de manter calma. Cada gota de chuva… blá, blá, blá.

Continua a chover lá fora. E ainda chove cá dentro de mim.