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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Futebol-> miúdos vs graúdos

O



Lembrei-me de registar neste espaço um aspecto que a meu ver, no mundo do futebol, parece ser o contraste entre os jogos de miúdos e os de graúdos. Há com toda a certeza mais factores de diferenciação, mas aquele que pretendo registar aqui é o do comportamento do público.

Na manhã do último domingo, fui ao antigo Campo da Constituição para ver um encontro de futebol masculino do escalão sub 14. A assistir, estiveram lá apenas algumas dezenas de pessoas, até porque o espaço destinado aos espectadores não dá para muito mais [e, além disso, o frio intenso e a chuva também não ajudaram nada...]. Creio que, na sua grande maioria, eram familiares ou amigos dos jogadores das equipas presentes no relvado.

Durante aquele jogo, houve berros e gritos dos espectadores com vista a motivar os jogadores a não desistirem das jogadas, a passarem a bola para o médio ou para o extremo, a centrarem junto à linha ou a rematarem à baliza. Houve palmas para os guarda-redes pelas boas defesas. Houve incentivos nos momentos de jogadas bem desenroladas. Houve aplausos quando aconteceram os golos. Houve ainda discordâncias em relação a uma ou outra decisão do árbitro. Mas tudo foi berrado ou gritado de um modo adequado ao sítio e ao acontecimento, com educação q.b., com palavras certinhas, o que para mim, neste caso, significa que não saíram para o ar insultos a quem quer que fosse. E, até por se tratar de um jogo de miúdos, foi esse comportamento correcto do público o que mais me agradou e, por isso, o que marcou mais a minha atenção.

Em contraste com tudo aquilo, ao longo dos últimos três anos tenho presenciado comportamentos despropositados e de má educação em [quase*] todos os jogos de graúdos a que assisti no Dragão. Começa logo meia hora antes do jogo, ainda na fase de aquecimento das equipas, pela provocação aos jogadores adversários e aos seus apoiantes, com assobiadelas e alguns insultos à mistura. Mais tarde, durante a partida, a cada passe errado dos portistas, a cada entrada mais dura dos adversários, a cada substituição considerada inoportuna ou tardia feita pelo treinador da casa, a cada decisão da arbitragem julgada menos certa, soltam-se então as goelas de milhares de adeptos e saem, de modo desenfreado, as assobiadelas [que até são um mal menor] e os palavrões em vários tons e feitios, do género ó filho da puta ou o teu pai é um cabrão ou ainda ó corno vai pró caralho. E os insultos são para todos os protagonistas [e, mesmo que o adversário em campo não seja o clube do Eusébio, também os benfiquistas são contemplados, como acontece quando algumas centenas de gajos das claques portistas se põem a gritar ésse-éle-bê filhos da puta**]. Ninguém escapa ao despropósito e à má-criação. E desta parte do espectáculo de futebol não gosto, não gosto mesmo nada.

É evidente que nos jogos de graúdos a que assisti até hoje não se passa apenas aquilo. Também há festa. Agitam-se bandeiras, vêem-se cachecóis no ar, ouvem-se cânticos clubísticos, e tudo isso é porreiro. E também há aplausos e vivas ao fê-cê-pê quando o Lisandro e os outros dragões marcam golos. É a festa do futebol. E desta parte do espectáculo de futebol gosto, gosto imenso.

E por gostar da festa do futebol é que desejo continuar a ir ao Dragão. Mas tenho muita pena que os espectadores dos jogo de miúdos não encham os estádios de futebol dos graúdos com as atitudes que presenciei no domingo. Ou, então, lamento imenso que muitos dos espectadores dos jogo de miúdos se transfigurem ao ponto de alterarem, para pior, os seus comportamentos quando vão assistir aos jogos de graúdos. E, a meu ver, com isso acaba-se por estragar a festa do futebol.



Obs.:
* A excepção aconteceu o ano passado, após o campeonato 2006/2007, no encontro com o Leixões para a Festa dos Campeões [as fotos são desse jogo].
** E não serve de desculpa o facto dos benfiquistas procederem de modo idêntico na Luz.

Nota: Não sou especialista em futebol e, como já referi no post anterior, considero-me apenas um adepto portista que senta o cagueiro na bancada do Dragão nas semanas sim e que alapa o dito no sofá frente à têvê nas semanas não.

domingo, 30 de novembro de 2008

Força, Manekas!


O adepto de futebol que, semana sim semana não, senta o cagueiro na bancada para ver apenas os jogos das equipas dos graúdos, quase não se apercebe de outras situações que giram à volta desta modalidade.

Mas quem anda mais metido nestas coisas do futebol sabe que os graúdos de hoje foram os miúdos de ontem. E quem se mete em tais andanças também sabe que alguns dos miúdos de hoje serão os craques de amanhã. E sabe ainda que isso deve-se em grande parte ao talento de cada miúdo e à paciência e aos ensinamentos dos treinadores, mas também, inúmeras vezes, graças à boa visão dos olheiros.

Ora, todo este paleio tem a ver, por um lado, com o facto de agora me dedicar em part-time à actividade de... olheiro [que, para poupar em recursos humanos, acumulo com as de gestor de carreiras e de empresário de passes, ou seja, sou um genuíno "three-in-one"...] e, por outro, com uma tarefa especial que tinha agendado para esta manhã.

Por isso, e embora o tempo não estivesse pêra doce, o frio rachava e a chuva gelava, meti os sapatos ao caminho, visto que tinha de cumprir a tal missão. E, cerca das nove e pico da madrugada, lá estava a entrar no antigo Campo da Constituição {depois das grandes obras de remodelação que lá foram terminadas há pouco tempo, tem agora o nome de Vitalis Park [e, entre parêntesis duplo, posso referir que, além do terreno de jogo ser relvado, todo o restante espaço visível ao comum dos espectadores está muito funcional, agradável e... azul e branco, claro!]}.

E fui lá fazer o quê?... Ora, pois...isso é segredo! E como segredo que é não vou aqui desvendá-lo, caso contrário toda a gente ficaria a saber tanto como eu, certo? [e acresce ainda que o segredo é a alma do negócio de qualquer "3 em 1" que se preze]. Mas, a título de dica para os diários desportivos, posso adiantar que ali houve um jogo de futebol de sub 14 e que, no intervalo [do jogo e da missão], alguém me pagou um cimbalino... [e isto prova, mais uma vez, que neste mundo há sempre uma pessoa amiga].

E pronto, creio que era isto que queria registar aqui neste dia friorento. Brrrrrr!...

Ah, quase me ia esquecendo: força, Manekas!*







*[e não te esqueças de me devolver o contrato, devidamente assinado, ok?]


Nota: Para que não hajam dúvidas, confesso que, enquanto adepto de futebol, me considero bem descrito no primeiro parágrafo, ainda com a situação agravante de, semana não semana sim, me alapar no sofá a ver os encontros pela têvê quando os dragões vão jogar fora.

domingo, 6 de abril de 2008

Tretas de ténis [10]


Estou novamente em Santo André. Cheguei na sexta-feira à noite, com a minha mulher e os dois netos mais crescidos, e dentro de uma hora vou regressar ao Porto.

Desta vez, vim com o objectivo principal de jogar no torneio de ténis, com início ontem e termo hoje, comemorativo dos 25 anos do Clube de Ténis de Santo André. E, claro, para conviver com os meus amigos de cá, todos eles tenistas 'profissionais'.

Aos dirigentes, funcionários e sócios do clube [e eu incluo-me neste último grupo], os meus votos para que estejamos cá todos para comemorar as bodas de ouro do CTSA.

Aqui fica, pois, este 'post' para registar o 25º aniversário do CTSA.



Nota: Foto do pólo oferecido aos jogadores do torneio.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Em 2008, foi a primeira vez!...


Ontem, ao princípio da noite, fui ao Estádio do Dragão. Em 2008, foi a primeira vez que lá fui [... também foi o primeiro jogo de futebol lá realizado este ano para a Liga Bwin].

E, para começo de ano, não foi nada agradável. Pelo contrário, foi um mau jogo de futebol e, no fim dos noventa minutos, a única coisa positiva foi o resultado favorável aos azuis-e-brancos [do meu ponto de vista, claro!]. Resultado escasso contra o Naval, por 1-0.

Para o clube que quer ser novamente campeão nacional e ter aspirações na próxima fase da Liga dos Campeões Europeus, o F. C. do Porto mostrou pouco, isto para não dizer muito pouco. E para os portistas, como eu, fica o desejo de melhores exibições [e com resultados positivos, como é evidente].

E durante os próximos três ou quatro meses não voltarei a falar de futebol neste sítio. Excepto se, entretanto, acontecer algum facto com interesse para ser realçado.

E não posso terminar este 'post' sem um: Bibó Porto, carago!

sábado, 24 de novembro de 2007

As conversas são como as cerejas…

Hoje ao almoço, já não sei a respeito de quê, falou-se da atitude do Scolari com os jornalistas após o jogo da selecção com a Finlândia, na quarta-feira.

Desta questão passou-se para o possível regresso de Figo à selecção e o que sobre isso disseram Paulo Sousa e Abel Xavier num programa da RTPN.

Associado a este último jogador, devido à sua imagem exótica, veio à baila o termo “showman”. E daqui partiu-se para outro “showman” do desporto, o Dennis Rodman, ex-jogador de basquetebol de NBA.

E, por fim, veio à baila o “dream team”, que se reporta à selecção de basquetebol dos EUA, campeã olímpica no ano de 1992 em Barcelona. E foi, então, a altura de se mencionar os nomes de alguns jogadores de eleição que faziam parte daquela equipa: Michael Jordan, Magic Johson, Larry Bird, Karl Malone, Scottie Pipen, etc.

Ou seja, a conversa começou com um tema ligado ao futebol e terminou com questões do basquetebol. Tudo relacionado com o desporto…

E mais uma vez se constatou que as conversas são como as cerejas: pega-se por uma e logo atrás vem uma catrefada delas…


Nota: Foto obtida na página do "Sapo.pt".

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A ‘plantar arroz’… em Troia!

Nove e meia de uma manhã de Julho de 2007. Saímos de Santo André em direcção a Troia: o ‘SW307’, o ‘dêdê’ e o ‘intruso’. Pelo caminho, e conforme o combinado no dia anterior, apanhámos o ‘belgo’ na zona da Galé.

Chegámos ao clube de golfe de Troia, às dez para as onze [no Grande Porto, dir-se-ia onze menos dez]. Depois de estacionada a viatura, dois sacos de tacos de golfe são descarregados da bagageira e colocados nos respectivos carrinhos, pelos seus proprietários. Num dos casos nota-se um à vontade de operação repetida imensas vezes, no outro há ainda um certo embaraço de iniciado. Quatro ‘golfistas’ [convem não confundir com jogadores de golfe…] e apenas dois sacos?... Sim, um dos sacos, com indícios de já ter sido utilizado muitas vezes, é do golfista ‘pro’ [o ‘dêdê] e o outro, que se nota ter saído há pouco tempo da loja de desporto, é do golfista ‘quase pro’ [o ‘SW307’]. E não há mais sacos de golfe porque o ‘belgo’ e o ‘intruso’ são ‘pré-amadores’, ou seja, ainda não têm ‘estatuto’ para isso…

Depois de paga a inscrição na recepção do clube, dirigimo-nos para o local onde se podem ensaiar as ‘saídas’. Cada um munido de um cesto com 40 bolas de golfe. Antes das tacadas, é ocasião para o ‘dêdê’ dar umas dicas aos novatos, o ‘belgo’ e o ‘intruso’, acerca da técnica de agarrar o taco de golfe e de desenvolver o movimento do ‘swing’. E depois, alinhados lateralmente ao longo da linha marcada no chão, uns com tacos prórios e outros com tacos emprestados, lá começámos a ‘maltratar’ as bolas, suspensas nos ’tee’. E às tantas…

E às tantas, o ‘intruso’, concentrado na forma correcta de empunhar o taco, movimentou-se num ‘swing’ quase perfeito e… tchuuumm! A bola quase não saiu do sítio e o taco foi arrancar um ‘bocadão’ de terra que voou feita nuvem negra… E lá ficou no terreno mais um talhão apropriado para se ‘plantar arroz´… em Troia!

Passadas duas horas e tal de golfe ‘intenso’, em que ainda houve tempo para ensaiarmos uns ‘buracos’ no ‘green’, demos por terminada a nossa jornada ‘golfista’, até porque já havia algum cansaço e…

E… também porque nos esperava um almoço na Galé. É que estas coisas do desporto são boas para o físico, mas dão cá uma fome!…




Notas:
- O ‘intruso’ assinalado neste texto refere-se ao autor deste blogue [para bem e para o mal…].
- Foto obtida no 'site' da Wikipédia.

domingo, 18 de novembro de 2007

Paula, parabéns!

São quase cinco horas da tarde. Estou a ver, através da Eurosport, a parte final da maratona de Nova Iorque, do grupo feminino.

A prova foi comandada desde o início pela inglesa Paula Radcliffe, seguida pela etíope Gete Wami. Mas as três milhas finais (cerca de 5 kms) foram extraordinárias de emoção. A certa altura, a britânica consegue ganhar alguma distância à adversária. E esta, de seguida, volta a ‘colar-se’ à líder da corrida. E à entrada da última milha (cerca de 1,6 km) a africana ataca e passa para a frente da corrida. É nesse momento que Radcliffe reúne as forças e arranca com determinação, deixando Wami para trás. E de forma definitiva.

E para a memória fica o resultado: Paula Radcliffe ganhou a Maratona de Nova Iorque 2007 com 2h23:09, aos 34 anos e após ter sido mãe pela primeira vez há menos de um ano.

Gostei… e vibrei com a parte final da corrida.

E, depois da vitória, foi ‘giro’ ver a britânica a agradecer os aplausos da assistência com a bandeira da Union Jack numa mão e a filha de menos de um ano no outro braço.




Notas:
- Texto escrito em 04/11/2007 (domingo).
- Foto do site da "ING New Iork City Marathon"

sábado, 3 de novembro de 2007

E lá foram dois pontos…

É evidente que o futebol não são apenas vitórias. É ainda evidente que as outras equipas também querem ganhar pontos. E, por isso, mais cedo ou mais tarde, teria de acontecer o que se passou ontem à noite no Estádio do Dragão: o ‘meu’ FCP desperdiçou dois pontos.

Mas não há drama. Ainda continuamos a olhar para trás. E é também nestas alturas que os portistas devem dar o seu apoio à equipa.

Bibó o Porto, carago!


segunda-feira, 11 de junho de 2007

A história de um cachecol


Hoje tive uma agradável surpresa. Mas, antes de contar o que foi, vou lembrar a história que deu origem à surpresa.

Tudo começou na noite de 20 de Maio passado, depois do F.C. Porto ter conquistado mais um título de campeão de futebol. Após ter assistido ao jogo no Estádio do Dragão, fui até ao Restaurante Manhoso para comemorar a vitória com um grupo de amigos. E na altura, fazendo parte do grupo de portistas, também lá estavam sete ou oito madeirenses, que tinham vindo da Madeira para assistir ao jogo. No decurso do jantar e dos festejos, o madeirense Duarte, ligado à direcção da Casa do FCP da Madeira ofereceu-me um cachecol dos ‘Dragões da Madeira’. Cachecol lindo!

E, até aqui, tudo bem! O pior foi quando cheguei a casa e verifiquei que não trazia aquele cachecol. E fiquei triste, chateado, fulo, danado comigo mesmo! Que merda!... O que teria acontecido?... À saída do restaurante, e como a noite estava fria, lembro-me de ter embrulhado o meu cachecol habitual à volta do pescoço e colocado o outro por cima dos ombros. No trajecto até casa [como moro a quinze minutos do Estádio, nestas idas ao futebol vou sempre a pé], passei por diversos grupos de portistas, uns a pé, outros de carro, e deve ter sido num dos momentos de confraternização que alguém me surripiou o cachecol ‘madeirense’. E, claro, fiquei triste, chateado, fulo, danado comigo mesmo!

E, então, hoje tive a surpresa. À hora do almoço, o dono do Restaurante Manhoso telefonou-me para dizer que estava lá alguém com uma ‘prenda’ para mim. E disse-me o que era. Fui até lá.

E lá encontrei o amigo madeirense. O Duarte veio a Lisboa tratar de questões profissionais e hoje deu um salto até ao Porto, antes de amanhã regressar à Madeira. E como, entretanto, através do dono do restaurante, tivera conhecimento daquela peripécia, não se esqueceu de me trazer um novo cachecol dos ‘Dragões da Madeira’. Cachecol lindo!

Amigo Duarte, obrigado!


domingo, 20 de maio de 2007

Viva o F. C. Porto!






Campeão 2006/2007

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Às sete da tarde, em ponto!


- Domingo, às dezanove horas, em ponto!

E foi com esta fórmula que o ‘milongas’ convidou, há uns dias, um grupo de amigos do ténis para uma ‘petiscada’ em sua casa. Eu e a minha mulher, os ‘intrusos’, incluídos. Porquê ‘intrusos’? Porque moramos no Porto e, assim, somos os únicos do grupo que não residimos aqui, em Santo André, durante todo o ano. E o porquê da ‘petiscada’? Por dois motivos: para se proceder à ‘inauguração’ do novo televisor LCD de trinta e poucas polegadas do amigo ‘milongas’ e para se assistir à transmissão do jogo de futebol entre o Benfica e o Sporting, marcado para este domingo, às vinte horas.

Hoje de tarde, faltavam cerca de quinze minutos para as sete, saímos de casa em direcção ao lote ‘extremo’, 2º esquerdo. Admito que fui para este encontro de amigos um bocado à ‘defesa’: como sou o único ‘dragão’ no meio de vários ‘leões’ e ´águias’, levei o ‘coração ao largo’ para ouvir as ‘bocas’ de todos por causa da derrota de ontem do FCP com o Boavista. Mas, ao fim e ao cabo, até não foram muito cáusticos…

Em casa, além do nosso ‘milongas’, já lá estava o casal de ‘alentejanos’. Connosco, os ‘intrusos’, entraram na mesma altura o ‘belgo’ e a esposa. O restante ‘pessoal’ foi chegando. Assim, sem pormenores da ordem de chegada, marcaram presença: o ‘dêdê’, o ‘307 SW’, o ‘federer dos serrotes’ e o ‘coleccionador’, e as respectivas esposas, e também o ‘presidente’. Bem contadinhos éramos dezasseis. E, como é costume dizer-se, éramos poucos… mas bons!

Na sala, a mesa estava bem recheada com diversos petiscos. Tudo feito graças ao trabalho do casal de ‘alentejanos’, porque, segundo dizem os cronistas do sítio, o ‘milongas’ é alérgico a mexer uma palha, é mais adepto do ‘está bem, está bem!’. O que, bem vistas as coisas, não é verdade completa, pois o nosso anfitrião, com a sua sólida ‘formação de base’, mostrou ser um magnífico mestre a receber os amigos e um ‘expert’ a abrir garrafas de cerveja. E, entre dois dedos de conversa e o ‘aconchego’ de chamuças, pernas de frango, rissóis, croquetes, filetes de pescada, carne assada, batatas fritas, ‘chacuti’, sumos, cervejas e vinho tinto alentejano, e ainda salada de frutas, baba de camelo e mousse de chocolate, o tempo foi passando até à hora do jogo.

Do lado contrário à mesa, o televisor já há muito que ia mostrando imagens do Estádio da Luz. A poucos minutos para o início do encontro, todos os ‘marcolinos’ e uma ou duas ´felisminas’ tomaram lugares estratégicos para terem o melhor ângulo de visão para o televisor. Começado o jogo, apareceram então os nervosismos de benfiquistas e sportinguistas, cada um deles a ‘puxar’ pela vitória das suas equipas. E, do meu lado, começaram as ‘figas’ para um empate, o resultado que mais convinha ao ‘dragão’, após a derrota de ontem à noite.

De todo o jogo, permito-me salientar as peripécias que acho mais dignas de registo:
- o golo do Sporting, para alegria dos ‘leões’ e para minha tristeza;
- o golo do Benfica, para gáudio dos ‘águias’ e para meu alívio;
- a entrada, a dez minutos do fim, do ‘man’ Torres [daí veio o nome do Mantorras], para alguma esperança dos benfiquistas e para certa preocupação minha e dos sportinguistas [o gajo entra no fim dos jogos e quase sempre marca! – era o desabafo da nossa banda, os preocupados… ];
e, sem dúvida, para mim o melhor ‘momento’ do encontro,
- o apito do árbitro a assinalar o fim do jogo: um ‘sorriso aberto’ da minha parte e um resignado ‘encolher de ombros’ dos restantes.

Findo o jogo, a atenção do pessoal volta-se de novo para a mesa e constata-se que sobrou muita coisa e que o apetite já era. O que fazer com tantas coisas boas? Por proposta do ‘dêdê’ e aceitação da maioria, foi então aprazada uma ‘almoçarada’ para amanhã, com as sobras de hoje, no 5º B. Onde é? Não sei, amanhã descubro, ok?

Posso agora dizer que o televisor hoje ‘inaugurado’ é ‘bué’ de bom: a ‘imagem’ daquele empate foi magnífica!... E também por isso, amigo ‘milongas’, bem haja!


Nota: Para evitar que, de alguma forma, os amigos referidos neste ‘post’ possam ser reconhecidos, não utilizo os seus nomes verdadeiros. Por isso, socorro-me dos ‘nick names’ [uns já conhecidos, outros ‘arranjados’ agora] para referir os meus amigos do grupo de ténis de Santo André. Creio, no entanto, que os interessados se identificarão com aqueles ´nick names’ e me desculparão pelo seu uso.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Tretas e... a "capoeira"


Ontem de tarde fomos até ao centro comercial Dolce Vita, no Porto, porque os meus netos queriam ver, creio que pela terceira ou quarta vez, os repuxos de água existentes na praça principal do centro, e que são, ao fim e ao cabo, uma forma de atracção para as pessoas se deslocarem até lá.

E, se fosse apenas isto, certamente não haveria 'post'. Mas, aconteceu que, no mesmo piso dos repuxos, estava a decorrer um espectáculo de difusão de "capoeira". Fomos espectadores surpreendidos, pois que não estávamos a contar com isso. E, como estava com a máquina a jeito, registei vários 'bonecos' do espectáculo, dos quais escolhi este:


Depois, já em casa, dei-me ao trabalho de pesquisar alguma coisa acerca da 'capoeira'. Trata-se de actividade física que mistura desporto, luta, dança, arte marcial, cultura popular, música e brincadeira. Uma arte criada no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, caracterizada por movimentos ágeis e complicados, feitos com frequência junto ao chão ou de cabeça para baixo, tendo por vezes uma forte componente acrobática, e apresentando como característica diferenciadora de outras lutas o facto de ser acompanhada por música.


Nota: Ilustração intitulada Danse de la guerre, de Johann Moritz Rugendas - 1835
[fonte: Wikipédia]