terça-feira, 30 de dezembro de 2008

As "minhas" mulheres [1]


Inicio o tema das "minhas" mulheres com um texto dedicado à minha mãe.

E isto pela razão simples de, para mim, ser a mulher mais importante [não é em vão que até se diz que mãe há só uma...], diferente das restantes pelo afecto e pelas vivências que temos tido até agora.

E também por ter sido a primeira mulher a preocupar-se comigo. Ainda agora continua a dar-me pequenas recomendações, algumas como se eu ainda fosse um miúdo. Mas, assim o desejo, oxalá continue a fazê-lo por mais alguns anos.

Natural de Jazente, em Amarante, nasceu há 91 anos numa família de origens humildes. A minha mãe foi sempre uma grande companheira do meu pai, já falecido há alguns anos, e de quem tem muitas saudades. E também foi uma sua grande aliada na educação e para o bem-estar dos dois filhos, quer pelas tarefas domésticas, quer pelos trabalhos que ia arranjando fora de casa.

Hoje em dia, a minha mãe está um pouco limitada na sua mobilidade, devido a problemas graves de saúde nos dois últimos anos. E também limitada na audição e na visão, em resultado dos efeitos inexoráveis do passar dos anos. Mas a sua lucidez e a sua memória continuam vivas, e ainda bem!

Ao longo das nossas conversas tem-me contando muitas peripécias da sua vida desde pequenita até à idade adulta. E como escrevo os tópicos dessas pequenas histórias, talvez um dia destes possam ser contadas aqui.

É por tudo isto, e por muito mais que não está aqui de forma expressa, que dedico estas linhas à minha mãe. Sei que não vai ter a possibilidade de as ler. Mas creio que vai ouvi-las ditas por mim.

6 comentários:

A Senhora disse...

A sua mãe deve se comportar mais ou menos do jeito que já prometi que sempre faria com os meus: pode crescer, pode ter 60 anos e eu 100, mas sempre será meu filho. Sempre darei palpite em sua vida, mas quem vai decidi-la é ele - são dois homens de opinião que estou criando.

Um beijo à sua mãe e a você.
Feliz 2009.

pin gente disse...

como mãe, adoraria ouvir palavras doces como estas da boca dos meus filhotes... tu sabes, não é?
qual a mãe que não gostaria?

feliz 2009, meu grande e querido amigo
tudo de bom para todos vós
obrigada pelas tuas palavras e presença ao longo de 2008

com afecto
luísa

Tia Brites disse...

Gostava de chegar aos 91 anos e ter filhos que falassem assim de mim.
Bom ano novo!

nandokas disse...

Olá Senhora,
É isso aí: por mais palpites que as mães [ou os pais] possam dar aos filhos, quem vai mesmo decidir os rumos das suas vidas são os mais interessados: os filhos.
[e não esqueçamos que nós, mães e pais de hoje, já agimos do mesmo modo quando os avós dos nossos filhos nos deram palpites...]
Beijos

nandokas disse...

Olá Luísa,
E podes crer que ouvirás palavras ainda mais bonitas e ainda mais doces dos teus filhos. Estou certo que, nos momentos próprios, eles saberão dizer-tas e que tu vais sempre merecê-las.
E, doce amiga, também desejo um Feliz 2009 para ti e para os teus familiares.
Abraço grande.

nandokas disse...

Olá Tia Brites,
E vais chegar lá ou ainda mais!
E vais ter os teus filhos a falarem ainda mais e melhor de ti!

[e eu que ainda esteja por cá para ler os teus comentários a confirmares isso mesmo]

E Bom Ano 2009 também para ti.

Beijos