segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O calcanhar de Aquiles…


Acabei hoje de ler um livro de uma escritora americana, tem o título sugestivo de Presságio de Fogo e conta a história reimaginada da Guerra de Tróia, é um livro que me interessou muito, tem quinhentas e tal páginas mas li-o no espaço de uma semana, fez-me lembrar leituras antigas do poema épico Ilíada escrito por Homero, teria eu na altura não sei bem se doze ou treze anos, a heroína daquele romance é Cassandra, a princesa real de Tróia que tinha visões e fazia presságios, e a história é-nos contada a partir do seu ponto de vista, a autora do livro articula os dados históricos com a lenda, os mitos dos deuses com os feitos dos heróis, os factos e a ficção, e assim apresenta-nos uma nova imagem do conto antigo e dos seus intérpretes, fala-nos de Páris, irmão gémeo de Cassandra, ambos filhos de Príamo, rei de Tróia, fala-nos também de Helena, a bela princesa grega casada com Menelau, raptada por Páris e levada para o palácio de Príamo, passou então a ser conhecida por Helena de Tróia, foi o seu rapto que determinou a expedição dos gregos contra Tróia, comandados pelo seu chefe Agaménon, irmão de Menelau, fala-nos ainda de Heitor, de Eneias, de Aquiles e do seu amigo Pátroclo, de outras filhas e de outros filhos de Príamo, de sacerdotisas do deus Apolo, uma das quais era a própria Cassandra, de guerreiras amazonas chefiadas por Pentesileia, tia da heroína e irmã de sua mãe Hécuba, etc., etc. De todas foi a história de Aquiles que me fez pegar no dicionário à procura de dados e fazer comparações, no livro este herói, chefe dos exércitos do seu pai de nome Peleu, rei dos Mirmidões, aparece-nos como um guerreiro louco, sanguinário, desumano e invulnerável, foi ele que, para vingar a morte de Pátroclo, derrotou Heitor, filho primogénito de Príamo, apenas foi vencido por Cassandra, do alto do terraço do templo de Apolo, sobranceiro ao campo de batalha, a princesa com o seu arco disparou uma flecha e a seta envenenada foi atingir o calcanhar de Aquiles, causando-lhe a morte em poucos minutos, mas depois pelo dicionário retirei a seguinte informação, quando nasceu Aquiles sua mãe mergulhou-o na águas do rio Estige, tornando-o invulnerável, excepto no calcanhar por onde sua mãe o tinha segurado, muitos anos mais tarde foi mortalmente ferido no calcanhar por uma flecha envenenada que Páris lhe arremessou, como se vê as histórias da morte de Aquiles são diferentes em alguns pormenores, apenas coincidem no seu ponto vulnerável, isto é, no calcanhar de Aquiles. E, através dos tempos, esta expressão ficou...

Notas:
1. Texto escrito em Setembro/1997.
2. Dado que na altura em que escrevi este texto, não referi, por lapso, o nome da autora do livro “Presságio de Fogo”, e como, passados estes dez anos, já não sei qual o seu paradeiro, fiz pesquisa na internet pelo título. Fui, então, encontrar o blogue “Há sempre um livro… à nossa espera”,onde a bloguista expressa a sua opinião sobre todos os livros que já leu. E fui lá encontrar um ‘post’ de Fevereiro/2005 acerca daquele livro, que foi, agora já o posso mencionar, escrito por Marion Zimmer Bradley.
Aproveito esta ocasião para expressar aqui o meu agradecimento à Cláudia Sousa Dias, a autora do blogue, pela possibilidade que tive referir o nome da autora americana nesta nota ao meu ‘post’. E também para registar o meu contentamento pela descoberta do seu blogue, onde, pelos ‘posts’ que entretanto já li, posso obter as ‘imagens’ de vários livros. E, por isto, o blogue já entrou no grupo dos meus favoritos. E, ainda por tudo isto, recomendo a quem aqui vier que faça uma visita ao “Há sempre um livro… à nossa espera”.

18 comentários:

redonda disse...

Já li outros livros da Marion Zimmer Bradley. Este ainda não. Dos que li gostei de como tornava próxima e possível a magia. Ainda não li a Ilíada, nem a Odisseia, embora tenha uma ideia do que contam por ter lido versões para crianças há anos atrás e depois ter visto filmes. Talvez em próxima visita a Fnac aproveite para procurar este Presságio de Fogo :)

nandokas disse...

Olá redonda,
Se tiveres a oportunidade de o ler, dá-me depois a tua opinião sobre o livro, ok?

Sílvia disse...

Ola!!
Falaste de uma autora que simplesmente adoro. O primeiro contacto com a escritora foi feito atraves da lindissima obra:"Brumas de Avalon", 4 volumes que devorei em pouco mais de uma semana. Ja reli esses mesmo quatro livros mais umas tres vezes e planeio reler pelo menos mais uma.Ja li outros livros dela, agora nao tenho em memoria os titulos, mas este que referes ainda nao li! Vou espreitar o blog que sugeriste.

Maria Viene disse...

Obrigada.
Gostei que tivesses gostado do meu texto :)

E sim, o Blog da Claudia Sousa Dias é uma delícia:)

A mim, os seus textos, já me fizeram correr a comprar o livro... ou, já me deram vontade de reler...

redonda disse...

E eu a pensar que ias ao jantar fiquei 24% convencida! Mas, como o teu comentário no blog da Pin Gente estava muito engraçado (comigo a empurrar-te :) não vou recuar nos 24%.
Ainda não encontrei o livro, porque a minha última visita a Fnac foi muito a correr :)
um beijinho e bom fim-de-semana

nandokas disse...

Olá sílvia,
Não me lembro de ter lido a obra que referes, mas, pelos vistos, ficaste deveras entusiasmada com as 'brumas'.
Boa semana para ti!

pin gente disse...

fiquei curiosa com o livro... fiquei curiosa com o blog (já lá vou)... e vim conhecê-lo, mandokas.
um abraço
luísa

nandokas disse...

Olá maria viene,

É isso, aquele blogue é mesmo bom para quem gosta de livros.

E grato pela tua vinda até aqui.

nandokas disse...

Olá redonda,

De facto, naquele dia ser-me-à impossível ir ao jantar. Com muita pena minha, podes crer.

E já que só te falta tão pouco, pronto... toma lá o 1%, não é com isto que fico mais rico ou mais pobre...mas, promete que vais, ok?

Beijinho e boa semana.

Claudia Sousa Dias disse...

Olá Fernando!

(acho que o posso chamar assim..)muoito obrigada por mencionar o meu blog!

"O Presságio..." é, de facto, um dos meus livros preferidos. Existe tembém outra versão, a da Colleen McCullough, também uma excelente autora de ficção histórica, mas sem a magia que Marion coloca em quase todos os seus livros...

as duas versões são interessantes, mas a de Marion consegue ser mais sedutora. Talvez pelo facto de entrarmos mais dentro do imaginário feminino, no qual a guerra acaba por ocupar um plano secundário e perder o protagonismo para as relações de afectividade entre as diferentes personagens.

Tudo isto sem que o olhar de Cassandra deixe de ter a lucidez necessária para ver que o verdadeiro motivo da invasão da coligação das cidades gregas não é tanto a posse de Helena - que tem apenas interesse para Menelau de forma a garantir a sua posição de Rei de Esparta - mas antes um conflito de interesses que reside na posse do território correspondente ao Helesponto, permitindo o livre trânsito dos navios gregos para acederem a uma das matérias primas para fabricarem o broze - material de que eram feitas as armas de guerra na altura...

CSD

CSD

nandokas disse...

Olá Cláudia,

Claro que podes chamar-me por Fernando [que é, de facto, o meu nome, como referi no texto inicial deste blogue] ou pelo "nick-name" [um dia destes vou contar aqui a história do "nadokas"...]. Por isso, fica à tua escolha, ok? E, já que estou com a 'mão na massa', aproveito para dizer que esta alternativa fica também à disposição de quem aqui deixar os seus comentários.

Mas, Cláudia, permites-me uma alteração ao teu comentário? Posso?... Então o parêntesis que lá consta soa-me melhor deste modo:
acho que te posso chamar assim..)
Aceitas?...

Grato pela tua visita e pelo teu comentário.

E volta sempre!

pin gente disse...

olá mandokas
que giro!
eu a perguntar como foi e tu a responderes. volta lá para ver...
(deve ter sido quase em simultâneo, mas o teu aparece primeiro).
obrigada e beijinho
luísa

ps - fiquei contente de saber.
em junho há muita coias para os teus netos. se tiveres curiosidade é só ir ao pin e ver.

Sílvia disse...

Ola. Comigo esta tudo bem, digamos assim. Tenho andado preocupada com o meu sobrinho, que foi operado a um rim, ha cerca de tres dias. Embora tenha sido simples, ele tem apenas 7 meses. Correu tudo bem. Mas ele esta ai, em Portugal e eu aqui. Fico um bocadinho desconcentrada. Mas, tudo bem. Obrigada. Bom fim-de-semana!

nandokas disse...

Olá luísa,
Já lá vou ao "pin gente".
Acho engraçado o "nickname" que me arranjaste: 'mandokas', ou seja, o homem das docas. :)
Mas, sabes, quem está na origem do 'nandokas' já me disse que não o posso trocar... e eu também sou muito cioso dele :).
Em breve, vou contar aqui a história do 'nandokas', ok?
E, como já referi acima num comentário, podes tratar-me por 'nandokas' ou por Fernando ou, então, agora um, amahã o outro. Fica a ´batata quente' da escolha do teu lado, tá? :)
Beijinho.

nandokas disse...

Olá sílvia,
Desejo sinceramente que o teu sobrinho esteja bem e que o pós-operatório corra pelo melhor. Por ele, essencialmente, pelos pais e por ti [apesar de não vos conhecer].
E sabes, tenho uma situção do género com a minha neta mais pequerrucha, de um ano, pois provalmente também vai ser operada a um rim no início do próximo ano. Nesta altura a situação clínica da bébé não é crítica, está em avaliação, mas a operação deve ser a opção a seguir. Vamos aguardar!
E fico contigo por saber que contigo está tudo bem.
Bom fim de semana.

Sílvia disse...

Obrigada. A situaçao do meu sobrinho tambem nao era critica. Nasceu com uma obsctruccao no rim, que provocava a dilataçao do mesmo. Tem estado com antibiotico desde ps primeiros dias de vida. Como o rim nao voltava ao tamanho "normal" decidiram operar ja, antes que provocasse algum problema. Custa sempre, tao pequeninos. Mas e para o bem deles.

pin gente disse...

se eu optar por fernando não correrei o risco de escrever fermando?
olha que isto é defeito meu... sério!
porque quando leio está bem escrito... nandokas... vês?

nandokas disse...

Olá Luísa,
Pronto, já percebi o teu dilema e arranjei uma alternativa. Vou dar instruções rigorosas ao revisor de provas cá do sítio para aceitar sempre [ou quase] os teus mês por nês. Assim, quando aparecer Fermando ele vai ler Fernando, e quando for mandokas ele vai considerar nandokas. Certo?
Beijinho.